quinta-feira, 24 de maio de 2007

África… África Minha, África Nossa

Hoje comemoramos África!

O Dia de África, instituído em 1972 pelas Nações Unidas, celebra-se em todo o mundo a 25 de Maio. Um dia para reflectirmos sobre o presente e futuro deste continente.

Em Portugal, vivem cerca de 160 mil africanos, a maioria proveniente dos países lusófonos, que longe das suas raízes celebram África com iniciativas organizadas pelas suas associações.


Relembramos que está prevista, para Dezembro, a realização da II Cimeira UE/África em Lisboa, ainda durante a presidência portuguesa da União Europeia, com a finalidade de estabelecer uma parceria para os próximos anos.

Os principais objectivos desta Cimeira são o reforço dos laços políticos, a promoção da paz, segurança, desenvolvimento, direitos humanos e integração regional e continental em África, a cooperação para fazer face aos desafios globais e a promoção de uma larga parceria envolvendo os povos dos dois continentes.


Entretanto, na próxima segunda-feira (dia 28), realiza-se em Lisboa uma conferência sobre a temática euro-africana, destinada a celebrar o Dia de África, promovida pelo Grupo Africano de Embaixadores em Lisboa. A iniciativa tem como lema «África/Europa: Um Novo Diálogo perante os Desafios do Futuro» e decorre numa das salas do Centro Cultural de Belém (CCB).

O certame é dividido em quatro painéis principais: «Questões Culturais», em que intervirá Jorge Sampaio, na qualidade de Alto Comissário das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, «Paz e Segurança», «Integração Regional e Comércio» e «Questões de Desenvolvimento», em que falará Kofi Annan, antigo secretário-geral da ONU.

domingo, 20 de maio de 2007

Ecos da História #1

A 20 de Maio de 1277, há 730 anos, morria Pedro Hispano, o primeiro e único papa português, com o nome de João XXI.



«Pedro Julião, ou Pedro Hispano Portucalense, ficou conhecido para a história como João XXI, o único papa português. Foi o mais conceituado dos dialécticos da Idade Média. Dotado de uma sabedoria enciclopédica, filósofo e matemático, tornou-se médico do Papa Gregório X. Escreveu um dos primeiros tratados de oftalmologia e a célebre Summulae Logicales, tratado de lógica, que se impôs nas universidades até ao século XVII. O papa português “teve lugar cimeiro dentro da cristandade do seu tempo. Isso faz dele um português absolutamente ímpar”, diz D. Manuel Clemente, bispo do Porto.


Conhecido por Pedro Hispano Portucalense, Pedro Julião viria a tornar-se Papa com o nome de João XXI. Filósofo e matemático, estudou em França e em Itália. Foi eleito arcebispo de Braga, mas não chegou a ser confirmado porque, entretanto, sendo já médico do Papa Gregório X, foi nomeado cardeal-bispo de Tusculum. Nessa qualidade, assistiu ao Concílio de Lyon II. Foi eleito Papa em 1276. Era português, natural de Lisboa, onde nasceu entre 1205 e 1210.


Como estudioso de medicina, escreveu um livro de divulgação de conhecimentos denominado Tesouro dos Pobres. Como cultor da lógica aristotélica, compendiou a célebre Summulae Logicales, que mereceu do poeta Dante, na Divina Comédia, algumas referências. “Na Divina Comédia, Dante coloca-o no Paraíso e figura lá com os doze livros, os livros de lógica que escreveu e que foram tidos como compêndio de arte de pensar, de uma ponta à outra da Europa, até ao século XVII”, refere D. Manuel Clemente.


Aquando da reforma da Universidade, então sediada em Lisboa, realizada durante o reinado de D. Manuel I, a obra de Pedro Hispano ainda fazia parte dos planos de estudos. Do escrito De Oculis, de Pedro Hispano, Egas Moniz publicou, em 1930, um resumo que demonstrava bem o interesse histórico-científico dessa obra. É, afinal, um dos primeiros tratados de oftalmologia. Também figura na obra de Pedro Hispano um tratado de psicologia denominado De Anima, no qual transparecem as concepções do autor ao salientar os fundamentos fisiológicos da vida psíquica.


Prior de Mafra, cónego da Sé de Lisboa, prior da Colegiada de Guimarães, Pedro Julião foi nomeado médico do Papa Gregório X, depois de ter passado pela Universidade de Paris e pela cátedra de Siena. Eleito Papa em Setembro de 1276, João XXI procurou conciliar a já arrastada polémica, surgida em 1265, entre a Santa Sé e a coroa portuguesa. Sistematicamente protelada com promessas e delongas, resistência passiva e dissimulações do rei português, a questão perdurara até ao seu pontificado.


Famoso em diversas ciências, Pedro Julião foi Papa durante oito meses e oito dias. Pouco tempo sobreviveu aos ferimentos recebidos na derrocada da “loggia” do palácio dos papas em Viterbo, vindo a falecer em Maio de 1277. Muito se esperava da sua acção iluminada. “Pedro Hispano permanecerá sempre como grande português no estrangeiro. Um grande mensageiro da forma de ser português no meio dos outros povos, não fechado sobre si mesmo e participando da cultura e das dinâmicas do seu tempo”, diz o padre Vítor Melícias.»


In www.rtp.pt

Celebrar a independência de Timor-Leste

Hoje é uma data muito especial para toda a lusofonia, especialmente para Timor-Leste que comemora os cinco anos em que hasteou pela primeira vez a sua bandeira.





Uma comemoração que ficará marcada pela chegada do novo Presidente da República, José Ramos-Horta, ao Palácio das Cinzas.









Pátria






Pátria é, pois, o sol que deu o ser




Drama, poema, tempo e o espaço,




Das gerações que passam, forte laço




E as verdades que estamos a viver.







Pátria... é sepultura... é sofrer




De quem marca, co’a vida, um novo passo.




Ao povo, uma Pátria é, num traço simples...




Independência até morrer!







Do trabalho o berço, paz, tormento,




Pátria é a vida, orgulho, a aliança




Da alegria, do amor, do sentimento.







Pátria... é tradição, passado e herança!




O som da bala é... Pátria de momento!




Pátria é do futuro a esperança!







Xanana Gusmão

sexta-feira, 18 de maio de 2007

D. Arlindo: 3 Anos à frente da Diocese de Mindelo

O III Aniversário do ingresso solene de D. Arlindo Gomes Furtado na Diocese de Mindelo foi assinalado com uma Eucaristia de Acção de Graças, presidida pelo próprio Bispo, na Pró Catedral de Nossa Senhora da Luz, no dia 28 de Fevereiro, em S. Vicente.





Recorde-se que foi nessa data que D. Arlindo tomou posse da Diocese, durante uma solene cerimónia a que assistiram o Núncio Apostólico, Giuseppe Pinto, o Bispo de Santiago de Cabo Verde, D. Paulino Livramento Évora, os Bispos de Bissau e de Bafatá, D. José Camnate e D. Carlos Zilli, respectivamente, para além de muitas outras individualidades.





O Bispo de Mindelo não esconde as dificuldades e constrangimentos que marcaram estes três anos. Já no dia 22 de Fevereiro, aniversário da sua ordenação Episcopal, numa entrevista à Rádio Nova, após ter recordado a alegria, o entusiasmo e a união de forças que marcaram e continuam a marcar a vida da Diocese, referiu-se à questão vocacional e à falta enorme de sacerdotes para dar assistência às comunidades paroquiais como sendo desafios a enfrentar. D. Arlindo fez igualmente menção da “grande penúria de infra-estruturas para actividades pastorais em todas as paróquias, mormente em S. Vicente, Paul e Boa Vista”, para além da “deterioração muito acentuada de algumas estruturas antigas que precisam de intervenção profunda”. Falou igualmente de escassez de meios financeiros, sublinhando que “não é fácil, hoje, mobilizar recursos em tempo desejado e útil para dar respostas às situações de emergência”.





Na entrevista, o Bispo D. Arlindo disse que o seu grande sonho é «daqui a três/quatro anos, quando a Diocese atingir o “uso da razão”, começarmos a ordenar os nossos primeiros seminaristas, os primeiros padres da nova Diocese e daqui a 10 anos termos já um significativo número de padres diocesanos, para que, juntamente com a nossa comunidade que vai crescendo, a Diocese comece a tomar conta de si, nas suas estruturas fundamentais.





Como é sabido, dos 18 sacerdotes presentes na Diocese de Mindelo, apenas cinco são diocesanos.












Pe. António Fidalgo – Rádio Nova





In Jornal Terra Nova





Fevereiro 2007

terça-feira, 8 de maio de 2007

Marketing Vocacional

A emissão do Luso Fonias de 15 de Abril intitulou-se "Marketing Vocacional". Parece estranho, não é? Então ouça o programa e saiba quais as vantagens de se aplicar as técnicas de marketing à Igreja e às vocações.



Marketing é um conceito com várias definições. Podemos dizer que o marketing é acima de tudo um conjunto de técnicas que permite aproximar a oferta e a procura. Uma relação que se pretende eficaz, através da mensagem que se quer dirigir ao consumidor.



Hoje em dia fala-se muito das estratégias de marketing quer a nível empresarial, como a nível cultural e social, mas fala-se também de marketing vocacional. Não perca a conversa com o Dr. Carlos Liz da APEME – Área de Planeamento e Estudos de Mercado, é especialista em Marketing e assessor da Comissão de Pastoral das Vocações da CIRP (Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal). Um programa que surgiu a propósito do Dia Mundial de Orações pelas Vocações, a 12 de Abril.



Segue o comentário do editor, Pe. Tony Neves:

«A felicidade e a realização de cada pessoa dependem, numa perspectiva cristã, da resposta que cada um dá à vocação feita por Deus bem como da forma como se cumpre ou não as missões que Deus confia.

Ora, a Igreja atravessa, na Europa, um tempo de deserto vocacional pois são cada vez menos numerosos aqueles e aquelas que aceitam arriscar a vida num projecto de especial consagração, sendo Irmãs, Irmãos ou Padres, por toda a vida.

Buscam-se, regra geral, argumentos sociológicos para explicar a situação: as famílias têm poucos filhos, o ambiente social é muito laico, as novas gerações têm medo de tomar decisões para toda a vida, a sociedade está em crise de valores, o serviço aos outros é visto como um desperdício na busca do prazer próprio... enfim, tudo argumentos que podem ajudar a explicar a situação mas que não resolvem tudo nem permitem que dormamos tranquilamente à sombra deles.

Em termos vocacionais, nem há razões para cruzar os braços e a tirar a toalha ao chão, mas, verdade seja dita, ninguém deve dormir descansado. Há que tentar perceber bem o que se passa para inverter esta curva tão vertiginosamente descendente dos números de quantos e quantos optam pela vida sacerdotal e religiosa.

Nos últimos tempos, os animadores vocacionais têm ouvido especialistas de marketing a dar ideias e opiniões a fim de se rasgarem caminhos novos. Parece óbvio que o Evangelho não está ultrapassado e que as vocações de especial consagração continuam a fazer falta e sentido. Por isso, há que rever estratégias e estudar formas novas de propor aos jovens este caminho de consagração. Há que saber dizer as coisas com linguagem que os destinatários entendam. Se a mensagem está válida e não chega a quem de direito há que avaliar e perceber que outros caminhos e linguagens utilizar.

É corajosa esta opção que dá ainda os primeiros passos. Ninguém sabe se vão surgir resultados. Mas parece óbvio que o futuro das vocações dependerá sempre mais do testemunho das comunidades e seus pastores do que das novas estratégias de captação vocacional. Mas, também parece lógico que, com linguagens caducas e propostas sem rasgo não há futuro que se possa desenhar. Ousemos, com os pés bem assentes nas técnicas humanas e o coração bem perto de Deus, rasgar caminhos novos. A Igreja e a sociedade vão ganhar com os resultados que surgirem.»




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Os rostos do Luso Fonias #3

Hoje apresentamos mais um rosto do Luso Fonias, Óscar Daniel, que deu voz aos programas "Páscoa, a mais importante festa da cristandade ou uma pausa para férias?" e "Marketing Vocacional".



Podemos dizer que o Óscar Daniel já é um "velho" amigo do Luso Fonias. Apesar de não ser o locutor do programa, substitui muitas vezes o Carlos Bastos e está sempre disponível para sugerir ideias… Um grande amigo que, como todos os amigos, está sempre pronto a ajudar na realização do nosso programa. Obrigada Óscar! :)









quarta-feira, 25 de abril de 2007

Páscoa, a mais importante festa da cristandade ou uma pausa para férias?

A emissão de Páscoa do programa Luso Fonias teve como objectivo promover uma reflexão sobre a importância da Páscoa no século XXI. Esta é a maior e mais importante festa da cristandade, mas será que tem o mesmo sentido de outros tempos ou tende a ser cada vez mais uma pausa para férias? Será que estamos a perder o verdadeiro sentido deste período de oração?





Ouça a conversa com o Pe. João Eleutério, secretário da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, e reflicta sobre o significado da Páscoa nos nossos dias.





Segue a reflexão do Pe. Tony Neves, editor do programa:


«A Páscoa continua a ser a festa mais importante do calendário cristão. A paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo constitui o coração da mensagem evangélica, assente sobre a vitória da Vida sobre todas as formas de morte. Esta convicção fez a Igreja, durante dois mil anos, percorrer os caminhos do mundo e dar corpo à fundação de milhares e milhares de comunidades que vivem, no dia a dia, a mensagem da Páscoa da Ressurreição.


Só que os tempos vão mudando, mesmo nos espaços onde o cristianismo se afirmou como religião maioritária. Hoje, para muitos baptizados, a Páscoa é quase só um pretexto para uma pausa académica de quem estuda e uma pausa laboral de quem trabalha. São muitos os que aproveitam as férias da Páscoa para dar um passeio pelo mundo ou, pelo menos, para sair de casa e fazer umas pequenas férias de descanso e descontracção. Para outros poderá ainda ser um tempo de dar á boca novos sabores, aproveitando a rica gastronomia e doçaria que é típica desta quadra festiva.


Mas, para os cristãos convictos, a Páscoa mantém-se como a grande festa da Vida. Há quarenta dias de intensa preparação (a Quaresma) e, depois, vive-se o Tríduo pascal com muita intensidade e devoção. Na quinta-feira santa há a celebração da Ceia do Senhor com a Instituição da Eucaristia, fazendo memória viva da Última Ceia de Cristo. Na sexta-feira santa celebra-se a paixão e Morte de Jesus, sendo dia de recolhimento, silêncio, jejum e abstinência. O sábado santo é marcado pela grande celebração da Vigília Pascal com o rito da bênção do lume novo, a abrir. Seguem-se as leituras que mostram a caminhada do povo de Israel, segundo a Bíblia, até Cristo e o percurso deste até à sua Ressurreição. Há espaço para a celebração de baptizados e termina a Vigília Pascal com a celebração da Eucaristia. O domingo tem vivências tradicionais muito diferentes, variando de terra para terra, de região para região. No norte de Portugal, onde nasci e cresci, há a tradição da Visita Pascal em que, uma equipa de leigos da Comunidade, acompanhada ou não pelo Padre, visita todas as casas, dando a beijar a cruz e rezando em família.


Como cristãos, há que continuar a fazer da Páscoa aquilo que ela é: a grande festa da vida que merece ser celebrada com muita fé e muita intensidade.»




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segunda-feira, 16 de abril de 2007

Medicina rumo ao Sul

O Luso Fonias de 1 de Abril teve como tema "Medicina rumo ao Sul", um programa que surgiu a propósito do Dia Mundial da Saúde celebrado no dia 7 do presente mês. Em estúdio esteve o Dr. João Blasques de Oliveira, médico de saúde pública e director do departamento de Resposta Humanitária dos Médicos do Mundo.





Se formos ao dicionário, médico significa aquele que se formou em medicina, que por sua vez é a arte e ciência de curar ou atenuar as doenças. Mas ser médico é muito mais que esta definição. Ser médico é nunca desistir, é assegurar que todos os seres humanos têm direito a cuidados de saúde. Segundo o lema dos Médicos do Mundo, ser médico é “lutar contra todas as doenças, até mesmo a injustiça...". Na verdade, ser médico é ter sobretudo a noção de que não há doentes de primeira e de segunda. Não deixe de ouvir esta entrevista!





Segue o comentário do Pe. Tony Neves:


«Quando falamos no sul do mundo, não pensamos na Austrália nem na África do Sul. Estamos a olhar para todos os países onde a vida é difícil, a pobreza é muita e o nível de vida das pessoas é muito baixo. Na maioria dos casos, milhões e milhões de pessoas vivem em condições infra-humanas. Os indicadores que se costumam utilizar para avaliar a pobreza e a riqueza das nações tocam sempre nas áreas vitais da educação, saúde, desenvolvimento, emprego.... Ora, o sector da saúde é dos mais essenciais porque quando faltam os cuidados mais elementares, a qualidade de vida das pessoas desce em flecha. Há, por isso, que criar uma onda de solidariedade á escala do mundo que permita o acesso de todos à saúde. Dito por outras palavras, há que fazer a medicina caminhar também rumo ao sul, àqueles espaços onde ela é decisiva e a sua falta tem como consequências muitas mortes e problemas de toda a espécie.


Em termos missionários, esta é já uma grande e antiga preocupação. Muitas missionárias e missionários são formados na área da Saúde e espalham pelas terras onde andam medicamentos e cuidados. Há muitos milagres que já se fazem, a este nível, mas muito há ainda por fazer. Algumas ONGD têm investido em programas de apoio à saúde em África, Ásia e América Latina, o que tem permitido um apoio aos débeis serviços nacionais de saúde de certos países mais pobres. Formar e intervir no que diz respeito a cuidados básicos de higiene e saúde constitui um enorme desafio ao desenvolvimento dos países mais empobrecidos.


Há ainda um outro trabalho importante a fazer para que haja mais justiça e mais solidariedade. Refiro-me ao problema gravíssimo das patentes de certos medicamentos. Com o preço que é preciso pagar pelos direitos aos laboratórios, boa parte da população mundial vai continuar a morrer por falta de medicamentos que até são muito baratos a produzir. Há que criar mecanismos solidários, à escala do mundo, que permitam compensar a investigação sem impedir o acesso aos medicamentos por parte de quem não tem condições financeiras para suportar custos elevados. A pergunta mais decisiva para os pobres do nosso tempo continua a ser: é possível ou não conjugar a justiça com a solidariedade?»




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Os rostos do Luso Fonias #2

Marta Ventura é a locutora da Renascença que dá voz às entrevistas dos programas “Ecoeficiência: soluções para um planeta mais saudável” e “Medicina rumo ao Sul”. Como o Carlos Bastos não pôde estar presente, a Marta fez o favor de nos ajudar na realização destas duas entrevistas. Obrigada! :)



Estamos à espera da foto...

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Capuchinhos em Cabo Verde: a hora é de recordar e agradecer

Recordar o passado com gratidão, olhar o futuro com esperança, viver o presente com paixão, é o lema da comemoração dos 60 anos de presença e acção dos Capuchinhos em Cabo Verde, um lema em perfeita sintonia com o que propôs João Paulo II para toda a Igreja, na Carta Apostólica No Início do Novo Milénio. Para já, aconteceu em S. Vicente o primeiro acto celebrativo: de 17 a 24 de Janeiro, teve lugar uma semana de estudo para revisitar os 60 anos com tudo aquilo que tiveram em termos de graças do céu, crescimento espiritual e humano, e também insucessos, dificuldades e erros.


Uma outra efeméride que está sendo celebrada, contemporaneamente, é o XXV Aniversário da elevação da “Missão” dos capuchinhos de Cabo Verde para a categoria Vice-Província. De facto, foi a 5 de Julho de 1981 que a circunscrição capuchinha deixou de ser simples “Missão” de Piemonte (Itália) e passou a chamar-se Vice-Província dos Irmãos Capuchinhos de Cabo Verde, estando agora a criar condições para ser uma Província, o que vai depender do crescimento numérico dos frades e da criação de recursos materiais próprios.


Quanto à semana de S. Vicente, foi presidida pelo Provincial dos Capuchinhos de Piemonte, Frei Stefano Campana, e contou com as presenças honrosas de dois capuchinhos italianos que já exerceram as funções de provincial – Frei Cesare Vittonato e Frei Ferruccio Bortolozzo – mais a do Frei Carlos Avelino, que já esteve à frente da Província dos Capuchinhos de Portugal, circunscrição que vem dando aos capuchinhos de Cabo Verde um valioso apoio na formação dos seus candidatos.


Participou também no encontro de S. Vicente o conhecido Frei Ottavio Fasano, responsável pelo Centro de animação missionária dos capuchinhos de Piemonte e o seu colaborador Frei Cláudio Matraxia, e ainda o Frei Egídio Picucci, Director da Revista Internacional dos Capuchinhos Italianos, «Continenti». Esteve igualmente presente o Provincial dos Capuchinhos de Roma, Frei Giovanni Ferri, bem como os freis Elidio e Herculano, naturais da ilha de S. Nicolau e actualmente a trabalhar na Itália.


Temas estudados e debatidos foram, entre outros, os seguintes: “O porquê e o como da vinda dos capuchinhos para Cabo Verde – um olhar histórico”, a cargo do Frei Ferruccio Botolozzo, arquivista dos Capuchinhos de Piemonte; “Cabo Verde: como era quando chegámos e como o vemos hoje – uma história viva”, pelos Freis Mauro Cismondi, Camilo Torassa, Pedro De Marchi e Frederico Cerrone; e “Leitura da Fase actual da Vice-Província”, pelo Vice-Provincial dos Capuchinhos de Cabo Verde, Frei Matias Tavares Silva.


Também foram apresentados, no decorrer da semana, dois projectos editoriais: Biografia do Frei Pio Gottin, pelo Frei Bernardino Lima, e Tradução do Novo Testamento para o Crioulo da ilha Brava, pelo Frei Paulino Andrade.


De realçar que, para além da formação e solidificação na fé do homem cabo-verdiano (neste momento têm a seu cargo seis paróquias na Diocese de Santiago de Cabo Verde e quatro na de Mindelo), os capuchinhos dedicaram-se até hoje a várias actividades de promoção do homem cabo-verdiano, podendo destacar-se as acções no âmbito do ensino (escolas, seminários, infantários), formação profissional (tipografia, carpintaria), comunicação social (Repique do Sino, Terra Nova, Rádio Nova) e saúde (a “Casa Betânia”, para a o tratamento da lepra, e o Hospital S. Francisco de Assis).


Uma solene Eucaristia de Acção de Graças, no dia 24 de Janeiro, presidida pelo Ministro Provincial, Frei Stefano Campana, e na qual tomou parte um expressivo número de cristãos das duas Paróquias de S. Vicente, serviu para concluir a semana comemorativa.



Pe. António Fidalgo – Rádio Nova

In Jornal Terra Nova

Janeiro 2007

Rádios em cooperação

Há oito anos que rádios dos vários países lusófonos cooperam no programa Luso Fonias. Estão unidas pelo mesmo objectivo e vontade de crescerem juntas.





O Luso Fonias Online pretende ser também um elo de união entre as diversas rádios parceiras neste projecto, ou seja pretende ser um espaço de partilha de peças jornalísticas ou de opinião que cada colaborador realize sobre o tema da semana do nosso programa ou no seu trabalho diário para a rádio ou outro órgão de comunicação do seu país.





O primeiro trabalho vem já no post a seguir… Comente!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

terça-feira, 27 de março de 2007

Rádio Ecclesia online – De Angola para o mundo

É com grande alegria que anunciamos o início das emissões online da Rádio Ecclesia. Ainda em regime experimental, já é possível fazer chegar o sinal da Emissora Católica de Angola a todo o país e ao mundo usando as novas tecnologias.




segunda-feira, 26 de março de 2007

Ecoeficiência: soluções para um planeta mais saudável


Ecoeficiência significa fazer mais com menos, procurando respeitar e valorizar o ambiente e os recursos naturais e biológicos, assim como as pessoas e as comunidades. Um tema que está na ordem do dia e em discussão no Luso Fonias desta semana.









Em estúdio está o Professor Saldanha Matos, vice-presidente da APESB – Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental. Ouça e reflicta sobre as soluções para um planeta mais saudável, como ser ecoeficiente?









Segue o comentário do Pe. Tony Neves:




«Multiplicam-se encontros mundiais e debates, fazem-se leis, ameaçam-se as pessoas com multas e penas, mostram-se imagens com o planeta a derrapar para um abismo... mas parece que a terra, a casa comum de todos, está mal de saúde e todos os indicativos de que dispomos provam que a situação só tende a piorar. Por isso, há que enfrentar as questões ecológicas com coragem e fazer tudo o que está ao alcance da humanidade hoje para que a terra continue a ter condições para ser um espaço de felicidade.


Fala-se hoje muito da ecoeficiência. De facto, é possível investir na ecologia, ter um planeta mais saudável sem que tal afecte os níveis de eficiência a que as sociedades modernas se habituaram.


Fiz uma viagem forçada ao interior mais interior do norte de Portugal para participar no funeral de um padre missionário que trabalhou mais de 20 anos em Angola. Pelo caminho, todos fomos admirando o aumento do parque eólico com a colocação de centenas de torres geradoras de electricidade onde o vento é o motor e o 'combustível' que faz andar as enormes hélices que permitem activar os dínamos e produzir energia, sem que dali advenha qualquer impacto negativo para a natureza.
Sabemos que em muitas outras áreas da tecnologia é possível ser-se eficiente e ecológico ao mesmo tempo. Assim sendo, há que investir por aqui, uma vez que as tecnologias poluentes já causaram danos irreversíveis à natureza e há que pôr travão a esta situação, invertendo o que ainda se possa inverter.


A criatividade impõe-se. O futuro da humanidade exige uma reflexão séria sobre as heranças que preparamos para os que vierem depois de nós. A questão ecológica passou a ser uma questão de ética, uma vez que a vida e a morte de muita gente (e de muitas espécies) vão depender das opções que hoje forem tomadas. Somos hoje, mais do que nunca, chamados a ser humanos e a respeitar a criação de Deus.»




Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

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quarta-feira, 21 de março de 2007

Um poema da lusofonia


Hoje comemora-se o Dia Mundial da Poesia. Um dia que fazemos questão de celebrar com um poema da lusofonia. A escolha foi difícil…






Escolhemos um poeta timorense, Fernando Sylvan (1917-1993).









Infância






as crianças brincam na praia dos seus pensamentos








e banham-se no mar dos seus longos sonhos

















a praia e o mar das crianças não têm fronteiras

















e por isso todas as praias são iluminadas






e todos os mares têm manchas verdes

















mas muitas vezes as crianças crescem






sem voltar à praia e sem voltar ao mar











In A Voz Fagueira de Oan Timor







Fernando Sylvan nasceu em Díli (Timor-Leste). Pseudónimo de Abílio Leopoldo Motta-Ferreira. Foi presidente da Sociedade de Língua Portuguesa, poeta, prosador, dramaturgo e ensaísta.








Navegue na Internet e descubra a poesia de outros autores lusófonos. Comente este post com um poema!