segunda-feira, 18 de junho de 2007

Fátima – 90 Anos depois

Foi a 13 de Maio de 1917. Três crianças pastavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, quando por volta do meio-dia, depois de rezarem o terço, foram surpreendidos por uma luz brilhante. Foi a primeira aparição de Fátima.

Passaram 90 anos. Mas milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, num montante anual de quatro milhões, seguem rumo até Fátima.

O Luso Fonias de 13 de Maio esteve à conversa com Nuno Prazeres, do Apostolado Mundial de Fátima, sobre a actualidade da mensagem de Fátima e o significado das aparições 90 anos depois.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Foi naquele 13 de Maio de 1917 que Nossa Senhora apareceu, pela primeira vez a três crianças, Lúcia, Jacinta e Francisco. Fátima bem depressa se tornou centro de peregrinações. Milhões e milhões de pessoas, ao longo destes 90 anos, transformaram a Cova da Iria no altar do mundo.

Que faz correr tanta gente a Fátima? Talvez a simplicidade e a força da Mensagem que Nossa Senhora ali foi levar. Ela só pediu oração e mudança de vida para que a paz chegasse ao mundo. Recordemos que a Europa estava mergulhada na sangrenta I Grande Guerra Mundial.

Hoje, Fátima é o coração do Portugal católico. Situada ao centro do País, com a auto-estrada nº 1 a passar á porta, é local escolhido para boa parte dos eventos importantes que marcam a actualidade da Igreja. Tem grandes estruturas de acolhimento e tem a marca simbólica das Aparições.

Os Papas Paulo VI e João Paulo II integraram o Santuário de Fátima no Roteiro das suas viagens apostólicas. J. Paulo II foi a Fátima contar o terceiro segredo, aplicado a si mesmo, e beatificar a Jacinta e o Francisco.

Com a morte da Irmã Lúcia fechou-se uma página na história destas Aparições. Agora, o Santuário vive da memória, dos escritos, da espiritualidade, da teologia, da fé vivida de multidões de pessoas que, vindas de todo o mundo, ali rezam e depositam aos pés de Maria as suas alegrias e angústias.

90 Anos são pretexto para grandes eventos, desde congressos a grandes momentos de peregrinação. Mas estas nove décadas provaram que as estruturas existentes já não respondiam às exigências do Santuário. E, por isso, será inaugurada a Igreja da Santíssima Trindade.

Fátima já representa muito para Portugal e para o mundo. Há que manter a lucidez que se exige para que este ‘Altar do Mundo’ seja um espaço sério de espiritualidade, de encontro com o divino, de aprofundamento da fé e da Missão.»




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terça-feira, 5 de junho de 2007

Responsabilidade social na promoção de negócios sustentáveis

A responsabilidade social das empresas significa integrar as preocupações sociais e ambientais no trabalho quotidiano das organizações e na interacção com todas as partes interessadas. Ou seja, é um comportamento que as empresas adoptam, de forma voluntária, que visa integrar valores do Desenvolvimento Sustentável – o desenvolvimento que permite às gerações presentes satisfazer as suas necessidades, sem pôr em causa as gerações futuras.

A emissão do Luso Fonias de 6 de Maio foi dedicada à “Responsabilidade social na promoção de negócios sustentáveis”. Um programa que conta com uma entrevista ao Eng. Luís Rochartre, Secretário-geral do BCSD Portugal – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável.



Na opinião do Pe. Tony Neves:

«O mundo dos negócios é muito complexo pelo simples facto de envolver dinheiro. Quem investe quer ver os resultados de tal investimento. E, se possível, que os lucros sejam muito grandes. Quando se compra ou vende qualquer coisa, pretende-se que a operação seja sempre favorável. Compreende-se o princípio, mas há que ter sempre presente a ética que obriga a nunca prejudicar ninguém e incentiva à partilha solidária dos lucros que possam ser postos á disposição de quem mais precisa.

Hoje insiste-se muito na Responsabilidade Social Empresas. Tudo deve começar lá dentro com a justiça nos salários, a criação de boas condições de trabalho e de um ambiente humano bom. Depois, há que pensar mais largo e partilhar alguns lucros em instituições de solidariedade ou com ONGD que realizam projectos em áreas e situações marcadas pela pobreza e falta de desenvolvimento.

Quando falamos de Responsabilidade Social das Empresas e dos seus negócios também nos queremos referir a opções empresariais que apostam no respeito pelas pessoas e pela natureza. Se não há condições de trabalho e segurança, os empregados destas empresas passam mal, podem ter problemas sérios de saúde, cria-se um mau ambiente de trabalho e, em termos de resultados, até o empresário sofre porque onde não há motivação nem condições, os objectivos muito dificilmente serão atingidos.

As questões ecológicas também devem ser tomadas muito a sério pelas empresas. Há que fazer tudo o que se puder para que os níveis de poluição diminuam. Há que usar técnicas e tecnologias que não degradem o ar, os solos, as águas. Há que evitar a criação desmedida de lixos que, pouco a pouco, tornam a terra inabitável.

Finalmente, uma palavra sobre o desenvolvimento sustentado. Não interessa embarcar em megalomanias que enchem os olhos mas não levam a lado nenhum. Há que investir em modelos de desenvolvimento que, pouco a pouco, façam subir o nível de vida das pessoas sem dar saltos demasiadamente rápidos. Com responsabilidade social, as empresas ajudarão a construir uma sociedade justa e solidária. É bom para todos que tal aconteça.»



Esta é a opinião do Pe. Tony Neves. Dê-nos a sua com um comentário a este post.




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segunda-feira, 4 de junho de 2007

Educar para a saúde

O Luso Fonias de 29 de Abril intitula-se “Educação para a saúde”, um tema que surgiu a propósito do Dia Africano contra o Paludismo, celebrado a 25 de Abril, para nos fazer pensar sobre as medidas e iniciativas a tomar.

Educar para a saúde é sobretudo ajudar a prevenir. Há inúmeras doenças que podem ser evitadas se houver prevenção: as doenças derivadas da falta de higiene; as doenças derivadas do consumo; as doenças derivadas dos comportamentos sexuais; e as doenças psicológicas. É fundamental educar para os estilos de vida saudáveis, de modo que a escola tem um papel primordial neste trabalho de prevenção.

A entrevista realizou-se nos estúdios da Rádio Maria, em Maputo, e conta com a colaboração do jornalista Rui Malunga. Uma conversa com o Sr. Martinho, coordenador da Cáritas Moçambicana.





Na opinião do Pe. Tony Neves, editor do programa:

«A Saúde é um dos indicadores mais importantes do índice do desenvolvimento humano. E compreende-se porquê. De facto, quando as pessoas têm acesso aos cuidados básicos de Saúde já se resolvem muitos problemas. Um dos investimentos fundamentais dos governos é nesta área tão sensível como vital da saúde. Não pode causar estranheza a ninguém que os orçamentos dos Estados apostem fortemente no bem-estar das populações investindo em tudo quanto dê uma ajuda à saúde das pessoas.

Em muitos países, pobres ou empobrecidos pelo momento que atravessam, os dinheiros públicos são canalizados para esforços militares e outros, não sobrando nada ou quase nada para a educação e para a Saúde. Aqui, a cooperação internacional e as Organizações Religiosas e Humanitárias devem intervir para reduzir as consequências dramáticas desta opção de certos governos. E, verdade seja dita, a Igreja Católica tem dado um contributo muito grande neste âmbito.

Os meses de verão e de pausa académica, na Europa, são aproveitados por muitos jovens para a realização de projectos missionários, sobretudo na África e na América Latina. Quando olhamos para estas experiências em tempo de férias percebemos logo que a saúde está sempre na linha da frente das prioridades. Primeiro, porque se programam muitas iniciativas de intervenção directa junto de populações carenciadas; segundo, porque se realizam muitas acções de formação para ajudar a prevenir doenças e se ensinar as pessoas a tratar problemas de saúde que vão surgindo.

Educar para a saúde é um desafio de sobrevivência e torna-se, por isso, uma missão de extrema urgência. Queiram os governos perceber como tal é decisivo para o presente e o futuro das pessoas e, desta forma, dêem o seu melhor por um mundo com mais e melhor saúde.»




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sexta-feira, 1 de junho de 2007

Ser Criança...

«As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações.» Antoine de Saint-Exupery
























O Dia Mundial da Criança surgiu após a II Guerra Mundial, isto porque as crianças de todo o mundo enfrentavam grandes dificuldades ao nível da alimentação, cuidados médicos, bem como no acesso à educação.






Assim, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se comemorasse um dia dedicado a todas as crianças do mundo, para que os Estados Membros da ONU reconhecessem que as crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem social, necessitam de cuidados e atenções especiais, precisam de ser compreendidas, preparadas e educadas de modo a terem possibilidades de usufruir de um futuro condigno e risonho. Ficou então deliberado que o Dia 1 de Junho passaria a ser celebrado como o Dia Mundial da Criança.












Sugestões





Nunca é demais lembrar… Convenção sobre os Direitos da Criança.






Para os mais novos … Visita o Eu sou Criança, navega e diverte-te!






Para os mais velhos… que têm saudades dos seus tempos de criança, desvenda o Mistério Juvenil!>

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Investir no Brasil

Apesar do fraco crescimento da economia brasileira em 2006, que não vai além de 3%, a generalidade dos empresários e executivos portugueses aposta que o Brasil é a extensão natural do mercado português.

A confiança no crescimento económico do Brasil promete investimentos dos dois lados do Atlântico. Um processo que envolve não apenas os grandes grupos económicos, mas também dezenas de pequenas e médias empresas.

O Luso Fonias de 22 de Abril conta com uma emissão sobre as oportunidades e ameaças de se investir no Brasil. Em estúdio esteve o Dr. João Oliveira Rendeiro, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Luso-Brasileira, e o Ministro José Carlos Leitão, Ministro-Conselheiro da Embaixada do Brasil em Lisboa.



Na opinião do Pe. Tony Neves:

«Investir no Brasil tornou-se uma moda dos últimos tempos. É um continente imenso, cheio de diversidades e de oportunidades. Está ainda longe de ser estável e as enormes bolsas de pobreza dizem mal de quem o governa, pois dá mostras de uma real incapacidade de resolução dos problemas das populações. E acho que é mesmo por causa das desigualdades sociais gritantes que faz sentido um investimento que desenvolva o país mas que o faça de maneira a combater uma lógica onde os ricos sejam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

Não há um Brasil, mas muitos. Há quem prefira ir até ao norte e investir na Amazónia. Aqui, é urgente preservar este grande pulmão do mundo para o não transformar numa insónia. A campanha da Fraternidade deste ano insiste num olhar para a Amazónia com respeito e fascínio.

Há quem vá antes para as grandes cidades de S. Paulo ou Rio de Janeiro para ali concretizar os seus negócios. Nestes megalópolis com milhões e milhões de habitantes, há que investir na qualidade de vida das pessoas e ajudar a combater o flagelo das favelas, uma autêntica praga social, de bradar aos céus.

Outros preferem investir na agricultura ou na indústria, aproveitando a imensidão deste país. Parece-me importante que valorizem as populações locais e sejam focos de desenvolvimento sustentado.

O Brasil é um país que fascina e que assusta, ao mesmo tempo. Tem belezas naturais espantosas, um povo simpático, alegre e acolhedor, uma Igreja interveniente e forte, um potencial económico enorme. Mas há muitos caminhos a abrir para se concretizar o que está escrito na bandeira: ‘Ordem e Progresso’.»



Esta é a opinião do Pe. Tony Neves. E a sua? Ouça o programa na telefonia e comente este post!

sábado, 26 de maio de 2007

Para descontrair…

A 22 de Maio comemorou-se o centenário do nascimento de Hergé, o homem que criou a poupa mais célebre do mundo, a poupa do eternamente jovem Tintim.


Tintim é um repórter que nunca exerce a sua profissão (salvo no primeiro álbum). Não é um super-herói mas é invencível. Não tem idade definida, família, namorada… Tem ar de adolescente mas comportamentos de adulto. Inseparável do seu fiel amigo, Milu, um fox-terrier que muitas vezes ajuda o dono a safar-se das suas aventuras. Tintim é uma personagem que, ao longo dos últimos 50 anos, construiu histórias transversais a modas, épocas e geografias.


Por isso, vale a pena recordar e descontrair um pouco com o genérico desta famosa banda desenhada. As aventuras de um repórter e do seu cão Milu, para animar todos os profissionais da comunicação que colaboram e apoiam o Luso Fonias.








Uma curiosidade…

Portugal foi o primeiro país a ler Tintim em quadradinhos coloridos. Além disso, apesar de nunca ter estado em Portugal, Hergé perpetuou os portugueses no seu imaginário com a personagem de Oliveira da Figueira, comerciante lisboeta.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

África… África Minha, África Nossa

Hoje comemoramos África!

O Dia de África, instituído em 1972 pelas Nações Unidas, celebra-se em todo o mundo a 25 de Maio. Um dia para reflectirmos sobre o presente e futuro deste continente.

Em Portugal, vivem cerca de 160 mil africanos, a maioria proveniente dos países lusófonos, que longe das suas raízes celebram África com iniciativas organizadas pelas suas associações.


Relembramos que está prevista, para Dezembro, a realização da II Cimeira UE/África em Lisboa, ainda durante a presidência portuguesa da União Europeia, com a finalidade de estabelecer uma parceria para os próximos anos.

Os principais objectivos desta Cimeira são o reforço dos laços políticos, a promoção da paz, segurança, desenvolvimento, direitos humanos e integração regional e continental em África, a cooperação para fazer face aos desafios globais e a promoção de uma larga parceria envolvendo os povos dos dois continentes.


Entretanto, na próxima segunda-feira (dia 28), realiza-se em Lisboa uma conferência sobre a temática euro-africana, destinada a celebrar o Dia de África, promovida pelo Grupo Africano de Embaixadores em Lisboa. A iniciativa tem como lema «África/Europa: Um Novo Diálogo perante os Desafios do Futuro» e decorre numa das salas do Centro Cultural de Belém (CCB).

O certame é dividido em quatro painéis principais: «Questões Culturais», em que intervirá Jorge Sampaio, na qualidade de Alto Comissário das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, «Paz e Segurança», «Integração Regional e Comércio» e «Questões de Desenvolvimento», em que falará Kofi Annan, antigo secretário-geral da ONU.

domingo, 20 de maio de 2007

Ecos da História #1

A 20 de Maio de 1277, há 730 anos, morria Pedro Hispano, o primeiro e único papa português, com o nome de João XXI.



«Pedro Julião, ou Pedro Hispano Portucalense, ficou conhecido para a história como João XXI, o único papa português. Foi o mais conceituado dos dialécticos da Idade Média. Dotado de uma sabedoria enciclopédica, filósofo e matemático, tornou-se médico do Papa Gregório X. Escreveu um dos primeiros tratados de oftalmologia e a célebre Summulae Logicales, tratado de lógica, que se impôs nas universidades até ao século XVII. O papa português “teve lugar cimeiro dentro da cristandade do seu tempo. Isso faz dele um português absolutamente ímpar”, diz D. Manuel Clemente, bispo do Porto.


Conhecido por Pedro Hispano Portucalense, Pedro Julião viria a tornar-se Papa com o nome de João XXI. Filósofo e matemático, estudou em França e em Itália. Foi eleito arcebispo de Braga, mas não chegou a ser confirmado porque, entretanto, sendo já médico do Papa Gregório X, foi nomeado cardeal-bispo de Tusculum. Nessa qualidade, assistiu ao Concílio de Lyon II. Foi eleito Papa em 1276. Era português, natural de Lisboa, onde nasceu entre 1205 e 1210.


Como estudioso de medicina, escreveu um livro de divulgação de conhecimentos denominado Tesouro dos Pobres. Como cultor da lógica aristotélica, compendiou a célebre Summulae Logicales, que mereceu do poeta Dante, na Divina Comédia, algumas referências. “Na Divina Comédia, Dante coloca-o no Paraíso e figura lá com os doze livros, os livros de lógica que escreveu e que foram tidos como compêndio de arte de pensar, de uma ponta à outra da Europa, até ao século XVII”, refere D. Manuel Clemente.


Aquando da reforma da Universidade, então sediada em Lisboa, realizada durante o reinado de D. Manuel I, a obra de Pedro Hispano ainda fazia parte dos planos de estudos. Do escrito De Oculis, de Pedro Hispano, Egas Moniz publicou, em 1930, um resumo que demonstrava bem o interesse histórico-científico dessa obra. É, afinal, um dos primeiros tratados de oftalmologia. Também figura na obra de Pedro Hispano um tratado de psicologia denominado De Anima, no qual transparecem as concepções do autor ao salientar os fundamentos fisiológicos da vida psíquica.


Prior de Mafra, cónego da Sé de Lisboa, prior da Colegiada de Guimarães, Pedro Julião foi nomeado médico do Papa Gregório X, depois de ter passado pela Universidade de Paris e pela cátedra de Siena. Eleito Papa em Setembro de 1276, João XXI procurou conciliar a já arrastada polémica, surgida em 1265, entre a Santa Sé e a coroa portuguesa. Sistematicamente protelada com promessas e delongas, resistência passiva e dissimulações do rei português, a questão perdurara até ao seu pontificado.


Famoso em diversas ciências, Pedro Julião foi Papa durante oito meses e oito dias. Pouco tempo sobreviveu aos ferimentos recebidos na derrocada da “loggia” do palácio dos papas em Viterbo, vindo a falecer em Maio de 1277. Muito se esperava da sua acção iluminada. “Pedro Hispano permanecerá sempre como grande português no estrangeiro. Um grande mensageiro da forma de ser português no meio dos outros povos, não fechado sobre si mesmo e participando da cultura e das dinâmicas do seu tempo”, diz o padre Vítor Melícias.»


In www.rtp.pt

Celebrar a independência de Timor-Leste

Hoje é uma data muito especial para toda a lusofonia, especialmente para Timor-Leste que comemora os cinco anos em que hasteou pela primeira vez a sua bandeira.





Uma comemoração que ficará marcada pela chegada do novo Presidente da República, José Ramos-Horta, ao Palácio das Cinzas.









Pátria






Pátria é, pois, o sol que deu o ser




Drama, poema, tempo e o espaço,




Das gerações que passam, forte laço




E as verdades que estamos a viver.







Pátria... é sepultura... é sofrer




De quem marca, co’a vida, um novo passo.




Ao povo, uma Pátria é, num traço simples...




Independência até morrer!







Do trabalho o berço, paz, tormento,




Pátria é a vida, orgulho, a aliança




Da alegria, do amor, do sentimento.







Pátria... é tradição, passado e herança!




O som da bala é... Pátria de momento!




Pátria é do futuro a esperança!







Xanana Gusmão

sexta-feira, 18 de maio de 2007

D. Arlindo: 3 Anos à frente da Diocese de Mindelo

O III Aniversário do ingresso solene de D. Arlindo Gomes Furtado na Diocese de Mindelo foi assinalado com uma Eucaristia de Acção de Graças, presidida pelo próprio Bispo, na Pró Catedral de Nossa Senhora da Luz, no dia 28 de Fevereiro, em S. Vicente.





Recorde-se que foi nessa data que D. Arlindo tomou posse da Diocese, durante uma solene cerimónia a que assistiram o Núncio Apostólico, Giuseppe Pinto, o Bispo de Santiago de Cabo Verde, D. Paulino Livramento Évora, os Bispos de Bissau e de Bafatá, D. José Camnate e D. Carlos Zilli, respectivamente, para além de muitas outras individualidades.





O Bispo de Mindelo não esconde as dificuldades e constrangimentos que marcaram estes três anos. Já no dia 22 de Fevereiro, aniversário da sua ordenação Episcopal, numa entrevista à Rádio Nova, após ter recordado a alegria, o entusiasmo e a união de forças que marcaram e continuam a marcar a vida da Diocese, referiu-se à questão vocacional e à falta enorme de sacerdotes para dar assistência às comunidades paroquiais como sendo desafios a enfrentar. D. Arlindo fez igualmente menção da “grande penúria de infra-estruturas para actividades pastorais em todas as paróquias, mormente em S. Vicente, Paul e Boa Vista”, para além da “deterioração muito acentuada de algumas estruturas antigas que precisam de intervenção profunda”. Falou igualmente de escassez de meios financeiros, sublinhando que “não é fácil, hoje, mobilizar recursos em tempo desejado e útil para dar respostas às situações de emergência”.





Na entrevista, o Bispo D. Arlindo disse que o seu grande sonho é «daqui a três/quatro anos, quando a Diocese atingir o “uso da razão”, começarmos a ordenar os nossos primeiros seminaristas, os primeiros padres da nova Diocese e daqui a 10 anos termos já um significativo número de padres diocesanos, para que, juntamente com a nossa comunidade que vai crescendo, a Diocese comece a tomar conta de si, nas suas estruturas fundamentais.





Como é sabido, dos 18 sacerdotes presentes na Diocese de Mindelo, apenas cinco são diocesanos.












Pe. António Fidalgo – Rádio Nova





In Jornal Terra Nova





Fevereiro 2007

terça-feira, 8 de maio de 2007

Marketing Vocacional

A emissão do Luso Fonias de 15 de Abril intitulou-se "Marketing Vocacional". Parece estranho, não é? Então ouça o programa e saiba quais as vantagens de se aplicar as técnicas de marketing à Igreja e às vocações.



Marketing é um conceito com várias definições. Podemos dizer que o marketing é acima de tudo um conjunto de técnicas que permite aproximar a oferta e a procura. Uma relação que se pretende eficaz, através da mensagem que se quer dirigir ao consumidor.



Hoje em dia fala-se muito das estratégias de marketing quer a nível empresarial, como a nível cultural e social, mas fala-se também de marketing vocacional. Não perca a conversa com o Dr. Carlos Liz da APEME – Área de Planeamento e Estudos de Mercado, é especialista em Marketing e assessor da Comissão de Pastoral das Vocações da CIRP (Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal). Um programa que surgiu a propósito do Dia Mundial de Orações pelas Vocações, a 12 de Abril.



Segue o comentário do editor, Pe. Tony Neves:

«A felicidade e a realização de cada pessoa dependem, numa perspectiva cristã, da resposta que cada um dá à vocação feita por Deus bem como da forma como se cumpre ou não as missões que Deus confia.

Ora, a Igreja atravessa, na Europa, um tempo de deserto vocacional pois são cada vez menos numerosos aqueles e aquelas que aceitam arriscar a vida num projecto de especial consagração, sendo Irmãs, Irmãos ou Padres, por toda a vida.

Buscam-se, regra geral, argumentos sociológicos para explicar a situação: as famílias têm poucos filhos, o ambiente social é muito laico, as novas gerações têm medo de tomar decisões para toda a vida, a sociedade está em crise de valores, o serviço aos outros é visto como um desperdício na busca do prazer próprio... enfim, tudo argumentos que podem ajudar a explicar a situação mas que não resolvem tudo nem permitem que dormamos tranquilamente à sombra deles.

Em termos vocacionais, nem há razões para cruzar os braços e a tirar a toalha ao chão, mas, verdade seja dita, ninguém deve dormir descansado. Há que tentar perceber bem o que se passa para inverter esta curva tão vertiginosamente descendente dos números de quantos e quantos optam pela vida sacerdotal e religiosa.

Nos últimos tempos, os animadores vocacionais têm ouvido especialistas de marketing a dar ideias e opiniões a fim de se rasgarem caminhos novos. Parece óbvio que o Evangelho não está ultrapassado e que as vocações de especial consagração continuam a fazer falta e sentido. Por isso, há que rever estratégias e estudar formas novas de propor aos jovens este caminho de consagração. Há que saber dizer as coisas com linguagem que os destinatários entendam. Se a mensagem está válida e não chega a quem de direito há que avaliar e perceber que outros caminhos e linguagens utilizar.

É corajosa esta opção que dá ainda os primeiros passos. Ninguém sabe se vão surgir resultados. Mas parece óbvio que o futuro das vocações dependerá sempre mais do testemunho das comunidades e seus pastores do que das novas estratégias de captação vocacional. Mas, também parece lógico que, com linguagens caducas e propostas sem rasgo não há futuro que se possa desenhar. Ousemos, com os pés bem assentes nas técnicas humanas e o coração bem perto de Deus, rasgar caminhos novos. A Igreja e a sociedade vão ganhar com os resultados que surgirem.»




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Os rostos do Luso Fonias #3

Hoje apresentamos mais um rosto do Luso Fonias, Óscar Daniel, que deu voz aos programas "Páscoa, a mais importante festa da cristandade ou uma pausa para férias?" e "Marketing Vocacional".



Podemos dizer que o Óscar Daniel já é um "velho" amigo do Luso Fonias. Apesar de não ser o locutor do programa, substitui muitas vezes o Carlos Bastos e está sempre disponível para sugerir ideias… Um grande amigo que, como todos os amigos, está sempre pronto a ajudar na realização do nosso programa. Obrigada Óscar! :)









quarta-feira, 25 de abril de 2007

Páscoa, a mais importante festa da cristandade ou uma pausa para férias?

A emissão de Páscoa do programa Luso Fonias teve como objectivo promover uma reflexão sobre a importância da Páscoa no século XXI. Esta é a maior e mais importante festa da cristandade, mas será que tem o mesmo sentido de outros tempos ou tende a ser cada vez mais uma pausa para férias? Será que estamos a perder o verdadeiro sentido deste período de oração?





Ouça a conversa com o Pe. João Eleutério, secretário da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, e reflicta sobre o significado da Páscoa nos nossos dias.





Segue a reflexão do Pe. Tony Neves, editor do programa:


«A Páscoa continua a ser a festa mais importante do calendário cristão. A paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo constitui o coração da mensagem evangélica, assente sobre a vitória da Vida sobre todas as formas de morte. Esta convicção fez a Igreja, durante dois mil anos, percorrer os caminhos do mundo e dar corpo à fundação de milhares e milhares de comunidades que vivem, no dia a dia, a mensagem da Páscoa da Ressurreição.


Só que os tempos vão mudando, mesmo nos espaços onde o cristianismo se afirmou como religião maioritária. Hoje, para muitos baptizados, a Páscoa é quase só um pretexto para uma pausa académica de quem estuda e uma pausa laboral de quem trabalha. São muitos os que aproveitam as férias da Páscoa para dar um passeio pelo mundo ou, pelo menos, para sair de casa e fazer umas pequenas férias de descanso e descontracção. Para outros poderá ainda ser um tempo de dar á boca novos sabores, aproveitando a rica gastronomia e doçaria que é típica desta quadra festiva.


Mas, para os cristãos convictos, a Páscoa mantém-se como a grande festa da Vida. Há quarenta dias de intensa preparação (a Quaresma) e, depois, vive-se o Tríduo pascal com muita intensidade e devoção. Na quinta-feira santa há a celebração da Ceia do Senhor com a Instituição da Eucaristia, fazendo memória viva da Última Ceia de Cristo. Na sexta-feira santa celebra-se a paixão e Morte de Jesus, sendo dia de recolhimento, silêncio, jejum e abstinência. O sábado santo é marcado pela grande celebração da Vigília Pascal com o rito da bênção do lume novo, a abrir. Seguem-se as leituras que mostram a caminhada do povo de Israel, segundo a Bíblia, até Cristo e o percurso deste até à sua Ressurreição. Há espaço para a celebração de baptizados e termina a Vigília Pascal com a celebração da Eucaristia. O domingo tem vivências tradicionais muito diferentes, variando de terra para terra, de região para região. No norte de Portugal, onde nasci e cresci, há a tradição da Visita Pascal em que, uma equipa de leigos da Comunidade, acompanhada ou não pelo Padre, visita todas as casas, dando a beijar a cruz e rezando em família.


Como cristãos, há que continuar a fazer da Páscoa aquilo que ela é: a grande festa da vida que merece ser celebrada com muita fé e muita intensidade.»




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segunda-feira, 16 de abril de 2007

Medicina rumo ao Sul

O Luso Fonias de 1 de Abril teve como tema "Medicina rumo ao Sul", um programa que surgiu a propósito do Dia Mundial da Saúde celebrado no dia 7 do presente mês. Em estúdio esteve o Dr. João Blasques de Oliveira, médico de saúde pública e director do departamento de Resposta Humanitária dos Médicos do Mundo.





Se formos ao dicionário, médico significa aquele que se formou em medicina, que por sua vez é a arte e ciência de curar ou atenuar as doenças. Mas ser médico é muito mais que esta definição. Ser médico é nunca desistir, é assegurar que todos os seres humanos têm direito a cuidados de saúde. Segundo o lema dos Médicos do Mundo, ser médico é “lutar contra todas as doenças, até mesmo a injustiça...". Na verdade, ser médico é ter sobretudo a noção de que não há doentes de primeira e de segunda. Não deixe de ouvir esta entrevista!





Segue o comentário do Pe. Tony Neves:


«Quando falamos no sul do mundo, não pensamos na Austrália nem na África do Sul. Estamos a olhar para todos os países onde a vida é difícil, a pobreza é muita e o nível de vida das pessoas é muito baixo. Na maioria dos casos, milhões e milhões de pessoas vivem em condições infra-humanas. Os indicadores que se costumam utilizar para avaliar a pobreza e a riqueza das nações tocam sempre nas áreas vitais da educação, saúde, desenvolvimento, emprego.... Ora, o sector da saúde é dos mais essenciais porque quando faltam os cuidados mais elementares, a qualidade de vida das pessoas desce em flecha. Há, por isso, que criar uma onda de solidariedade á escala do mundo que permita o acesso de todos à saúde. Dito por outras palavras, há que fazer a medicina caminhar também rumo ao sul, àqueles espaços onde ela é decisiva e a sua falta tem como consequências muitas mortes e problemas de toda a espécie.


Em termos missionários, esta é já uma grande e antiga preocupação. Muitas missionárias e missionários são formados na área da Saúde e espalham pelas terras onde andam medicamentos e cuidados. Há muitos milagres que já se fazem, a este nível, mas muito há ainda por fazer. Algumas ONGD têm investido em programas de apoio à saúde em África, Ásia e América Latina, o que tem permitido um apoio aos débeis serviços nacionais de saúde de certos países mais pobres. Formar e intervir no que diz respeito a cuidados básicos de higiene e saúde constitui um enorme desafio ao desenvolvimento dos países mais empobrecidos.


Há ainda um outro trabalho importante a fazer para que haja mais justiça e mais solidariedade. Refiro-me ao problema gravíssimo das patentes de certos medicamentos. Com o preço que é preciso pagar pelos direitos aos laboratórios, boa parte da população mundial vai continuar a morrer por falta de medicamentos que até são muito baratos a produzir. Há que criar mecanismos solidários, à escala do mundo, que permitam compensar a investigação sem impedir o acesso aos medicamentos por parte de quem não tem condições financeiras para suportar custos elevados. A pergunta mais decisiva para os pobres do nosso tempo continua a ser: é possível ou não conjugar a justiça com a solidariedade?»




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Os rostos do Luso Fonias #2

Marta Ventura é a locutora da Renascença que dá voz às entrevistas dos programas “Ecoeficiência: soluções para um planeta mais saudável” e “Medicina rumo ao Sul”. Como o Carlos Bastos não pôde estar presente, a Marta fez o favor de nos ajudar na realização destas duas entrevistas. Obrigada! :)



Estamos à espera da foto...