terça-feira, 27 de maio de 2008

Ano Europeu do Diálogo Intercultural

A União Europeia tem o lema ‘Unidos na diversidade’, que pretende reflectir todas as nossas diferenças e semelhanças enquanto cidadãos de um espaço comum.

O Luso Fonias de 25 de Maio teve uma emissão dedicada a “2008 - Ano Europeu do Diálogo Intercultural”, procurando saber de que forma este ano pode ajudar a moldar consciências e a fomentar o diálogo entre povos e culturas.

Um programa muito especial, já que a 25 de Maio se celebra África e se lança o desafio do diálogo intercultural, por um mundo onde as diferenças sejam apenas as diferentes cores que dão beleza à vida.

Ouça a entrevista à Dra. Rosário Farmhouse, que a 8 de Fevereiro assumiu o cargo de Alta-Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural. Licenciada em Antropologia com especialização em Antropologia Social, foi directora do Serviço Jesuíta aos Refugiados.

Uma conversa sobre como a diferença enriquece a vida cultural. Uma diferença que assume as mais diversas formas e acaba por se expressar na mistura de culturas que hoje somos todos nós, o nosso quotidiano, a nossa gastronomia, a nossa arte.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«A União Europeia sugeriu que, durante 2008, todos fizéssemos uma aposta séria no diálogo intercultural. Num tempo marcado pela globalização, pela informação sem fronteiras, pela circulação de pessoas à escala do planeta, as nossas sociedades, quer queiramos quer não, são espaços ‘arco-íris’, ou seja, são compostas por pessoas provenientes de muitos povos e culturas.

Apelar ao diálogo intercultural parece-me apontar para dois grandes objectivos que, na prática, se completam. Primeiro, parte-se do princípio que o encontro de povos e culturas permite enriquecer quem tiver o coração aberto e quiser crescer com a riqueza que todos constituímos, no que diz respeito a valores. Depois, há que reconhecer que, em muitos casos, não há encontro de culturas mas confronto, o que tem dado à história exemplos tristes de guerras étnicas, de exclusão, de construção de juros em vez de pontes.

A Europa já não é o que era há 100 anos. São milhões os cidadãos da União Europeia que têm raízes noutros espaços geográficos. Com eles (ou com os pais ou avós deles) vieram elementos culturais diferentes que se concretizam em convicções e atitudes que marcam a diferença e que há que compreender bem para as aceitar como enriquecimento do património cultural da Europa de hoje.

O apelo da União Europeia a um diálogo intercultural também nos purifica mentalidades e práticas que atentam contra o respeito que os outros merecem por serem diferentes, por terem outra história, outras convicções e outras maneiras de estar na vida. Quando nós dermos as mãos e olharmos para o lado bom que todos temos, a Europa será mais rica e com mais capacidade de entrar em sintonia com o mundo.»



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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio – Iniciativas Locais

No ano 2000, os oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio adoptados por todos os 189 Estados Membros da Assembleia Geral das Nações Unidas, vieram lançar um processo decisivo na cooperação global do século XXI.


Um desafio lançado a toda a comunidade internacional para a concretização de objectivos que atravessam questões como o acesso à educação e à saúde, a sustentabilidade ambiental e a erradicação da pobreza num prazo de 25 anos.


A entrevista do Luso Fonias de 18 de Maio teve o objectivo de dar a conhecer um dos muitos exemplos de iniciativas locais realizadas a propósito dos Objectivos do Milénio. Em estúdio esteve a Dra. Vanda Narciso, Técnica da Divisão de Inclusão Social da Câmara Municipal de Setúbal, e o Dr. Vasco Caleira, Técnico na SEIES – Sociedade de Estudos e Investigação em Engenharia Social.





Segue o comentário do Pe. Tony Neves:


«O panorama do mundo, no que diz respeito ao combate à pobreza, não está lá muito bonito. Os líderes dos países, na famosa Cimeira do Milénio, rasgaram horizontes e atiraram para 2015 a redução da pobreza para metade. Só que os objectivos do milénio para o desenvolvimento precisavam de medidas, de conversão de mentalidades, de mais solidariedade e partilha e isso é que não aconteceu, não está a acontecer e não se vislumbra vontade política dos grandes para que tal aconteça. Uma vez que todos continuam agarrados, de unhas e dentes, a privilégios e situações adquiridas.


Agora, para agravar a situação, veio a lume a questão dos biocombustíveis e a fome que eles trazem, na medida em que os bens alimentares de primeira necessidade vão transformar-se em combustíveis e, por causa da especulação, os preços estão a subir em flecha. A consequência maior será a fome das classes mais vulneráveis das sociedades, sobretudo as dos países mais pobres.


Concluo com uma reflexão/ interpelação do P. José Gaspar: E por muito que se diga que não se farão combustíveis do que é destinado à alimentação humana ou a rações para animais, a verdade é que por via deste duelo entre estômagos e tanques já dispararam os preços do trigo, arroz, milho e outros bens alimentares e ninguém pode predizer até onde irão subir. O Fundo da ONU para a Alimentação está preocupado, já lançou um pedido de uma ajuda adicional de 500 milhões de dólares para fazer face a situações graves de fome, multiplicam-se as revoltas pela falta agravada de comida em países pobres e sobem de tom os alertas de técnicos, igrejas e organizações sociais e de ajuda ao desenvolvimento’.


Há que ser humano e olhar mais para os pobres. Caso contrário, a cimeira do Milénio foi um enorme acto de hipocrisia.»







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O futuro do clima

As alterações climáticas são um problema global, mas cada um de nós pode fazer a diferença. Mesmo as mais pequenas alterações na nossa rotina diária podem ajudar a evitar as emissões de gases de efeito de estufa sem afectar a nossa qualidade de vida. Na realidade, podem até representar uma poupança de dinheiro.

“O futuro do clima” foi o tema do Luso Fonias de 11 de Maio. Saiba o que pode fazer para proteger o nosso ambiente. Em estúdio esteve Gonçalo Cavalheiro, Administrador da Ecoprogresso – Consultores em Ambiente e Desenvolvimento.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Falar do clima é tema de actualidade. E ainda bem. Mas dói reparar que as práticas não correspondem aos discursos. Todos acham que a terra é a nossa casa, que podem destruí-la e torná-la inabitável, mas, quando se trata de tomar medidas dolorosas para pôr cobro à destruição do planeta, aí todos começam a fazer contas à vida e ninguém quer perder dinheiro ou regalias.

Quando as questões se tornam de vida ou de morte (e a questão ecológica está já neste patamar), a situação muda. Ou seja, mesmo contra a vontade e os interesses de alguns, os governos vão tomando medidas. Só que, em muitos casos, estas não passam para além do papel e meio mundo vai descobrindo maneiras de lhes passar ao lado, mesmo mostrando muita sensibilidade aos problemas ecológicos.

As mudanças climáticas têm provocado tragédias em cima de tragédias em boa parte do nosso planeta e adivinham-se dias piores. O quase total descontrolo climático assusta pois ninguém sabe as consequências reais desta situação em que vivemos. Os agricultores, por exemplo, na Europa, começam a ver as plantas a florir fora de época, as chuvas a cair em tempos desastrosos para certas culturas, a água a faltar nos poços, nos rios e nas fontes, as cegonhas e outras aves a não emigrar... e não sabem muito bem o que é que o futuro reserva.

Há que ser realista e humano e tirar todas as consequências deste ‘massacre’ que temos vindo a fazer à ‘mãe terra’. Sempre com a velha convicção de que Deus perdoa sempre, as pessoas perdoam às vezes, mas a natureza nunca perdoa.»




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Família: semear o futuro

A 15 de Maio celebra-se o Dia Internacional das Famílias, um dia que serviu de mote ao tema do Luso Fonias de 4 de Maio.

Segundo D. Manuel Pelino, Bispo de Santarém, «A família é o seio do amor fundamental, que está na origem de todas as outras experiências e formas de amor, com que toda a gente sonha e de que toda a gente precisa. Por isso, a família é a comunidade fundamental na vida das pessoas e das sociedades».

Um programa dedicado ao papel da família do século XXI, que contou com a presença da Dra. Ana Cid Gonçalves, Secretária-Geral da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas. Casada há 20 anos e mãe de quatro filhos. Um deles esteve também na nossa companhia, foi o António Cid Gonçalves que tem 18 anos.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«A morte recente do Cardeal Lopez Trujillo fez correr rios de tinta sobre a família. Ele foi, até agora, o presidente do Conselho Pontifício para a Família e é o rosto mais visível da Igreja Católica para as questões ligadas a esta instituição familiar. É muito difícil falar hoje de família, uma vez que são tantas as formas de constituição e reconstituição que o mundo anda todo baralhado. Sobretudo com o aumento em massa dos divórcios e novas núpcias, aliado ao facto de haver muitas pessoas em união de facto (já para não referir as uniões homossexuais), o panorama familiar está em tempo de mudanças profundas e radicais que ninguém sabe aonde vamos chegar.

A família devia ser o lugar onde o futuro se semeia, com segurança e bem-estar. Ali, todos deviam encontrar um espaço de ternura e felicidade, base fundamental para enfrentar, fora de casa, todas as circunstâncias que o dia-a-dia reserva, nem sempre positivas.

Reaparece, pouco a pouco, a urgência de se construírem famílias com projecto. Ou seja, não faz sentido avançar para uma vida em comum sem se ponderar bem as consequências de tão importante decisão. Não se avança para a geração de um filho quando não parecem estar reunidas as condições de estabilidade que garantam algum futuro à criança que vai nascer desta união.

Mas, sobretudo na Europa, instalou-se uma onda de egoísmo tal que muitas pessoas preferem ir gozando a vida sem correr o risco e assumir a responsabilidade de fazer crescer a família humana. Há que semear o futuro com um presente responsável. E a família joga aqui um papel decisivo.»



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terça-feira, 29 de abril de 2008

Professora: uma mãe na escola

“Professora: uma mãe na escola” foi o tema do Luso Fonias de 27 de Abril, uma emissão que surgiu a propósito do Dia da Mãe, que em Portugal se comemora a 4 de Maio.

Se antigamente a professora era uma figura muito respeitada e uma pessoa importante em qualquer aldeia, vila ou cidade do nosso país, hoje em dia já não é encarada da mesma forma. Antigamente as professoras eram como segundas mães, hoje arriscam-se a ouvir reprimendas se levantam um pouco mais a voz a um aluno.

Foi sobre o ensino do século XXI e, particularmente, sobre o papel da professora junto dos mais jovens que estivemos à conversa no Luso Fonias. Em estúdio esteve Rosário Teles, professora há cerca de 15 anos, que partilhou connosco a sua experiência.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Os professores jogam um papel decisivo no futuro das nossas sociedades. Ao olhar para Portugal, recordo-me de ouvir os meus pais e avós a falar dos professores como as pessoas mais importantes e respeitadas, ao lado do padre e do médico. Eram, antigamente, das raras pessoas que estudavam e tinham uma maneira de olhar a vida e a história com mais horizontes que o comum das pessoas.

Agora, ao dar uma vista de olhos aos meios de comunicação social e ao escutar o que muita gente diz nas ruas e outros espaços públicos, fica-se com a sensação de que a escola atravessa um momento crítico. Desconfia-se da qualidade do ensino, da competência dos professores, da capacidade e vontade dos pais acompanharem o ritmo académico dos filhos. Pior ainda que tudo isto, é a ideia geral de que não há disciplina nas escolas, alguns professores são desrespeitados pelos alunos e pais, alguns alunos são violentos ou apáticos demais e estão na escola apenas porque são obrigados... enfim, situações que põem em causa a missão pedagógica da Escola.

Olhando para o professor, no feminino, reparamos que, em muitos casos, as professoras acumulam as suas funções com a de mãe na Escola. Pelas suas mãos passam centenas de alunos que, em muitos casos, precisam mais de uma mãe que acolha, converse, oriente, estimule do que, propriamente, de alguém que debite conhecimentos uns atrás dos outros. E muitas professoras conseguem conciliar estes dois objectivos: o de fazer a escola um espaço de aprendizagem ao mesmo tempo que se transforma a comunidade académica numa família onde todos crescem em todas as dimensões.

Que volta pode o mundo dar à Escola para ela ser uma casa onde se vivem e aprendem os valores da cidadania e da cultura? É uma pergunta de difícil resposta, exigindo que professores, alunos, famílias e sociedade em geral dêem as mãos. Valerá a pena apostar no presente e no futuro das novas gerações.»




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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Ano Internacional do Planeta Terra

O Luso Fonias de 20 de Abril esteve à conversa sobre o Ano Internacional do Planeta Terra. Um programa com o objectivo de procurar saber como podemos ajudar a preservar o nosso planeta e incentivar as gerações futuras a irem à descoberta de novos recursos naturais, procurando torná-los acessíveis de uma forma sustentável.

Em estúdio esteve a Professora Doutora Maria Helena Henriques e a Dra. Elizabeth Silva do Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«A Terra só tem futuro se for considerada a casa de todos os seus habitantes. O nosso Planeta está ameaçado pela forma como muitos o tratamos. Não é por acaso que a Ecologia se tornou importante para os tempos que correm e o ambiente começou a ser tratado com respeito pelos governos e empresas.

A preservação do nosso planeta tornou-se uma questão de vida ou de morte. Infelizmente, só quando as pessoas se sentem realmente ameaçadas começam a agir e a mudar. Circulam apelos a um estilo de vida mais simples que não gaste tanta energia nem produza tanto lixo. Um mundo com energia a menos e lixo a mais deixa de ser um jardim para se transformar num cemitério. E ninguém quer ser o responsável por esta trágica mudança.

Mas as nossas lógicas humanas ainda são muito egoístas. Ou seja, estamos dispostos a mudar quando sentimos que isso traz benefícios próprios e directos. Já temos muita dificuldade de o fazer quando os benefícios são indirectos, com efeito retardado ou mais favoráveis a outros que a nós próprios. É triste dizê-lo, mas é assim. Basta ver como as Conferências que as Nações Unidas realizaram no Rio de Janeiro e em Quioto não conseguiram que os países mais ricos assinassem compromissos que obrigassem as suas empresas a poluir menos, uma vez que tais medidas prejudicavam a economia, obrigando a produzir menos e a gastar mais dinheiro a favor do ambiente.

Só no dia em que considerarmos a Terra como nossa casa faremos um grande esforço de a manter limpa, arejada. Há um longo caminho feito, mas muito mais ainda por andar. Por isso, todo o investimento na sensibilização para esta causa ambiental será pouco. Estou convencido de que só quando a lógica das relações internacionais deixar de assentar nos interesses e passar a valorizar mais as pessoas é que o ambiente será tido em linha de conta. E convém que tal aconteça depressa pois está em causa a própria sobrevivência da humanidade.»





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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Corrupção: o inimigo sem rosto

Em Dezembro de 2007 foi publicado o barómetro Global sobre Corrupção. Um relatório que apresenta as respostas a um inquérito realizado em 60 países, sobre a opinião dos cidadãos face às práticas do fenómeno da corrupção. Portugal ficou em 28º lugar.

Ainda há dias, uma reportagem da cadeia de televisão árabe Al Jazeera, apresentou Portugal como «um dos países mais pobres da Europa» e a corrupção como causa do seu atraso. Lisboa foi descrita como «uma cidade em tumulto» onde «a corrupção é tão generalizada que tornou os cidadãos indefesos».

Corrupção é uma palavra que está na ordem do dia e, por isso mesmo, o Luso Fonias de 13 de Abril procurou saber o que significa ser corrupto, como podemos combater este mal presente em todas as sociedades e que políticas adoptar. Ouça a entrevista ao Dr. Paulo Morgado, Administrador Delegado da Capgemini Portugal. É autor de cinco livros, dos quais três de negociação, tendo publicado recentemente O Corrupto e o Diabo.




Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Corrupção é uma palavra que está na ordem do dia. Aplica-se à política, ao desporto, à economia, às relações empresariais e institucionais, à vida privada das pessoas.

A vida só faz sentido e tem dignidade quando é regida por valores e princípios. A ética não pode nunca ser o parente pobre das disciplinas a estudar e dos valores a ter em linha de conta.

Mas, para atingir objectivos por qualquer preço, pisamos valores, enganamos princípios, passamos por cima da nossa dignidade e do respeito que os outros nos merecem. A corrupção é, por si mesma, perversa. Gera desconfiança e apoia-se na mentira. Distorce os dados, espezinha a lei, engana as pessoas, fornece resultados falsos. E é por tudo isto que ela é muito grave: as pessoas saem sempre maltratadas destes processos corruptos.

O combate à corrupção torna-se sempre difícil porque não é fácil provar actos corruptos, identificar os culpados, penalizar os beneficiados, uma vez que quase sempre estão envolvidas grandes redes de máfia ou quem sabe traficar influências sem deixar grandes rastos.

Todos os dias surgem notícias sobre corrupção. Repetem-se tanto que quase as consideramos um mal menor pois, em muitos casos, nós mesmos entramos no esquema para conseguirmos o que precisamos, sobretudo a nível de emprego, saúde, burocracia...
Combater a corrupção é investir na dignidade das pessoas que têm direitos. É ainda dar credibilidade às instituições que, quando só funcionam com esquemas alternativos, perdem o crédito e nunca atingem os objectivos de servir as pessoas, sem distinção.

Da corrupção ninguém escapa. Por isso, e em nome da verdade, da transparência e da justiça, há que trabalhar para que tudo seja sério e se criem os mecanismos de vigilância e acompanhamento que dêem credibilidade aos governos, às instituições e a cada cidadão. Com jogos limpos, ninguém é prejudicado e todos saem a ganhar. Pelo menos em dignidade.»





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sexta-feira, 11 de abril de 2008

Feira de Literatura Moçambicana


Decorrerá de 10 a 18 de Abril, na Galeria do Instituto Camões - Centro Cultural Português em Maputo (Moçambique), uma actividade no âmbito da cooperação regular do Instituto Camões com a Associação dos Escritores Moçambicanos – AEMO - na qual serão expostos cerca de 30 títulos de obras publicadas por esta associação, entre as quais os Prémios Revelação para Poesia e Ficção outorgados pelo Instituto Camões em parceria com a AEMO.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Escolhi a Vida Consagrada

A 13 de Abril celebra-se o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Este ano o Papa Bento XVI escolheu o tema: As vocações ao serviço da Igreja-Missão. Segundo o Santo Padre: «A Igreja é missionária no seu conjunto e em cada um dos seus membros. Se, graças aos sacramentos do Baptismo e da Confirmação, cada cristão é chamado a testemunhar e a anunciar o Evangelho, a dimensão missionária está especial e intimamente ligada à vocação sacerdotal.»

O Luso Fonias de 6 de Abril teve uma emissão intitulada “Escolhi a Vida Consagrada” e contou com o testemunho de um jovem que seguiu a vida ao serviço da Igreja. Não perca a entrevista a Casimiro Henriques, que foi Ordenado Diácono no início de 2008 e será ordenado padre no próximo dia 6 de Julho. É membro da Comissão de Arte Sacra da Diocese de Setúbal. E desde 1999 pertence aos Leigos Boa Nova (LBN), grupo pelo qual esteve um ano em Missão em Moçambique.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Escolhi a Vida Consagrada, já lá vão mais de 25 anos. O tempo de amadurecer esta vocação e esta decisão foi longo, com altos e baixos, com momentos mais claros e mais turvos. Por ocasião das minhas bodas de prata, celebradas no ano passado, pude fazer o balanço desta opção e dos compromissos a que ela me levou. Conclui que está a valer a pena dedicar a vida aos outros, de forma radical, tendo disponibilidade para partir em direcção a qualquer uma das frentes da Missão, lá onde há risco, onde há situações limite porque os direitos humanos são espezinhados. Ali há que falar alto e amplificar o grito dos pobres que não têm vez nem voz... Esta é talvez a missão mais bonita de quem escolhe a Vida Consagrada.

Escolhi a Vida Consagrada, mas esta opção tem que ser reafirmada todos os dias. Há que avaliar o percurso feito e continuar a traçar caminhos de futuro, atento aos sinais dos tempos, com o coração a bater ao ritmo do mundo. Não é missão fácil, mas também não é uma missão impossível.

Gostava de prestar uma homenagem a quantos e quantas fizeram da Vida Consagrada um caminho de martírio. Não porque quisessem morrer, mas porque se comprometeram, como Cristo, tão radicalmente, que acabaram por ser mortos em nome do Evangelho que anunciavam e viviam. A Igreja e as sociedades estão mais ricas com estes testemunhos de vidas entregues à Missão de dignificar as pessoas e defender os excluídos deste mundo.

Sinto-me feliz e continuo a perceber que estas vocações de especial consagração mantêm actualidade e fazem sentido. Em nome do Evangelho e da Solidariedade há que continuar a investir nesta forma de vida que aposta nos pequeninos e nos pobres.»



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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Media Católicos: um serviço por uma cultura de paz

Na Mensagem para o 42.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, Bento XVI diz que: «Os media, no seu conjunto, não servem apenas para a difusão das ideias, mas podem e devem ser também instrumentos ao serviço de um mundo mais justo e solidário.»

O Luso Fonias de 30 de Março esteve à conversa sobre os media católicos e a sua actuação ao serviço de um cultura de paz, a sua responsabilidade na busca da verdade para partilhá-la. A entrevista é da autoria da Rádio Vaticano, uma das rádios parceiras do nosso programa, que conversou com o Pe. Bernardo Suate, Secretário-geral da SIGNIS - Associação Católica Mundial para a Comunicação.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Falar hoje do mundo como aldeia global é já uma ideia gasta. Aliás, é antiga, já vem dos anos 60 do outro século e milénio. Mas, verdade seja dita, as novas tecnologias da comunicação têm potencial para aproximar pessoas e povos. E é pena que, em muitos casos, não sejam aproveitadas para este fim tão construtivo.

Estive um mês a percorrer os caminhos da Angola interior e profunda e verifiquei como as pessoas, sem televisão, Internet nem telefone, acabam por viver noutro mundo, distante do que vai acontecendo noutras paragens. É fácil de concluir que, nestes casos, o mundo não é uma aldeia global pois, para as pessoas, a sua aldeia é quase a escala do mundo.

Os meios de comunicação social que a Igreja tutela e dirige têm a enorme responsabilidade de formar, informar e divertir, ajudando a oferecer às pessoas a mensagem do Evangelho, como todos os valores gravados nas suas páginas. E, entre estes, está a paz. Em países e contextos marcados pela guerra, pela violência, pelo tribalismo, os media da Igreja têm uma responsabilidade acrescida e só devem veicular mensagens que ajudem a reconciliar, a descomprimir focos de tensão, a aproximar partes em litígio e formar para a justiça, a paz e o respeito pelos direitos humanos. Tarefa difícil, muitas vezes quase transformada em missão impossível.

Dou os parabéns a todos os media de inspiração cristã e, de um modo particular, às Rádios filiadas na VOX, porque, no espaço lusófono, são uma voz ao serviço da justiça e da Paz.»




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As tradições da Páscoa

O Luso Fonias de 23 de Março teve uma emissão especial dedicada à Páscoa, a mais importante festa da cristandade. Um programa sobre tradições, como se celebra a Páscoa no espaço lusófono, que contou uma vez mais com a locução do nosso amigo Óscar Daniel.

Não perca a entrevista realizada pela Rádio Aparecida à historiadora Teresa Maia, Directora do Museu Frei Galvão no Vale do Paraíba (Brasil). Ouça também os apontamentos das várias rádios parceiras na rubrica Vozes da Lusofonia.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Sou do Porto, lá onde a Páscoa é uma festa muito grande. Há foguetes, reunião das famílias, celebrações muito vivas e a tradição do Compasso. Um grupo de pessoas liderado ou não pelo padre, percorre as paróquias, de casa em casa, para levar a mensagem de Cristo ressuscitado. Tocam as campainhas, a cruz vai à frente, as casas são benzidas com toda a família ali presente e faz-se uma oração pascal. É um momento forte de reencontro das famílias, envolvendo, muitas vezes os vizinhos mais próximos que aproveitam a passagem do compasso para entrar nas casas uns dos outros.

Vivi algumas Páscoas fora de Portugal, sobretudo em África: cinco em Angola, e uma em Moçambique. Mas que festas. As celebrações, na Igreja, levam horas e horas de canto e dança, seguidas de almoços que congregam o povo das comunidades, dando lugar à festa mais social. A Páscoa aparece como ponto de chegada de toda a caminhada quaresmal e, por isso, é um momento muito preparado e muito ansiado.

Hoje, em Portugal, a vivência da Páscoa está em era de mudança. Para quem não crê, é um pretexto para umas férias nas praias do Algarve ou umas visitas rápidas a paraísos quentes, como o nordeste do Brasil, México, Cuba ou República Dominicana. Mas para os cristãos mais conscientes, continua a ser a festa número um do calendário e, para estes, a tradição ainda é o que era.

Têm as Igrejas, que fiéis às suas tradições e à cultura dos povos, celebram a Ressurreição de Cristo como festa da vida e sinal eficiente da vitória de Deus sobre todas as formas de morte. E esta celebração mantém um pleno sentido e actualidade.»



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As inseguranças da paternidade

Ser pai é passar noites em branco, é ter de acompanhar os nossos filhos nos seus principais desafios, protegê-los nas angústias… Uma pressão que muitas vezes está associada a inseguranças e ao desejo de perfeição. Uma pressão que muitas vezes nos faz esquecer que uma das tarefas mais antigas do mundo, a paternidade, se faz sobretudo por instinto e com muito afecto.

O Luso Fonias de 16 de Março contou com uma emissão dedicada às inseguranças da paternidade. Um programa sobre os medos e receios que amedrontam os pais do século XXI: as saídas à noite, os desafios que a nossa sociedade apresenta às crianças, as escolhas que os pais e filhos têm de fazer… Medos pelos quais todos nós passamos mas que fazem parte do crescimento dos nossos filhos e também do nosso crescimento enquanto pais.

Um tema que surgiu a propósito da comemoração do Dia de S. José, dia do Pai, celebrado a 19 de Março. E que contou com a presença em estúdio de Tomás Espírito Santo que partilha connosco a sua experiência de pai, avô e agora também bisavô.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«O Dia de S. José, dia do Pai, é uma excelente data para reflectirmos sobre os desafios que se lançam hoje a uma paternidade responsável. Tempos houve em que o pai falava e todos aceitavam as suas ordens e sugestões. Hoje, em muitos contextos culturais, os pais perdem para os media e os grupos de amigos. Tal situação cria problemas educativos sérios e não se vê uma solução para este drama dos tempos modernos.

Quando os pais chegam ao ponto de desesperar porque não sabem mais o que fazer para educar os filhos, não percebem por onde eles andam de dia e de noite e nem sequer sabem se eles têm ou não aproveitamento escolar... nestes casos-limite a situação agrava-se.

Há que investir muito numa educação que responsabilize. Pegando no tão conhecido provérbio chinês, há que dar aos filhos cana e anzol e ensiná-los a pescar os valores da vida e as atitudes que construam personalidades sólidas e capazes de tomar decisões e compromissos.

A este título, talvez S. José dê uma ajuda. Também ele não percebeu muito bem o crescimento de Jesus, não o conseguiu segurar em casa, não pôde acompanhá-lo nas suas opções de fundo, nem sempre compreendeu as suas atitudes. Mas tentou ser muito fiel à sua vocação de Pai e à Missão que Deus lhe confiou. E, neste caso, deu liberdade de acção e confiou.

Na Europa, os pais vivem muito os dramas de uma eventual perda dos filhos nos caminhos da droga, da delinquência e do insucesso escolar, sinal de uma falta de integração social e de sentido de futuro para as suas vidas.

Ser pai é hoje, tão belo como desafiante. Preparar bem a missão da paternidade responsável é tarefa para os jovens e para as instituições que com eles trabalham e caminham. Em nome de um futuro promissor, há que criar novos pais para que os filhos novos não se sintam ultrapassados pela história.»



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Iniciativa no feminino

O Luso Fonias de 9 de Março dedicou a sua emissão à iniciativa feminina, às mulheres empreendedoras que ocupam um lugar de liderança a nível profissional e ainda assim conseguem cuidar da sua vida familiar.

O escritor americano Timothy Leary dizia que: “as mulheres que procuram ser iguais aos homens têm falta de ambição”. As mulheres são diferentes dos homens, disso ninguém tem dúvida. No entanto, cada género pode evidenciar as suas competências mesmo apresentando estilos diferentes. Isto aplica-se a todos os níveis, principalmente a nível profissional onde as mulheres têm vindo a adquirir um papel de maior destaque.

Aliar o estilo feminino ao masculino contribui para uma maior eficácia nas organizações. É certo que ainda existem determinados preconceitos e obstáculos que podem impedir que as mulheres atinjam os lugares de topo dentro de uma empresa. Mas a verdade é que as mulheres de hoje partilham cada vez mais a liderança empresarial com os seus pares masculinos.

Não perca a entrevista à Dra. Octávia Sá, consultora financeira.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«A celebração do Dia Mundial da Mulher, a 8 de Março, acrescentada à celebração do Dia Internacional das Nações Unidas para os Direitos das Mulheres e a Paz, é uma oportunidade e um problema.

O problema está no facto de ter que existir um dia para nós olharmos mais para as mulheres, quando não precisamos de um dia especial para os homens. Esta situação denuncia um facto inegável: ao longo das história, as mulheres nem sempre viram os seus direitos e a sua dignidade respeitada e, em muitos tempos e culturas, viram-se espezinhadas e consideradas pessoas de segunda, submissas ao homem. A oportunidade deste Dia Mundial vai para a seta que se aponta ao coração de quantos continuam a oprimir, a maltratar e a explorar as mulheres. Há que olhar para a dimensão feminina da humanidade e ver quanto ela traz de positivo à história.

Hoje, em muitos governos, empresas e instituições, a liderança das mulheres é inquestionável. Também este facto é digno de ser realçado porque as primeiras que ousaram enfrentar os homens nestes cargos de chefia sofreram muito. Não faz muito sentido a lógica das quotas nos parlamentos e outros espaços públicos, mas faz todo o sentido que se derrubem preconceitos e se atribuam às pessoas os lugares que elas merecem pela sua competência: sejam homens ou mulheres.

Em muitos cantos do globo, as mulheres desempenham um papel decisivo nas sociedades pela educação dos filhos, pelo trabalho, pela estatura moral que têm. Há que reconhecer este dado e melhorar o seu estatuto social em certas regiões onde os homens continuam a ser os senhores de tudo e de todos.

Finalmente, uma palavra de denúncia a quantos continuam a engordar contas bancárias à custa da exploração das mulheres: seja exploração sexual seja laboral. A dignidade e os direitos humanos são privilégio de todos, homens ou mulheres e espezinhá-los é tornar o mundo mais desumano.»


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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Cooperar na Educação

O Luso Fonias de 2 de Março dedicou a sua emissão à importância da cooperação portuguesa no sector educativo. Um programa que foca sobretudo a realidade da Guiné-Bissau com três entrevistas realizadas pela Rádio Sol Mansi, que esteve à conversa com o Pe. Joaquim Pereira, Coordenador da Comissão Inter-Diocesana de Educação e Ensino; Augusto Pereira, Secretário de Estado do Ensino na Guiné-Bissau; e Nuno Macedo, Coordenador do Projecto Mais Escola da Fundação Evangelização e Culturas na Guiné-Bissau. Não perca estas entrevistas bem como os apontamentos das diversas rádios na rubrica Vozes da Lusofonia.



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«A Educação continua a ser o maior desafio para as sociedades. Não vai longe o tempo em que os governos proclamavam alto e em bom som a sua paixão pela educação. Esta era uma forma de afirmar a fundamental importância da educação para a construção de uma sociedade mais aberta, mais democrática e mais culta.

Só que as palavras não chegam, são precisas as decisões políticas e investimentos claros nesta área. Se em países como Portugal a questão da educação é qualitativa, ou seja, não faltam escolas nem professores (pelo contrário...), mas há que investir muito na qualidade do sistema educativo e dos seus agentes, o mesmo não se pode dizer em muitos contextos fora da Europa onde há uma grande parte da população em idade escolar e faltam as escolas, os professores, os orçamentos e mesmo a motivação das crianças e jovens para a ida à Escola. A ideia de ‘Escola para todos’ ainda está longe de se concretizar em muitas partes do mundo, constituindo um atentado a um dos direitos humanos mais fundamentais.

Um pouco por todo o mundo, a Igreja tem apostado fortemente na Educação e dirige escolas e colégios onde muitas crianças e jovens têm uma escolaridade de qualidade e sem grandes custos para as suas famílias. Trata-se de um investimento de muito futuro pois este só pode passar pela educação e pela cultura.

A cooperação na educação é uma das áreas onde os governos de países mais ricos e desenvolvidos deviam apostar. Quando olhamos para os orçamentos disponíveis nesta área, ficamos sempre convencidos de que a tal ‘paixão pela educação’ nem sempre é tomada a sério. E é pena porque as novas gerações de muitos países vão continuar a pagar muito cara a factura da guerra, instabilidades, corrupções e outras situações dramáticas que congelam o presente e o futuro das pessoas e das sociedades. Se ‘atingir o ensino primário universal’ é o 2º Objectivo do Milénio para o Desenvolvimento, o mínimo que se podia fazer era apostar na educação. Para bem de todos.»


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quarta-feira, 26 de março de 2008

Matemática: como torná-la divertida?

A sociedade actual está cada vez mais exigente, reclama indivíduos aptos a aprender novas técnicas, com grande capacidade de adaptação e capazes de resolver habilmente os problemas com que se deparam. Indivíduos que pensem de uma forma flexível, crítica, eficaz e criativa. E para isso é fundamental o estudo da matemática, para o desenvolvimento das capacidades dos alunos.

No entanto, o que mais se ouve é que a matemática é a disciplina com mais negativas, é o grande tormento dos alunos e que poucos são os que gostam da matéria leccionada. Então como tornar a matemática divertida? Para responder a esta questão, o Luso Fonias de 24 de Fevereiro esteve à conversa com a Dra. Margarida Pinto da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM).



Segue o comentário do Pe. Tony Neves:

«Começo com uma confissão: sempre gostei muito de matemática. E mais: nunca percebi o horror que a maioria dos meus colegas tinha a esta disciplina. Na altura, era comum dizer-se que cada um nasce para o que é, e perceber matemática nasce com as pessoas. Nunca considerei muito lógica esta convicção quase generalizada porque sempre achei que a matemática só se entendia bem com muito estudo e muito exercício. Mas reparava que a maioria dos colegas desistia de lutar antes ainda de perceber e, por isso, atirando desta forma a toalha ao chão, deixavam-se vencer e tirando negativas atrás de negativas.

A discussão em torno de matemática continua, bem como a quantidade enorme de resultados negativos nesta disciplina. E, verdade seja dita, a matemática é fundamental para dar elasticidade ao pensamento e criar mais capacidade de relacionar factos, números e ideias. Daí a sua importância, acrescentada pelo facto de vivermos numa era de informática.

Tenho uma cunhada que é professora de matemática. Muitas vezes, quando visito a família, encontro-a a lutar com formas sempre novas e criativas de comunicar a matemática aos seus alunos. Também ela vive sentimentos contraditórios porque tem alunos que percebem tudo e mais alguma coisa e tem outros que não entendem nada nem parecem motivados para perceber coisa nenhuma.
Soluções de catálogo não as há. Mas há que investir na formação dos professores e incentivá-los a uma criatividade maior nas pedagogias a utilizar. Há que insistir igualmente, junto dos alunos, sobre a importância fundamental da matemática para as suas vidas. O investimento nestas duas frentes trará, pela certa, frutos. E assim, deixarei de ser uma ave rara e encontrarei muita gente que, como eu, gosta de matemática e acha que ela é vital para o alargar de horizontes e a compreensão do mundo e da história.»



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