quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Ecos da Lusofonia

Ecos da Lusofonia – 7 Anos de Rádios em Cooperação é o título da obra lançada pela Fundação Evangelização e Culturas (FEC) para celebrar os sete anos, 350 emissões, do programa radiofónico Igreja Lusófona (programa que deu origem ao Luso Fonias), realizado por esta Organização Não Governamental para o Desenvolvimento em parceria com a Rádio Renascença (RR).


O evento realizou-se no Auditório da RR, no dia 28 de Setembro de 2006, com um painel constituído por António Corrêa d’Oliveira (RR), Madalena Arroja (Instituto Camões), Pe. Tony Neves (editor do programa) e Jorge Líbano Monteiro (FEC). Intervenções moderadas pelo locutor Carlos Duarte Bastos, há seis anos a dar voz ao programa, e que reflectiram a importância da rádio na promoção da Língua Portuguesa.


Com prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa, este livro reúne: 20 entrevistas a personalidades de renome que passaram pelo programa; alguns dos comentários do editor, Pe. Tony Neves; bem como reflexões sobre o papel da rádio nos países de expressão portuguesa.


Nas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, «(…) iniciativas como a deste programa de rádio dão muito trabalho, apelam a voluntariado dedicado, mobilizam gente por esse mundo fora, envolvem jovens entusiastas, são, elas próprias, no seu fazer, um modo de participação comunitária de evangelização, de testemunho cristão. São mesmo, à sua maneira, para os crentes nelas empenhados, verdadeiras orações, enquanto caminhos para Deus através do serviço dos outros».



Se deseja adquirir um exemplar da obra Ecos da Lusofonia (13€ + portes de envio) escreva para lusofonias@gmail.com ou ligue + (351) 21 885 54 78


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Arte Lusófona

O Luso Fonias festeja o seu primeiro aniversário com uma emissão dedicada à Arte Lusófona e o seu contributo para a união dos povos.

A palavra arte deriva do latim ars, que significa técnica ou habilidade. É uma actividade associada a manifestações de ordem estética por parte do ser humano. No entanto, a definição de arte é fruto de um processo sócio-cultural e depende do momento histórico em questão, variando bastante ao longo do tempo.

A lusofonia é rica nas suas diversas manifestações artísticas. Desde os ritmos e batuques, às cores quentes das telas, passando pelo artesanato popular… é uma variedade imensa. Sendo assim, qual o contributo da arte lusófona para a união dos povos? É este o tema do Luso Fonias de 2 de Setembro.

Em estúdio esteve Gaby Fernandes, vocalista da banda angolana Irmãos Verdades, e Issa Hipólito Djata, artista plástico que com os seus irmãos criou o grupo guineense Irmãos Unidos. Pois é… parece que celebramos o nosso primeiro aniversário com um programa de irmãos, irmãos na profissão e na lusofonia.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«A expressão artística é uma das imagens de marca de um povo. No espaço lusófono, cada país, cada região tem formas artísticas próprias que ajudam a dar identidade.
Ligada à cultura, a arte tem de ser apoiada. A criatividade artística é decisiva para o crescimento intelectual e espiritual das pessoas e dos povos.
Considerada ‘produto de luxo’, quando há crise, a arte é das primeiras áreas a sofrer cortes orçamentais. As consequências são, regra geral, desastrosas para a cultura e civilização dos povos.

Os tempos que correm são muito marcados pelo consumismo e materialismo, ideologias que colocam a arte na prateleira das coisas supérfluas porque não dão lucro imediato. A única arte apoiada é a que se vende bem e dá dinheiro. O resto não tem merecido grande incentivo por parte dos governos.

O mecenato também pode jogar aqui uma cartada decisiva. As empresas deveriam investir mais no apoio à cultura e à arte, apoiando iniciativas nestes âmbitos. Os governos deviam publicar leis que incentivassem este apoio. Tudo em nome da cultura.

Para os países como Angola e Moçambique que a guerra obrigou a gastar balúrdios de dinheiro, os novos tempos que se vivem são de apostas fortes na educação, na saúde, nas comunicações... mas é bom que não considerem a arte como um parente pobre. Países como Cabo Verde, Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe ou Timor-Leste, cujos orçamentos de Estado nunca conseguem cobrir o essencial, devem manter de pé a preocupação de apoio às artes e incentivo à produção artística e cultural. Portugal e Brasil, marcados pela força do capitalismo, também devem preocupar-se com a vertente criativa e espiritual da vida dos seus povos.»



Ouça os apontamentos de Amadu Uri Djaló, da Rádio Sol Mansi (Guiné-Bissau), e do Pe. Inácio Medeiros, Director da Rádio Aparecida (Brasil), que não chegaram a tempo da realização do programa.




Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

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domingo, 2 de setembro de 2007

Ao Encontro da Lusofonia

Foi a 2 de Setembro de 2006 que o antigo Igreja Lusófona, um programa de rádio da Fundação Evangelização e Culturas feito em parceria com a Rádio Renascença, então com sete anos e 350 emissões, deu lugar ao Luso Fonias – um encontro de vozes e culturas de rádios de inspiração cristã de Portugal e de todo o mundo lusófono.



Ao longo do último ano, procurámos unir os povos e culturas que se exprimem em português, reflectindo a importância da cooperação para o desenvolvimento e dando a conhecer a realidade e diversidade de opiniões das comunidades lusófonas, nomeadamente ao nível da partilha de saberes.





A juntar às seis rádios lusófonas que já produziam conteúdos para o programa, começámos a ser transmitidos em São Tomé e Príncipe através de uma parceria com a Rádio Jubilar, que passou a ser colaboradora semanal na rubrica Vozes da Lusofonia. Além disso, angariámos também mais uma rádio retransmissora, a Rádio Canção Nova em Fátima, que assim se junta às 12 rádios em Portugal e restantes oito em Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Vaticano e Estados Unidos da América que já retransmitiam o programa.





Foi um ano de muitas conquistas. Deixámos de ser apenas um programa de rádio e passámos também a estar presentes na blogosfera neste espaço feito para SI.





O objectivo do Luso Fonias Online é ser mais um canal de interacção entre as rádios, proporcionando a partilha e o debate, ou seja o trabalho a distância entre rádios cujo elo de união é a Língua Portuguesa.





Neste blogue podemos conhecer as rádios parceiras no menu Em Antena, ouvir os programas na Telefonia, consultar sites e blogues que estão em Sintonia com a missão do programa, ver as fotos da equipa, encontrar curiosidades bem como notícias do espaço lusófono. Mas, o principal objectivo deste espaço online é permitir-lhe interagir e deixar a sua opinião. Vá… clique e participe com o seu comentário! Se tiver dúvidas, escreva para lusofonias@gmail.com





Gostaria de dizer ainda que, é com muita alegria que celebramos este aniversário na sua companhia, com a esperança de que este ano e os que virão de Luso Fonias lhe permitam ir ao encontro das vozes e culturas que em português se exprimem. Estamos juntos!






Por Adelaide Elias


Produtora do Luso Fonias







Ouça a primeira emissão deste programa – Ao Encontro da Lusofonia

domingo, 26 de agosto de 2007

Vale a pena ouvir…

… E recordar o programa Igreja Lusófona (antigo Luso Fonias) de 19 de Fevereiro de 2005. Com uma emissão intitulada “Novas formas de amar” contámos com a presença de Juan Ambrósio, professor na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

Foi um programa dedicado ao amor. Aos diferentes tipos de amor e formas de amar. À ideia que temos de compromisso e entrega ao outro. Vale a pena ouvir




Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Os tempos e os lugares foram definindo, ao longo da história, formas de amar que as próprias sociedades legitimaram. As religiões também exerceram algum papel e basta pegar nos livros de moral das diferentes religiões e confissões para percebermos quanto a questão do amor, da sexualidade e da família ali estão presentes.

Mudam-se os tempos e mudam-se as maneiras de estar na vida, na história bem como as concepções de família, as opções de vida amorosa e respectivas manifestações de ternura e de amor.

Os tempos que correm apontam para mais abertura, mais liberdade pessoal e menos aceitação de imposições por parte das leis dos Estados e das Religiões. Muita gente considera que decisões que tenham a ver com o amor e a sexualidade são do foro íntimo de cada um e ninguém tem, por isso, o direito de ingerir nestes assuntos privados.

Mas há questões que se colocam. Algumas delas com implicações jurídicas sérias. Por exemplo, o casamento de homossexuais ou a adopção feita por casais homossexuais têm implicações grandes a muitos níveis. Daí que continuem a existir grandes discussões em torno deste tema que se tornou bandeira por parte de alguns partidos e organizações cívicas. Há também discussões sobre o conceito de família. D. José Policarpo, Patriarca de Lisboa, já disse publicamente que a família é um conceito que tem o conteúdo que tem e é uma usurpação chamar famílias e outras formas de agregado que não sejam a clássica.

Enfim, dentro de um espírito de tolerância, haja a coragem política e social de respeitar toda a gente sem ceder a pressões, vindas de quem vier, no sentido de legitimar maneira de ser e de estar na vida que atentem contra a dignidade que as pessoas têm direito a ver reconhecida. No resto, haja liberdade, seguindo a grande máxima do filósofo Santo Agostinho que dizia: ‘no essencial unidade; no acessório liberdade; e em tudo, caridade’.»

Ruído na comunicação?

Quantas vezes falamos e não nos entendem? Ou não querem entender! Há dias em que o que comunicamos, ou o que comunicam connosco, parece estar cheio de ruído. Não há empatia! Ou então há teimosia…








Em Portugal dispensam apresentações, estão por todo lado, com as suas piadas na boca de muita gente… Estão a ser um sucesso! Mas há também quem não suporte a sua ousadia. Ricardo Araújo Pereira, José Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis são o Gato Fedorento. Quatro amigos, dois deles da área da comunicação social, que passaram a pôr no papel e no ecrã as suas ideias e opiniões… sempre com humor, claro!




Um post para descontrair! Cheira a bafio. Humpf… ou será mofo?!?!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Angola organiza Afrobasket 2007

O Campeonato Africano de Basquetebol em seniores masculinos teve início ontem no Pavilhão da Cidadela de Luanda. No total são selecções de 16 países que participam na maior prova continental da modalidade, que será disputada em cinco províncias angolanas até ao dia 25 de Agosto.









Angola acolhe o Afrobasket 2007, um justo prémio para um país que domina o basquetebol sénior no continente africano e que nos últimos anos conquistou nove campeonatos, dos quais os últimos seis consecutivamente. Nesta competição, estão presentes também as selecções de Cabo Verde e Moçambique.









Vamos torcer pelas equipas da lusofonia!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Um e-mail pelo desenvolvimento de África

Campanha procura pressionar Portugal durante a sua presidência da UE



A Rede África - Europa Fé e Justiça (AEFJN) deu um novo passo na campanha em favor de um verdadeiro desenvolvimento de África que poderá resultar dos Acordos de Parceria Económica (APE) entre a União Europeia (UE) e África.

Esta organização lançou já duas acções, dirigidas sobretudo a instituições, e que constaram de uma carta aberta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal e de uma carta aberta ao Primeiro-Ministro de Portugal. O texto das cartas está disponível no site da antena portuguesa da AEFJN.

As duas acções foram apoiadas por cerca de uma centena de instituições portuguesas, da Igreja e da sociedade civil, que pedem o apoio das autoridades portuguesas para que os APE em discussão salvaguardem os interesses das populações africanas.

A antena portuguesa da AEFJN tem uma terceira acção, dirigida ao público em geral, que convida os portugueses a enviarem, individualmente e por e-mail, a carta ao Primeiro-Ministro José Sócrates, pedindo o seu empenho pessoal para que as desvantagens dos APE para as populações africanas sejam superadas e sejam asseguradas condições de desenvolvimento sustentável para os africanos.

A carta está disponível na Internet em http://www.portugal.aefjn.org/ e http://www.epa2007.org/. A rede AEFJN conta com o apoio dos portugueses em geral e dos internautas em particular para o sucesso desta acção em favor do continente africano.

A Presidência da União Europeia oferece uma oportunidade única para uma viragem nas negociações dos APE e assegurar que os direitos de milhões de pessoas pobres e os seus ambientes em África, nas Caraíbas e no Pacífico (ACP) são colocados em primeiro lugar.

A Presidência Portuguesa da União Europeia, que decorre entre 1 de Julho e 31 de Dezembro, tem agendada a II Cimeira Europa – África para os dias 7 e 8 de Dezembro com o fim de se acordar uma estratégia comum para, entre outros objectivos, integrar os países de África na economia mundial.

Há fortes pressões para que, durante a Presidência Portuguesa, se assinem os APE entre a UE e os ACP. É uma ocasião única para nos movimentarmos a favor da causa da justiça nas relações entre a Europa e a África.

A Rede África – Europa Fé e Justiça foi criada em 1988 por vários institutos religiosos e missionários. Hoje engloba 48 institutos que trabalham na Africa e na Europa e pretendem promover a justiça nas relações entre os dois continentes. Dispõe de um comité executivo e de um secretariado internacional com sede em Bruxelas, e de antenas nacionais em 11 países europeus.

Na sua acção de informação e advocacia, a AEFJN inspira-se na doutrina social da Igreja católica e tem como objectivo reunir e disseminar, entre as forças sociais e políticas europeias e africanas, informação sobre os dossiers mais relevantes das relações bilaterais entre a África e a Europa. Por isso, tem-se ocupado das questões relativas ao comércio, à alimentação e à saúde, ao controle do comércio das armas e dos recursos económicos na África.

A Antena portuguesa AEFJN apoia a campanha "Por Darfur, semear a esperança". Sendo uma rede a favor da justiça e da luta contra a pobreza, apoia igualmente a petição à Assembleia da República da Comissão Nacional de Justiça e Paz.



terça-feira, 31 de julho de 2007

Gestão descentralizada dos recursos naturais

Os recursos naturais renováveis devem ser geridos de modo sustentável para que correspondam à sua designação e se renovem ao longo do tempo. No entanto, a realidade nem sempre respeita esta regra e, actualmente, corremos o risco de exaustão de alguns dos recursos naturais devido à sua sobreexploração.

A entrevista do Luso Fonias de 29 de Julho contou com a colaboração do jornalista Rui Malunga da Rádio Maria em Maputo, Moçambique. Uma conversa com Palmeirim Macauze, um artista plástico e também activista pela natureza, que nos falou sobre a actuação da sociedade civil para uma gestão descentralizada dos recursos naturais. Ouça aqui!



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«A guerra dos recursos naturais é tão antiga como a humanidade. Conta a Bíblia, no primeiro livro, que Caim matou Abel... e, segundo os peritos nestas matérias, este texto fala da luta entre agricultores e pastores, entre nómadas e sedentários. Ora, muitos milhares de anos depois, a situação mantém-se e vale a pena olhar para um texto de Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, onde ele diz que o conflito do Darfur começou, há duas décadas, com uma crise ecológica provocada por uma alteração climática que fez com que os pastores invadissem as terras dos agricultores à procura de pastagens, numa lógica de sobrevivência para os rebanhos...

A gestão dos recursos naturais continua a dar que falar. Muitos países, ao logo da história, tiveram regimes que apostaram numa gestão centralizada destes recursos. Teoricamente está correcto porque o seu proprietário é o colectivo dos cidadãos e são os governos quem deve representar estes mesmos cidadãos. O problema é que estes governos assentes nas bases de partidos únicos sempre foram corruptos e despóticos, não só não resolvendo os problemas do povo, mas também agravando as situações com apropriação indevida desses mesmos recursos para fins pessoais ou familiares.

Hoje em dia é mais consensual que haja uma gestão descentralizada destes recursos, com equilíbrios de forças que permitam defender a natureza das mentalidades predadoras e, ao mesmo tempo, que todos os cidadãos possam deles beneficiar. Com um boa gestão, os recursos naturais podem manter a casa comum de todos, a nossa terra, habitável.

As questões ecológicas estão a ser alvo de preocupações sérias por parte dos governos no mundo inteiro, o que só se compreende porque a terra atingiu índices de poluição e degradação ambiental que não se podem manter. A não ser que queiramos tornar a terra inabitável.

Mas, para além da fuga à cobiça dos abutres deste mundo, há que gerir bem, com sentido de responsabilidade social e como muita solidariedade à escala do mundo. Todos estes elementos conjugados vão permitir que a terra seja a casa onde todos nos sentimos bem.»




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sexta-feira, 27 de julho de 2007

A Fé e o Mar

A 31 de Janeiro de 1997, na Carta sobre o Apostolado do Mar, João Paulo II escreveu que, «Stella Maris é desde há muito tempo o apelativo preferido, com que a gente do mar se dirige àquela em cuja protecção sempre confiou: a Virgem Maria. Jesus Cristo, seu Filho, acompanhava os seus discípulos nas viagens de barca, ajudava-os nas suas fadigas e aplacava as tempestades. Assim também a Igreja acompanha os homens do mar, cuidando das peculiares necessidades espirituais daqueles que, por motivos de vários tipos, vivem e trabalham no ambiente marítimo».

Dez anos depois, este documento está actual e, para quem vive do mar, a fé é o que muitas vezes lhes dá força para encarar a faina de todos os dias. Fé e mar, uma relação que também se tem manifestado na evangelização de outros povos e na transmissão da mensagem de Cristo.

No Luso Fonias de 22 de Julho estivemos à conversa com o Pe. António Sílvio Couto, pároco de Santiago – Sesimbra. Autor de vários títulos no âmbito da teologia e de comentários à vida social e eclesial, mantém a colaboração assídua em vários jornais portugueses.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Quando, em Portugal, percorremos a costa atlântica, encontramos muitas Igrejas e ermidas a evocar santos protectores de quem vive à beira-mar plantado e faz do oceano a sua estrada e o seu ganha-pão. Nossa Senhora vai à frente com uma série de evocações, mas também encontramos muita devoção a santos como S. Pedro, também ele pescador e, por isso mesmo, sensível aos problemas de quem vive do mar e conhece a fúria das ondas em dias de tempestade.

O mar mete muito respeito. Os que partem, mar adentro, para a faina da pesca, sabem como as ondas alteradas podem gerar grandes tragédias e há aldeias piscatórias portuguesas onde são poucas as famílias que não perderam ninguém na sua luta diária contra o mar.

É bonito, em tempo de festas, participar em procissões de comunidades costeiras. Os barcos são engalanados, a música enche o ambiente festivo, as imagens dos santos agitam-se ao sabor das ondas, a multidão permanece nas praias a assistir a esta paisagem de sonho e colorido. A Fé traduz-se nestas expressões populares de respeito a Deus e ao Mar. As televisões captam imagens de rara beleza, há percursos turísticos que não dispensam estas festas que mostram a alma de um povo crente e corajoso.

Quem vive junto ao mar e dele sobrevive, assenta na Fé esta relação difícil, mas fascinante, a ponto de Fernando Pessoa ter escrito: ‘Deus ao mar o perigo e o abismo deu/ Mas nele é que espelhou o céu’.»




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sábado, 21 de julho de 2007

Rádio Canção Nova

O Luso Fonias não pára de crescer!


É com grande alegria que anunciamos que o nosso programa também já é retransmitido pela Rádio Canção Nova. Com direcção de Dijanira Silva, esta rádio tem como lema “Canção Nova FM mais vida no seu coração”.





«A Rádio Canção Nova está em Portugal a partir de Fátima na frequência modulada 103.7 desde Outubro de 2006. Com programação católica e diversificada, voltada para a evangelização e valorização da dignidade humana, a emissora integra a Rede Canção Nova de Rádio que pertence ao Sistema Canção Nova de Comunicação, com sede principal em Cachoeira Paulista – São Paulo, Brasil.



A exemplo dos demais meios que o Sistema Canção Nova utiliza, a Rádio Canção Nova FM 103.7, é mantida pelas doações espontâneas dos sócios benfeitores e não trabalha com propagandas comerciais. A programação da emissora é dinâmica e interactiva 24h no ar, com programas das diversas categorias além de transmissões diárias da Santa Missa e Oração do Terço em directo do Santuário Nossa Senhora de Fátima.»



A transmissão do Luso Fonias pela Rádio Canção Nova realiza-se todos os Sábados pelas 19h. Consulte o site na lista de rádios retransmissoras no menu em antena.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

O papel da religião no fenómeno da globalização

Actualmente assistimos à emergência de um mundo global, cujos traços ainda se apresentam indefinidos. As instituições do mundo antigo são obrigadas a adaptarem-se a um mundo crescentemente globalizado, por via da intensificação das trocas e comunicações.

A religião também tem de saber responder aos desafios deste novo mundo. Isto porque, embora assente em religiões de carácter sobretudo regional, a religião exprime por excelência uma atitude universal.

O Luso Fonias de 15 de Julho contou com uma emissão sobre o caminho da religião neste mundo cada vez mais globalizado. Em estúdio esteve o Pe. Manuel Gonçalves, Espiritano que esteve 28 anos como missionário em Angola onde, de 1996 a 2002, foi Coordenador da Comissão Instaladora da Universidade Católica - UCAN. Actualmente, é responsável pelos Arquivos da Congregação do Espírito Santo em Portugal, aproveitando para escrever um ou outro livro e artigos para jornais e revistas ligados à Igreja.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

Quando falamos de globalização nunca sabemos bem o que estamos a dizer porque este fenómeno apresenta sempre efeitos muito contraditórios, é capaz do melhor e do pior, de humanizar o mundo e de arrasar pessoas e sociedades. Para que os efeitos perversos da globalização não atinjam as pessoas, as religiões, muitas delas a intervir à escala do mundo, têm uma palavra a dizer e uma intervenção solidária a implementar.

Deixo, em jeito de partilha, dez desafios que as Religiões devem lançar a este mundo globalizado:

1. Num Mundo marcado pela violência e pela retaliação: optar pela Paz por qualquer preço (contra todas as guerras e violações dos direitos humanos).

2. Num Mundo marcado pelo individualismo: optar pela vida de comunidade e comunhão de bens. A partilha é uma palavra-chave.

3. Num Mundo marcado por algum racismo: optar pela vivência, desde a formação, em comunidades internacionais.

4. Num Mundo marcado por alguma xenofobia: optar pela defesa e compromisso em favor dos imigrantes, refugiados, deslocados, exilados.

5. Num Mundo marcado pelo lucro e pelo sucesso: optar pelos excluídos e pobres.

6. Num Mundo marcado pela construção de trincheiras entre o Norte e o Sul: optar por partir e/ou ajudar a partir rumo aos países mais desfavorecidos.

7. Num Mundo marcado pelo laicismo e secularismo: optar por colocar o Deus da ternura e da justiça acima de tudo.

8. Num Mundo marcado pela ganância do poder: optar por servir.

9. Num Mundo marcado por um Norte rico que explora o Sul pobre: optar por apoiar o desenvolvimento, através de projectos.

10. Num Mundo marcado por gozar a vida: optar por dar a vida pelos outros.




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terça-feira, 10 de julho de 2007

Batuques, Guitarras & Compª. #3

Gente da minha terra é o fado que apresentamos na voz da portuguesa Mariza. Um poema de Amália Rodrigues, com música de Tiago Machado, que nesta versão nos deixa sem palavras. É de facto arrepiante!





Já nasceu!



Domingo pelas 20h20, Graciete Brandão, colaboradora do nosso programa na Guiné-Bissau, dava à luz o seu primeiro filho. Com 3.240kg e 48cm, o primeiro bebé Luso Fonias chama-se Laudonildo em homenagem ao pai, no entanto já é carinhosamente tratado por Laudo.

Parabéns papás e bebé!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Desarmamento Voluntário, Optar pela Segurança

Desarmamento é o nome dado à política pública destinada à proibição do comércio de armas de fogo e munição. Existem legislações diferentes em cada país, regulamentando quem pode e quem não pode comercializar ou portar armas.

O certo é que a abundância de armas ligeiras ainda é uma realidade, o que gera uma cultura de violência e ameaça constante na relação entre estados e até mesmo na relação entre pessoas.

Segundo o Observatório Permanente sobre a Produção, o Comércio e a Proliferação de Armas Ligeiras, «esta cultura reflecte-se na vivência do dia-a-dia, através de uma latente agressividade, que por vezes explode nos lares, nos locais de trabalho, nas deslocações, no desporto, nas escolas e é estimulada por conteúdos que a favorecem encontrados em diversas formas de expressão, como por exemplo na literatura, media e jogos electrónicos».

No Luso Fonias de 8 de Julho, estivemos à conversa com o Dr. Fernando Roque de Oliveira, Presidente do Observatório Permanente sobre a Produção, o Comércio e a Proliferação de Armas Ligeiras criado pela Comissão Nacional Justiça e Paz.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Os anos que se seguiram à II Grande Guerra Mundial marcam, para sempre, a história da humanidade no que diz respeito à corrida feroz aos armamentos mais sofisticados. O mundo dividiu-se em dois grandes blocos que lutaram, com unhas e dentes, por estabelecer e manter um equilíbrio de terror entre o Leste, comandado pela ex-URSS (à frente dos países que assinaram o Pacto de Varsóvia) e pelo ocidente sob a batuta dos Estados Unidos, líder da Nato. Duas consequências dramáticas desta situação: a sofisticação dos armamentos onde se investiu muito dinheiro, tecnologia e ciência; a deslocação da guerra quente para fora da Europa e Estados Unidos, sendo exemplos claros desta situação, o que se passou em Angola e Moçambique, onde a ex-URSS apoiava militarmente os partidos no governo, marxistas, e os EUA apoiavam as oposições armadas.

Parece hoje mais ético, embora ninguém tome muito a sério, que a segurança se obtenha não pela melhoria da qualidade das armas bélicas, mas por um desarmamento voluntário e acompanhado por entidades independentes. Este desarmamento voluntário traz duas consequências muito positivas: afasta para mais longe o espectro de uma guerra arrasadora da humanidade, uma vez que se as armas forem mais fracas e em menores quantidades os danos de uma grande guerra serão menores; gasta-se menos dinheiro em armas e logísticas militares, fundos que se podem investir em educação, saúde, infra-estruturas, apoios sociais.

Passar do equilíbrio do terror ao desarmamento voluntário exige uma enorme conversão de mentalidades e a criação de um ambiente de confiança. É preciso ter-se a garantia de que os países poderosos são governados por pessoas sérias, gente de palavra de honra que se dizem que não estão a produzir armas, falam a verdade e não aparecem com elas na próxima guerra que promovem.

A segurança da humanidade não está nas armas, mas no coração das pessoas. Construir um mundo humano e fraterno é muito mais seguro que cimentar as relações entre os povos na base da sofisticação das armas que se inventam para matar pessoas e arrasar estruturas materiais. O caminho de um desarmamento voluntário ainda está por abrir. Mas convém que os grandes deste mundo se convençam que este é o único caminho que constrói humanidade e defende as pessoas.»




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sexta-feira, 6 de julho de 2007

Parabéns Sandra!

Falamos de mais um rosto do Luso Fonias. Falamos de Sandra Lemos, Coordenadora do Departamento de Plataformas e Comunicação da FEC, que hoje é pequenina.








Parabéns Sandra!



Aqui vão flores…







A Sandra é uma das grandes responsáveis pelo sucesso do nosso programa e apoio às Rádios Católicas Lusófonas. Por isso amigos… toca a mandar mensagens!







Sandra… aguardamos pela foto e comentário.