segunda-feira, 7 de abril de 2008

Escolhi a Vida Consagrada

A 13 de Abril celebra-se o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Este ano o Papa Bento XVI escolheu o tema: As vocações ao serviço da Igreja-Missão. Segundo o Santo Padre: «A Igreja é missionária no seu conjunto e em cada um dos seus membros. Se, graças aos sacramentos do Baptismo e da Confirmação, cada cristão é chamado a testemunhar e a anunciar o Evangelho, a dimensão missionária está especial e intimamente ligada à vocação sacerdotal.»

O Luso Fonias de 6 de Abril teve uma emissão intitulada “Escolhi a Vida Consagrada” e contou com o testemunho de um jovem que seguiu a vida ao serviço da Igreja. Não perca a entrevista a Casimiro Henriques, que foi Ordenado Diácono no início de 2008 e será ordenado padre no próximo dia 6 de Julho. É membro da Comissão de Arte Sacra da Diocese de Setúbal. E desde 1999 pertence aos Leigos Boa Nova (LBN), grupo pelo qual esteve um ano em Missão em Moçambique.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Escolhi a Vida Consagrada, já lá vão mais de 25 anos. O tempo de amadurecer esta vocação e esta decisão foi longo, com altos e baixos, com momentos mais claros e mais turvos. Por ocasião das minhas bodas de prata, celebradas no ano passado, pude fazer o balanço desta opção e dos compromissos a que ela me levou. Conclui que está a valer a pena dedicar a vida aos outros, de forma radical, tendo disponibilidade para partir em direcção a qualquer uma das frentes da Missão, lá onde há risco, onde há situações limite porque os direitos humanos são espezinhados. Ali há que falar alto e amplificar o grito dos pobres que não têm vez nem voz... Esta é talvez a missão mais bonita de quem escolhe a Vida Consagrada.

Escolhi a Vida Consagrada, mas esta opção tem que ser reafirmada todos os dias. Há que avaliar o percurso feito e continuar a traçar caminhos de futuro, atento aos sinais dos tempos, com o coração a bater ao ritmo do mundo. Não é missão fácil, mas também não é uma missão impossível.

Gostava de prestar uma homenagem a quantos e quantas fizeram da Vida Consagrada um caminho de martírio. Não porque quisessem morrer, mas porque se comprometeram, como Cristo, tão radicalmente, que acabaram por ser mortos em nome do Evangelho que anunciavam e viviam. A Igreja e as sociedades estão mais ricas com estes testemunhos de vidas entregues à Missão de dignificar as pessoas e defender os excluídos deste mundo.

Sinto-me feliz e continuo a perceber que estas vocações de especial consagração mantêm actualidade e fazem sentido. Em nome do Evangelho e da Solidariedade há que continuar a investir nesta forma de vida que aposta nos pequeninos e nos pobres.»



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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Media Católicos: um serviço por uma cultura de paz

Na Mensagem para o 42.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, Bento XVI diz que: «Os media, no seu conjunto, não servem apenas para a difusão das ideias, mas podem e devem ser também instrumentos ao serviço de um mundo mais justo e solidário.»

O Luso Fonias de 30 de Março esteve à conversa sobre os media católicos e a sua actuação ao serviço de um cultura de paz, a sua responsabilidade na busca da verdade para partilhá-la. A entrevista é da autoria da Rádio Vaticano, uma das rádios parceiras do nosso programa, que conversou com o Pe. Bernardo Suate, Secretário-geral da SIGNIS - Associação Católica Mundial para a Comunicação.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Falar hoje do mundo como aldeia global é já uma ideia gasta. Aliás, é antiga, já vem dos anos 60 do outro século e milénio. Mas, verdade seja dita, as novas tecnologias da comunicação têm potencial para aproximar pessoas e povos. E é pena que, em muitos casos, não sejam aproveitadas para este fim tão construtivo.

Estive um mês a percorrer os caminhos da Angola interior e profunda e verifiquei como as pessoas, sem televisão, Internet nem telefone, acabam por viver noutro mundo, distante do que vai acontecendo noutras paragens. É fácil de concluir que, nestes casos, o mundo não é uma aldeia global pois, para as pessoas, a sua aldeia é quase a escala do mundo.

Os meios de comunicação social que a Igreja tutela e dirige têm a enorme responsabilidade de formar, informar e divertir, ajudando a oferecer às pessoas a mensagem do Evangelho, como todos os valores gravados nas suas páginas. E, entre estes, está a paz. Em países e contextos marcados pela guerra, pela violência, pelo tribalismo, os media da Igreja têm uma responsabilidade acrescida e só devem veicular mensagens que ajudem a reconciliar, a descomprimir focos de tensão, a aproximar partes em litígio e formar para a justiça, a paz e o respeito pelos direitos humanos. Tarefa difícil, muitas vezes quase transformada em missão impossível.

Dou os parabéns a todos os media de inspiração cristã e, de um modo particular, às Rádios filiadas na VOX, porque, no espaço lusófono, são uma voz ao serviço da justiça e da Paz.»




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As tradições da Páscoa

O Luso Fonias de 23 de Março teve uma emissão especial dedicada à Páscoa, a mais importante festa da cristandade. Um programa sobre tradições, como se celebra a Páscoa no espaço lusófono, que contou uma vez mais com a locução do nosso amigo Óscar Daniel.

Não perca a entrevista realizada pela Rádio Aparecida à historiadora Teresa Maia, Directora do Museu Frei Galvão no Vale do Paraíba (Brasil). Ouça também os apontamentos das várias rádios parceiras na rubrica Vozes da Lusofonia.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Sou do Porto, lá onde a Páscoa é uma festa muito grande. Há foguetes, reunião das famílias, celebrações muito vivas e a tradição do Compasso. Um grupo de pessoas liderado ou não pelo padre, percorre as paróquias, de casa em casa, para levar a mensagem de Cristo ressuscitado. Tocam as campainhas, a cruz vai à frente, as casas são benzidas com toda a família ali presente e faz-se uma oração pascal. É um momento forte de reencontro das famílias, envolvendo, muitas vezes os vizinhos mais próximos que aproveitam a passagem do compasso para entrar nas casas uns dos outros.

Vivi algumas Páscoas fora de Portugal, sobretudo em África: cinco em Angola, e uma em Moçambique. Mas que festas. As celebrações, na Igreja, levam horas e horas de canto e dança, seguidas de almoços que congregam o povo das comunidades, dando lugar à festa mais social. A Páscoa aparece como ponto de chegada de toda a caminhada quaresmal e, por isso, é um momento muito preparado e muito ansiado.

Hoje, em Portugal, a vivência da Páscoa está em era de mudança. Para quem não crê, é um pretexto para umas férias nas praias do Algarve ou umas visitas rápidas a paraísos quentes, como o nordeste do Brasil, México, Cuba ou República Dominicana. Mas para os cristãos mais conscientes, continua a ser a festa número um do calendário e, para estes, a tradição ainda é o que era.

Têm as Igrejas, que fiéis às suas tradições e à cultura dos povos, celebram a Ressurreição de Cristo como festa da vida e sinal eficiente da vitória de Deus sobre todas as formas de morte. E esta celebração mantém um pleno sentido e actualidade.»



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As inseguranças da paternidade

Ser pai é passar noites em branco, é ter de acompanhar os nossos filhos nos seus principais desafios, protegê-los nas angústias… Uma pressão que muitas vezes está associada a inseguranças e ao desejo de perfeição. Uma pressão que muitas vezes nos faz esquecer que uma das tarefas mais antigas do mundo, a paternidade, se faz sobretudo por instinto e com muito afecto.

O Luso Fonias de 16 de Março contou com uma emissão dedicada às inseguranças da paternidade. Um programa sobre os medos e receios que amedrontam os pais do século XXI: as saídas à noite, os desafios que a nossa sociedade apresenta às crianças, as escolhas que os pais e filhos têm de fazer… Medos pelos quais todos nós passamos mas que fazem parte do crescimento dos nossos filhos e também do nosso crescimento enquanto pais.

Um tema que surgiu a propósito da comemoração do Dia de S. José, dia do Pai, celebrado a 19 de Março. E que contou com a presença em estúdio de Tomás Espírito Santo que partilha connosco a sua experiência de pai, avô e agora também bisavô.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«O Dia de S. José, dia do Pai, é uma excelente data para reflectirmos sobre os desafios que se lançam hoje a uma paternidade responsável. Tempos houve em que o pai falava e todos aceitavam as suas ordens e sugestões. Hoje, em muitos contextos culturais, os pais perdem para os media e os grupos de amigos. Tal situação cria problemas educativos sérios e não se vê uma solução para este drama dos tempos modernos.

Quando os pais chegam ao ponto de desesperar porque não sabem mais o que fazer para educar os filhos, não percebem por onde eles andam de dia e de noite e nem sequer sabem se eles têm ou não aproveitamento escolar... nestes casos-limite a situação agrava-se.

Há que investir muito numa educação que responsabilize. Pegando no tão conhecido provérbio chinês, há que dar aos filhos cana e anzol e ensiná-los a pescar os valores da vida e as atitudes que construam personalidades sólidas e capazes de tomar decisões e compromissos.

A este título, talvez S. José dê uma ajuda. Também ele não percebeu muito bem o crescimento de Jesus, não o conseguiu segurar em casa, não pôde acompanhá-lo nas suas opções de fundo, nem sempre compreendeu as suas atitudes. Mas tentou ser muito fiel à sua vocação de Pai e à Missão que Deus lhe confiou. E, neste caso, deu liberdade de acção e confiou.

Na Europa, os pais vivem muito os dramas de uma eventual perda dos filhos nos caminhos da droga, da delinquência e do insucesso escolar, sinal de uma falta de integração social e de sentido de futuro para as suas vidas.

Ser pai é hoje, tão belo como desafiante. Preparar bem a missão da paternidade responsável é tarefa para os jovens e para as instituições que com eles trabalham e caminham. Em nome de um futuro promissor, há que criar novos pais para que os filhos novos não se sintam ultrapassados pela história.»



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Iniciativa no feminino

O Luso Fonias de 9 de Março dedicou a sua emissão à iniciativa feminina, às mulheres empreendedoras que ocupam um lugar de liderança a nível profissional e ainda assim conseguem cuidar da sua vida familiar.

O escritor americano Timothy Leary dizia que: “as mulheres que procuram ser iguais aos homens têm falta de ambição”. As mulheres são diferentes dos homens, disso ninguém tem dúvida. No entanto, cada género pode evidenciar as suas competências mesmo apresentando estilos diferentes. Isto aplica-se a todos os níveis, principalmente a nível profissional onde as mulheres têm vindo a adquirir um papel de maior destaque.

Aliar o estilo feminino ao masculino contribui para uma maior eficácia nas organizações. É certo que ainda existem determinados preconceitos e obstáculos que podem impedir que as mulheres atinjam os lugares de topo dentro de uma empresa. Mas a verdade é que as mulheres de hoje partilham cada vez mais a liderança empresarial com os seus pares masculinos.

Não perca a entrevista à Dra. Octávia Sá, consultora financeira.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«A celebração do Dia Mundial da Mulher, a 8 de Março, acrescentada à celebração do Dia Internacional das Nações Unidas para os Direitos das Mulheres e a Paz, é uma oportunidade e um problema.

O problema está no facto de ter que existir um dia para nós olharmos mais para as mulheres, quando não precisamos de um dia especial para os homens. Esta situação denuncia um facto inegável: ao longo das história, as mulheres nem sempre viram os seus direitos e a sua dignidade respeitada e, em muitos tempos e culturas, viram-se espezinhadas e consideradas pessoas de segunda, submissas ao homem. A oportunidade deste Dia Mundial vai para a seta que se aponta ao coração de quantos continuam a oprimir, a maltratar e a explorar as mulheres. Há que olhar para a dimensão feminina da humanidade e ver quanto ela traz de positivo à história.

Hoje, em muitos governos, empresas e instituições, a liderança das mulheres é inquestionável. Também este facto é digno de ser realçado porque as primeiras que ousaram enfrentar os homens nestes cargos de chefia sofreram muito. Não faz muito sentido a lógica das quotas nos parlamentos e outros espaços públicos, mas faz todo o sentido que se derrubem preconceitos e se atribuam às pessoas os lugares que elas merecem pela sua competência: sejam homens ou mulheres.

Em muitos cantos do globo, as mulheres desempenham um papel decisivo nas sociedades pela educação dos filhos, pelo trabalho, pela estatura moral que têm. Há que reconhecer este dado e melhorar o seu estatuto social em certas regiões onde os homens continuam a ser os senhores de tudo e de todos.

Finalmente, uma palavra de denúncia a quantos continuam a engordar contas bancárias à custa da exploração das mulheres: seja exploração sexual seja laboral. A dignidade e os direitos humanos são privilégio de todos, homens ou mulheres e espezinhá-los é tornar o mundo mais desumano.»


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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Cooperar na Educação

O Luso Fonias de 2 de Março dedicou a sua emissão à importância da cooperação portuguesa no sector educativo. Um programa que foca sobretudo a realidade da Guiné-Bissau com três entrevistas realizadas pela Rádio Sol Mansi, que esteve à conversa com o Pe. Joaquim Pereira, Coordenador da Comissão Inter-Diocesana de Educação e Ensino; Augusto Pereira, Secretário de Estado do Ensino na Guiné-Bissau; e Nuno Macedo, Coordenador do Projecto Mais Escola da Fundação Evangelização e Culturas na Guiné-Bissau. Não perca estas entrevistas bem como os apontamentos das diversas rádios na rubrica Vozes da Lusofonia.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«A Educação continua a ser o maior desafio para as sociedades. Não vai longe o tempo em que os governos proclamavam alto e em bom som a sua paixão pela educação. Esta era uma forma de afirmar a fundamental importância da educação para a construção de uma sociedade mais aberta, mais democrática e mais culta.

Só que as palavras não chegam, são precisas as decisões políticas e investimentos claros nesta área. Se em países como Portugal a questão da educação é qualitativa, ou seja, não faltam escolas nem professores (pelo contrário...), mas há que investir muito na qualidade do sistema educativo e dos seus agentes, o mesmo não se pode dizer em muitos contextos fora da Europa onde há uma grande parte da população em idade escolar e faltam as escolas, os professores, os orçamentos e mesmo a motivação das crianças e jovens para a ida à Escola. A ideia de ‘Escola para todos’ ainda está longe de se concretizar em muitas partes do mundo, constituindo um atentado a um dos direitos humanos mais fundamentais.

Um pouco por todo o mundo, a Igreja tem apostado fortemente na Educação e dirige escolas e colégios onde muitas crianças e jovens têm uma escolaridade de qualidade e sem grandes custos para as suas famílias. Trata-se de um investimento de muito futuro pois este só pode passar pela educação e pela cultura.

A cooperação na educação é uma das áreas onde os governos de países mais ricos e desenvolvidos deviam apostar. Quando olhamos para os orçamentos disponíveis nesta área, ficamos sempre convencidos de que a tal ‘paixão pela educação’ nem sempre é tomada a sério. E é pena porque as novas gerações de muitos países vão continuar a pagar muito cara a factura da guerra, instabilidades, corrupções e outras situações dramáticas que congelam o presente e o futuro das pessoas e das sociedades. Se ‘atingir o ensino primário universal’ é o 2º Objectivo do Milénio para o Desenvolvimento, o mínimo que se podia fazer era apostar na educação. Para bem de todos.»


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quarta-feira, 26 de março de 2008

Matemática: como torná-la divertida?

A sociedade actual está cada vez mais exigente, reclama indivíduos aptos a aprender novas técnicas, com grande capacidade de adaptação e capazes de resolver habilmente os problemas com que se deparam. Indivíduos que pensem de uma forma flexível, crítica, eficaz e criativa. E para isso é fundamental o estudo da matemática, para o desenvolvimento das capacidades dos alunos.

No entanto, o que mais se ouve é que a matemática é a disciplina com mais negativas, é o grande tormento dos alunos e que poucos são os que gostam da matéria leccionada. Então como tornar a matemática divertida? Para responder a esta questão, o Luso Fonias de 24 de Fevereiro esteve à conversa com a Dra. Margarida Pinto da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM).



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Começo com uma confissão: sempre gostei muito de matemática. E mais: nunca percebi o horror que a maioria dos meus colegas tinha a esta disciplina. Na altura, era comum dizer-se que cada um nasce para o que é, e perceber matemática nasce com as pessoas. Nunca considerei muito lógica esta convicção quase generalizada porque sempre achei que a matemática só se entendia bem com muito estudo e muito exercício. Mas reparava que a maioria dos colegas desistia de lutar antes ainda de perceber e, por isso, atirando desta forma a toalha ao chão, deixavam-se vencer e tirando negativas atrás de negativas.

A discussão em torno de matemática continua, bem como a quantidade enorme de resultados negativos nesta disciplina. E, verdade seja dita, a matemática é fundamental para dar elasticidade ao pensamento e criar mais capacidade de relacionar factos, números e ideias. Daí a sua importância, acrescentada pelo facto de vivermos numa era de informática.

Tenho uma cunhada que é professora de matemática. Muitas vezes, quando visito a família, encontro-a a lutar com formas sempre novas e criativas de comunicar a matemática aos seus alunos. Também ela vive sentimentos contraditórios porque tem alunos que percebem tudo e mais alguma coisa e tem outros que não entendem nada nem parecem motivados para perceber coisa nenhuma.
Soluções de catálogo não as há. Mas há que investir na formação dos professores e incentivá-los a uma criatividade maior nas pedagogias a utilizar. Há que insistir igualmente, junto dos alunos, sobre a importância fundamental da matemática para as suas vidas. O investimento nestas duas frentes trará, pela certa, frutos. E assim, deixarei de ser uma ave rara e encontrarei muita gente que, como eu, gosta de matemática e acha que ela é vital para o alargar de horizontes e a compreensão do mundo e da história.»



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segunda-feira, 10 de março de 2008

Ano Vieirino: Quais os desafios?

O Luso Fonias de 17 de Fevereiro dedicou a sua emissão a Pe. António Vieira, uma das maiores figuras do pensamento português do século XVII. Um programa sobre “2008 – Ano Vieirino”, um ano que celebra os 400 anos sobre o seu nascimento a 6 de Fevereiro de 1608.

Ouça a entrevista ao Professor Doutor Pedro Calafate da Comissão Organizadora de “2008 – Ano Vieirino”, bem como o trabalho realizado pelo Pe. Inácio Medeiros e a equipa da Rádio Aparecida sobre este português que também exerceu uma grande influência no Brasil.





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sexta-feira, 7 de março de 2008

Consumir com responsabilidade

O Luso Fonias de 10 de Fevereiro teve uma emissão de grande responsabilidade dedicada ao consumo. Como podemos praticar um consumo responsável?


Vivemos numa sociedade de consumo, onde em determinadas épocas do ano, como por exemplo no Natal, há uma loucura desenfreada às lojas. Todos os dias somos estimulados à compra, ao consumo, que no entanto é inevitável e necessário para a manutenção da economia. Sendo assim, como podemos consumir com responsabilidade, sem provocar grandes desequilíbrios sociais e ambientais?


Saiba a resposta a esta e outras questões. Ouça a entrevista a Luciana Almeida, da Rede Nacional de Consumo Responsável, e o comentário assinado por Jorge Líbano Monteiro, administrador-executivo da Fundação Evangelização e Culturas.






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quinta-feira, 6 de março de 2008

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Quem vê caras não vê corações

O Luso Fonias de 3 de Fevereiro dedicou a sua emissão a um drama que ainda afecta a nossa sociedade, a violência doméstica. Um drama que muitas vezes é ocultado e que afecta todas as camadas sociais. “Quem vê caras não vê corações” foi o conhecido provérbio que serviu de mote ao tema do programa. Quantas vezes já nos aconteceu conhecermos um casal que nos parece perfeito, mas que passado pouco tempo se separa? Muitas vezes estas separações são por motivos bastante graves como a violência doméstica. A verdade é que o rosto do inimigo nem sempre revela o sentimento que vai no seu coração.

Para falar connosco sobre este tema esteve em estúdio a Dra. Cátia Rodrigues, Directora da Casa Abrigo do Alcipe da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).



Ouça também o comentário assinado mais uma vez pelo Pe. José Martins Maia, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Evangelização e Culturas.




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O Luso Fonias online está de volta!



Depois de uma pausa, o blogue regressa com mais programas, novidades e notícias do espaço lusófono.


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domingo, 3 de fevereiro de 2008

1001 Formas de Coragem

No dicionário é definida como firmeza de espírito, energia diante do perigo, valentia, perseverança… O Luso Fonias de 27 de Janeiro falou de coragem, das mil e uma formas de exprimir esta força da alma perante as adversidades ou desafios da vida. Há aqueles que se atiram de um avião em queda livre, que são capazes de mergulhar nas profundezas do oceano, mas também há os que têm a coragem de arriscar perante uma dificuldade, que têm a coragem de ir à luta pelo amor a um filho, que têm a coragem de não desistir e de procurar superar os seus medos e angústias.

Na entrevista da semana, falámos sobre a coragem dos pais e jovens da Crinabel – Cooperativa de Educação de Crianças Inadaptadas de Sta. Isabel. Em estúdio esteve Esmeralda Pedro Fernandes, mãe de um utente da CRINABEL e membro da direcção desta cooperativa.



O comentário da semana contou com a assinatura do Pe. José Martins Maia, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Evangelização e Culturas.




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Igreja portuguesa solidária

Bispos direccionam renúncias quaresmais para as Igrejas lusófonas, com uma ligação histórica muito forte ao nosso país

O tempo da Quaresma que se inicia no dia 6 de Fevereiro vive-se, em todas as comunidades paroquiais, por entre apelos à conversão interior e à generosidade, que se traduz na chamada “Renúncia Quaresmal”. A Igreja assume-se, nesta altura, como uma verdadeira família universal.

As dioceses de todo o país orientam as contribuições dos seus fiéis, de uma forma geral, para duas finalidades: uma de âmbito diocesano e a segunda, como sinal de comunhão com outras Igrejas, para necessidades eclesiais, culturais ou sociais fora da Diocese.

Além disso e dando cumprimento a uma deliberação tomada pela CEP em Novembro de 2004 em relação a todas as Dioceses, 5% do montante recolhido irá para o chamado “Fundo de Solidariedade Eclesial”, destinado a apoiar economicamente as Igrejas mais pobres.

A ideia de uma “renúncia” ou um donativo na Quaresma está fortemente ligada à tradição do jejum e da esmola, práticas penitenciais associadas a este tempo de preparação para a Páscoa. Cada fiel renuncia conscientemente e como programa pessoal, para poder contribuir para causas da Diocese e da Igreja Universal.



Mundo Lusófono

As escolhas dos Bispos portugueses são sobretudo, direccionadas para as Igrejas lusófonas, com uma ligação histórica muito forte ao nosso país.

Diocese de Viseu vai destinar a chamada "renúncia quaresmal" a dois projectos missionários em países lusófonos, Cabo Verde e Angola. Trata-se da requalificação da Igreja Paroquial de S. Miguel da Calheta, Diocese de Santiago, em Cabo Verde, nos 50 anos da sua construção, onde trabalha o Pe. António Pereira Felisberto, da Diocese de Viseu.

O outro projecto é a "construção de um Centro para Catequese, na Diocese de Uije, em Angola, na Paróquia de Nossa Senhora das Mercês", onde é pároco um antigo aluno do Seminário de Viseu, Pe. João Lala.

A renúncia quaresmal deste ano da diocese do Algarve irá reverter a favor da paróquia de Nossa Senhora do Rosário, na diocese de Viana, em Angola, uma jovem comunidade criada a 13 de Maio de 2004 e desde então confiada aos cuidados dos missionários dehonianos.

D. Jorge Ortiga apresentou aos fiéis da Diocese de Braga as finalidades do contributo penitencial da Quaresma, habitual nesse tempo litúrgico, que este ano se irá dirigir, entre outros destinos, para a igreja e a residência paroquial de Bolama, Diocese de Bafatá, na Guiné-Bissau.

O Administrador Apostólico de Évora, D. Maurílo de Gouveia, indica como destino do contributo dos fiéis da Diocese “os irmãos de Moçambique, duramente atingidos pelas cheias, colaborando directamente com a Cáritas daquele País”.

Os católicos dos Açores são também chamados a ajudar as famílias atingidas por estas cheias e o Seminário Teológico Interdiocesano de S. Pio X (Maputo).

A Diocese de Santarém reuniu, em 2007, 34 500 Euros, entregues à diocese de Bafatá, Guiné Bissau, e à de Lubango. Este ano, vai oferecer metade da renúncia quaresmal para o projecto “Renascer para a esperança”, uma obra de promoção humana dos Padres Vicentinos na diocese de Maputo, Moçambique. Outra metade segue para uma iniciativa de evangelização dos Padres Combonianos na diocese de Rumbek, no Sudão.

Da Diocese das Forças Armadas e de Segurança sairá ajuda para a Diocese de Sumbe (ex- Novo Redondo), em Angola, entregue a um sacerdote da Sociedade Missionaria da Boa Nova.



Agência Ecclesia

Escutismo: Educação para a vida

O Luso Fonias de 20 de Janeiro esteve à conversa sobre Escutismo: Educação para a vida. Um movimento mundial que em 2007 celebrou 100 anos de partilha, dedicação e ajuda à comunidade.
Conheça melhor o movimento escutista e a sua importância na educação dos jovens. Em estúdio esteve Carlos Alberto Pereira, Chefe Nacional do CNE – Corpo Nacional de Escutas.






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