quarta-feira, 5 de maio de 2010

João Paulo II e Bento XVI: os Papas do nosso tempo



Nas vésperas da visita do Papa Bento XVI a Portugal e recordando também o pontificado do Papa João Paulo II que faleceu à cinco anos, o Luso Fonias procura compreender qual a importância destes dois Papas para os nossos dias. Diferentes na personalidade e nos problemas que tiveram que enfrentar, estes dois Papas partilham a mesma missão de conduzir a Igreja de acordo com o Evangelho.

Para nos falar sobre estes dois pontificados, o programa conta com o testemunho da jornalista Aura Miguel.










Na opinião do P. Tony Neves:




«João Paulo II chegou a Roma como uma lufada de ar fresco. Era o Papa que veio de longe, que veio de um Leste da Europa onde a Igreja era maltratada e o povo esquecido. Ajudou a derrubar o Muro de Berlim que separava a Europa Capitalista da Europa Comunista, ajudando a unificar um continente fracturado pela história triste que foi a segunda grande guerra mundial.
Era um Papa jovem, desportista, artista, comunicador nato. Abriu as portas do Vaticano e saiu á rua, passeando pelo mundo a sua alegria contagiante, o seu poder de cativar os jovens, a sua vontade de promover e defender os direitos humanos, a sua luta sem tréguas contra a falta de liberdade e a pobreza que vitima tantos milhões de jovens. E assim, ano após ano, lá foi dando a volta ao mundo como peregrino da paz e mensageiro da esperança. Não ganhou o Prémio Nobel da Paz, mas fez muito por ela. Recebeu os líderes de muitos países do mundo, foi uma voz escutada, condenou todas as guerras, levantou-se contra a injustiça de um mundo onde os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
A sua paixão foi os jovens. Os encontros nas Jornadas Mundiais da Juventude fizeram convergir para lá milhões de jovens, idos dos quatro cantos da terra. A força da sua palavra, a simpatia da sua comunicação, o símbolo da sua presença... tudo isto marcou muito as novas gerações que o não esquecem. Foi ele quem disse um dia que ‘a Igreja só será jovem quando os jovens forem Igreja’.
Vimo-lo doente, cansado, quase fisicamente incapacitado, a virar o século e o milénio. Não se deixou vergar pelos limites da saúde e da idade e quis cumprir a sua missão até ao fim. Muitos o contestaram e outros tantos o elogiaram por esta opção. Mas, verdade seja dita, desde os tempos de jovem cristão perseguido na Polónia, o perfil de Karol Wojtila era o de alguém que dava tudo o que tinha e o que era pelas suas convicções mais profundas.

Partiu. Os Cardeais, em conclave, decidiram eleger Bento XVI, outrora braço direito de J. Paulo II. Esta eleição parece ser mais um prémio para o Papa Wojtila que um mérito pessoal do cardeal Ratzinger. O importante é que a Igreja seja cada vez mais livre e comprometida com a causa dos mais pobres e oprimidos.»







Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

Artes Circenses e Fé



Na semana em que se comemora o Dia Internacional do Teatro e do Circo, vamos conversar sobre a ligação entre estas artes de palco e a transmissão da Fé.

Para isso, contamos hoje com a participação do Pe. João Carlos Tavares, pároco da Moita e também ilusionista e malabarista.










Na opinião do P. Tony Neves:




«A Igreja, ao longo dos séculos, sempre foi muito criativa na forma de anunciar o Evangelho e os valores gravados nas suas páginas. Não foi original porque se limitou a seguir nas peugadas do seu Mestre: Jesus Cristo foi um verdadeiro artista, contador de histórias, protagonista de eventos mobilizadores de povo. A arquitectura, a pintura, a escultura, as artes dramáticas, a música, a dança, a literatura ... tudo serviu de base ao anúncio das convicções e valores que constituem o património da Igreja.
Dois mil anos depois de Cristo, a arte continua a caminhar de mãos dadas com a Missão da Igreja. Queria partilhar duas situações onde senti isso com muita clareza. Durante os cinco encontros do Congresso Internacional para a Nova Evangelização (em Viena, Paris, Lisboa, Bruxelas e Budapeste), foram muitos os artistas que se associaram ao evento. Nos palcos, a mensagem cristã passou pelos concertos musicais, pela dança, pelo teatro. Artistas profissionais e amadores traduziram em gestos artísticos os valores que a Igreja tenta testemunhar e propor às pessoas do nosso tempo. Falei da Europa, falo agora de África. Há dois anos, no sul de Angola, participei no Capítulo Provincial dos Espiritanos, no Lubango. A paróquia de Nossa Senhora das Dores presenteou os participantes com um teatro que foi construído para andar de escola em escola, de comunidade em comunidade, a falar da mensagem cristã, a propor mais justiça social, mais seriedade no trabalho, mais respeito pela escola, mais fraternidade e entreajuda e a ridicularizar a preguiça, o roubo, a droga, o álcool, a irresponsabilidade sexual, o recurso à feitiçaria e outros aspectos que estavam a prejudicar a vida das pessoas. Foi um momento cultural fantástico, em que percebi bem as mensagens transmitidas e que, de forma lúdica, ajudam as pessoas a interiorizar valores e mudar comportamentos.

Não faz sentido pensar que basta saber as verdades da fé e dizê-las do altar abaixo. Há que escolher novos espaços e novos métodos para que outras pessoas escutem e se sintam motivadas a reflectir sobre a vida, alterando posturas e compromissos. Evangelizar de forma criativa é hoje uma questão de vida ou de morte para a Igreja. Há que tomar isto a sério. Não será também por isso que o papa bento XVI, na sua visita a Portugal, vai ter um encontro com personalidades do mundo da Cultura»







Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

A Poesia - Realidade e Criatividade


O Dia Mundial da Poesia foi instituído pela UNESCO em 2000 e é comemorado a 21 de Março de cada ano. A poesia é uma arte, através da qual a linguagem é utilizada para fins estéticos, como expressão daquilo que somos e que sentimos.

Para nos falar de poesia, o Luso Fonias conta com a participação do Pe. José Tolentino de Mendonça.










Na opinião do P. Tony Neves:




«Estamos na Quaresma, um tempo em que a poesia fala melhor sobre esta caminhada interior que nos conduz à manhã da Páscoa. Por isso, vou dar a voz ao P. Tolentino, biblista e poeta que escreveu um texto fantástico sobre este tempo que vivemos e os desafios que nos lança:

A Quaresma é o contrário daquilo que, às vezes, se faz passar. Uma estação tristonha e austera, onde predominam as privações e os jejuns soturnos, que ninguém nos explica de modo satisfatório. Uma quadra lilás, cheia de imperativos que nos roem por dentro, mais como uma remorso do que uma sementeira de alegria.
A Quaresma é o contrário disso. Quaresma sugere palavras vivas: conversão, reconciliação, renascimento...Quaresma é a primavera que Deus oferece à Igreja, para que todos acordemos da paralisia dos nossos invernos interiores e desatemos a florir.
Quaresma é redescobrir a juventude com uma energia que trazemos na alma, a possibilidade real de recomeçar, de ser melhor outra vez e ainda outra vez. Não é um ritual de ano a ano, é um abanão ao nosso modo de viver, para que nos desinstalemos e compreendamos que Deus não nos quer amarrados a uma ‘vidinha’ que não reflecte nada de grade ou apreciável: nem Amor, nem, justiça, nem esperança.
A Quaresma é, assim, uma aposta divina nas nossas histórias humanas, ás vezes demasiado humanas.
E por ser tão importante não é uma receita, é uma proposta de caminho(...).
Estamos em construção!
Às vezes enchemo-nos de coisas supérfluas que só atravancam. Falsos projectos, muitos preconceitos, críticas fáceis, invejas, orgulho, egoísmo qb. E terminamos como um joguete nas mãos das nossas emoções mais superficiais. (...).
Tudo isto seria um caminho terrivelmente intimista se não nos mandasse ao encontro dos outros.
A esmola (uma partilha material e espiritual) tem de ser uma aliança e um compromisso, mais do que um acto pontual. Passa a ser a nossa atitude, seguindo o estilo do nosso Mestre que ‘não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida’.

Obrigado, P. Tolentino pela sua poesia que nos ajuda a perceber melhor os mistérios de Deus e da vida.»







Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

Os 20 Anos da FEC


A FEC comemora duas décadas de cooperação entre povos lusófonos. Uma experiência que começou na comemoração dos cinco séculos de encontro de culturas e que depois se foi traduzindo em projectos que promovem a educação e a saúde, passando também pelas actividades dos grupos de voluntariado missionário e pela partilha entre rádios dos vários países onde se fala o português.


Para nos falar do passado e do futuro da FEC, o Luso Fonias conta com a participação do Pe. José Cachadinha, fundador da FEC, e de Susana Réfega, actual Directora Executiva da FEC.










Na opinião do P. Tony Neves:




«A Fundação Evangelização e Culturas foi, há 20 anos, uma lufada de ar fresco na Igreja e na sociedade em Portugal. Nasceu da festa que foi a celebração dos 500 anos do encontro de povos e culturas. Logo que se viu que esta onda não podia desfazer-se na areia da praia dos tempos que correm, mas que havia valores a perpetuar, laços a manter e aprofundar, compromissos solidários a levar por diante. E assim a FEC foi ganhando terreno, competência e crédito, investindo hoje em muitas frentes, lá onde a solidariedade anda de braço dado com um desenvolvimento humano e sustentável.
É bom ter memória e ter sentido de gratidão. O trabalho, muitas vezes discreto, que a Fundação Evangelização e Culturas vai fazendo em Portugal e por essa lusofonia fora, é meritório.
Com o andar dos tempos, a FEC aventurou-se em novas e ousadas iniciativas como a da coordenação da plataforma das Igrejas lusófonas, que tem permitido aos Bispos dos países que falam português encontrar-se e definir algumas estratégias comuns.
O mundo da rádio também foi invadido pela FEC e a duração e crédito deste programa é, se calhar, o dado objectivo mais evidente.
O investimento na educação é reconhecido à FEC, sobretudo na formação de professores na Guiné e em Angola.
Nos últimos anos, uma aposta ganha é a da gestão da plataforma do Voluntariado Missionário que congrega 40 instituições que preparam, enviam e acolhem leigos missionários. O programa de preparação conjunta é gerido pela FEC.
Para que a solidariedade seja mais efectiva, o Natal é pretexto para a campanha dos Presentes Solidários, que nos últimos anos, permitiu apoiar projectos de solidariedade e desenvolvimento em todos os países do espaço lusófono.

Se é verdade que o livro da FEC já tem muitas páginas escritas, boa parte ainda está em branco. Será escrito com o compromisso de muitos que, em nome da Fé e da Humanidade, vão querer ajudar o mundo lusófono a ser mais humano e mais fraterno. Tudo em nome de um desenvolvimento muito humano. Parabéns.»







Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

O Papel da Mulher para o Desenvolvimento

Esta edição do Luso Fonias tem como tema o papel da mulher no desenvolvimento, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Para contrariar as desigualdades entre mulheres e homens, muitos projectos de desenvolvimento apostam na capacitação das mulheres como agentes de mudança e a experiência prova que as mulheres podem ter uma intervenção muito eficaz no desenvolvimento das comunidades locais. Uma das associações que promove o papel da mulher na sociedade é o Graal, um movimento internacional de mulheres com presença em Portugal há mais de 50 anos.

Para nos falar da história e dos projectos do Graal, contamos com a participação da Dra. Teresinha Tavares, membro do Graal com vasta experiência em projectos de cooperação.









Na opinião do P. Tony Neves:




«O mundo celebra, neste 8 de Março, o dia internacional da mulher. Voltando os olhos para África, todos os jornais e revistas da imprensa missionária portuguesa, publicam neste mês de Março um artigo da Irmã Elisabeth carrilho, Missionária comboniana, sobre a Mulher africana, semente de reconciliação. Permito-me a escolha de alguns extractos:
‘A mulher na África é uma vasilha onde se deposita água viva, tesoiros, fantasias, magia, mistérios, sentimentos, deuses e anti-deuses.
Ela é só a Semente de ternura, de sensualidade, de optimismo, de fé, de amor, de seus predecessores; a sua tarefa é crescer e fortalecer a sua comunidade. Transmitir uma serie de sentimentos, emoções e o poder depositado em si aos seus filhos e filhas. È daqui que brota a sua resistência, a sua vocação, o seu ministério para com o seu clã, para com os seus antepassados e para com Deus.
A falta de formação das mulheres em África, tem sido uma das preocupações dos Bispos africanos, manifestadas, entre outros, no Sínodo de Outubro do ano 2009. A mulher africana, considerada por estes como a “espinha dorsal da Igreja local” e força do apostolado, requer uma formação íntegra que possa melhorar a sua contribuição, tornando-a reconhecida e valorizada. Só assim é que as mulheres africanas se vão poder constituir agentes de transformação social e eclesial.
Os Bispos constataram que sem a participação activa e consciente da mulher africana todo caminho feito a favor da reconciliação para promover a justiça e a paz no continente não terá efeito. O lançamento do desafio às mulheres católicas deste continente para se envolverem nos programas feitos a favor das suas irmãs africanas constitui-se como exemplo de resposta a esta necessidade.

Até hoje, a mulher em África não teve (nem tem) a possibilidade de uma formação sólida e actual, apesar da vocação e do ministério que a movem na procura de caminhos novos para as gerações do futuro. Em tudo isto, elas são modelo de constância, perseverança e tolerância. As situações de injustiça e violência vividas por si próprias e com os seus não as têm derrotado. Pelo contrário, têm-nas tornado mais fortes à defesa da vida e da sua família'.»








Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

Economia e Solidariedade



Na opinião do P. Tony Neves:




«Portugal vive momentos dramáticos com a tragédia que desabou sobre o povo da Ilha da Madeira. Foi uma catástrofe natural com consequências desastrosas para uma parte significativa das populações, sobretudo as mais pobres. Como sempre, os indicadores económicos mostram que as franjas mais desfavorecidas das sociedades são as maiores vítimas em situação de tragédia. A Madeira não é excepção e é verdade que quando as casas são de construção mais pobre as enxurradas derrubam-nas mais depressa.
Também é verdade que uma economia mais sólida e organizada tem condições para responder mais depressa nestes casos de drama social. O terramoto no Haiti provou ao mundo que o caos que lá se vivia prolongou-se a agudizou-se nos dias seguintes à tragédia. O mesmo terramoto em Paris, Londres ou Nova Iorque teria consequências bem menores e resposta bem mais rápida e eficaz. Mais uma vez se prova que a fragilidade de uma economia é fatal para a activação dos dinamismos de solidariedade em caso de urgência.
Mas há mais coisas a dizer sobre esta relação difícil entre economia e solidariedade. A justiça social tem de estar presente nas lógicas de organização e funcionamento da economia. Quando, numa sociedade, alguns têm quase tudo e a maioria não tem quase nada, a solidariedade torna-se palavra oca de dicionário. Nestes casos, mais dia menos dia, instala-se uma luta social que pode degenerar até numa guerra civil. Há que assentar as bases da economia nos direitos humanos. A destinação universal dos bens da criação deveria ser a regra a presidir à distribuição dos bens pelo povo. Ninguém deve achar que tem direito de possuir mundos e fundos, quando os outros vivem na mais cruel das misérias.

Conhecimento do mundo não nos falta. Estudos académicos para perceber como organizar a economia das sociedades, também os temos de sobra. Faltará, talvez, a coragem política e o sentido de responsabilidade humana que levem os fazedores e executantes das leis a construir uma sociedade mais justa e mais fraterna. Só assim a palavra solidariedade sairá da letra morto dos dicionários.»








Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

Luso Fonias: 500 emissões de partilha

Num mundo onde a comunicação é cada vez mais global, a rádio continua a ocupar um lugar de destaque na partilha e transmissão da cultura bem como no encontro entre diferentes povos e tradições. Nas zonas mais isoladas dos países menos desenvolvidos, a rádio é o único meio por onde chegam as informações mais actuais.

Para nos falar sobre a importância da rádio para o desenvolvimento e também celebrar as 500 emissões do Luso Fonias, contámos com a participação da Cátia Vieira, antiga editora e produtora deste programa.






Na opinião do P. Tony Neves:



«O programa Luso-fonias, sucessor do Igreja Lusófona, está imparável. E, todos somados, já lá vão 520 semanas de emissão. Quando, em Luanda, intervim no Congresso que comemorou os 50 anos da Rádio Ecclesia, tentei explicar a importância da Missão que se faz pelas ondas radiofónicas. Apontei, no auditório da Universidade Católica, 16 desafios. Destaco agora alguns. 1. a democratização da informação, informando com a objectividade possível; 3. Formar os ouvintes para valores humanos e cristãos, de modo a que se tornem cidadãos mais responsáveis e, por isso mesmo, menos manipuláveis; 4. ajudar a cimentar a paz e a criar uma cultura de perdão e reconciliação; 6. Amplificar os princípios sociais da Igreja; 8. Dar grande lugar ao anúncio dos direitos humanos e à denúncia das suas violações; 9. ajudar a construir uma sociedade onde os cidadãos contem, onde a liberdade e a democracia não sejam palavras de dicionário; 10. Dar voz às populações que querem ver amplificados os seus gritos contra as injustiças de que são vítimas; 11. Incentivar a escolarização e o acesso das populações á cultura e às novas tecnologias; 13. ajudar a combater as pandemias e a universalizar os cuidados básicos de saúde; 14. elevar o nível cultural do povo, pelos temas aprofundados, pelos debates realizados, pela música e outras formas de expressão cultural. 15. Realizar parcerias com organizações não governamentais e outras instituições que trabalhem pelo desenvolvimento integral das pessoas.

Enfim, estes foram alguns desafios que lancei em Luanda, mas que poderia e deveria lançá-los em todo o mundo. A Rádio deve amplificar o grito dos pobres cujas vozes só falam em surdina e as autoridades parecem não ouvir.
E por estas e outras razões que existe o Luso-Fonias. É por estes e outros desafios que faz sentido que ele continue no ar. E vai continuar enquanto a sua voz fizer falta à lusofonia.»






Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Doença: a fragilidade humana


A doença faz parte da vida humana. Todos nós, em algum momento, somos confrontados com a fragilidade da nossa condição e tomamos consciência dos nossos limites e incapacidades para solucionar todos os problemas que nos afectam. Na doença, a vida e a morte são conceitos que aparecem unidos e que nos convidam a reflectir sobre o passado, o presente e o futuro.

Para nos falar sobre a doença e sobre as formas de encarar a própria fragilidade humana, o Luso Fonias contou com a participação do Padre José Manuel Pereira de Almeida, Assistente da Comissão Nacional Justiça e Paz e médico no Instituto Português de Oncologia.





Na opinião do P. Tony Neves:


«A 11 de Fevereiro, todos os olhares católicos se orientam para Lourdes onde Nossa Senhora apareceu. Cada aparição tem algo de especial. Lourdes é lugar de cura. Antes de mais, espiritual, como o são todos os santuários. Mas também ali acontecem milagres de cura física, pelo que a Igreja Católica considera o dia de Nossa Senhora de Lourdes como a jornada mundial do Doente.
As doenças mostram o lado mais frágil das pessoas. Todos conhecemos gente boa, competente, bem constituída fisicamente que, de um momento para o outro, apanha uma doença e parece que vai tudo pela água abaixo: não pode fazer nada, fica desfigurado, às vezes, até desmoraliza e perde a força para lutar contra a doença, atitude fundamental de quem quer continuar a viver.
Celebrar o dia mundial do doente é reconhecer a enfermidade como um desafio. Não vergamos diante da doença, mas damos-lhe uma luta sem tréguas, até ao fim. E se ainda for, teremos vida digna e com sentido até sentirmos o abraço de Deus Pai, na hora de nos chamar a partilhar a Sua eternidade.
Viver com os limites que qualquer doença impõe não é missão fácil. Por isso, a pastoral da saúde aposta na esperança e na presença. As pessoas doentes precisam de reforçar os seus indicadores de auto-estima e de vontade de viver. Todos os doentes, além disso, necessitam da força que só a presença da família e dos amigos pode dar. Em horas difíceis, é muito importante ter alguém com quem desabafar, a quem abraçar, com quem partilhar a angústia de uma certa derrota perante o sofrimento.
Vivemos num tempo que se dá mal com a dor, se é que houve tempos em que a dor foi mais assumida! Mas, nos tempos que são os nossos, temos muitos meios para controlar o sofrimento e, se por um lado isso é uma grande conquista da técnica, por outro lado ficamos sem defesas quando a dor nos bate à porta, porque nem estamos habituados nem preparados para a enfrentar e para combater o que a está a provocar.
A medicina deve fazer a sua parte. Mas, verdade se diga, nada substitui a ternura de quem é amigo e a presença de quem o doente precisa de ter ao seu lado. Combatamos as doenças, amemos os doentes. E que a Senhora de Lourdes a todos proteja.»





Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Igreja e Solidariedade


Em tempo de crise, com o aumento do número de desempregados, a Igreja é chamada a acudir às situações de dificuldade daqueles que se viram privados do sustento para as suas famílias. Exemplo dessa resposta da Igreja é o Projecto Igreja Solidária, lançado pelo Patriarcado de Lisboa em 2008, que congrega os esforços dos vários serviços de apoio social da região.

Para nos falar sobre o projecto “Igreja Solidária”, o Luso Fonias contou com a participação do Dr. Henrique Joaquim, Professor de Serviço Social da Universidade Católica Portuguesa e membro do gabinete coordenador do projecto Igreja Solidária.





Na opinião do P. Tony Neves:


«A Igreja católica nos Estados Unidos da América realizou, em 2009, um pequeno filme para dar a conhecer a Igreja e a sua intervenção. Colocado no famoso youtube, foi visto por milhões de pessoas e eu tenho-o mostrado em muitas reuniões com jovens e adultos, um pouco por todo o lado. Ao descrever as diferentes áreas de intervenção da Igreja, diz o filme que é a instituição que mais investe na solidariedade. E as estatísticas confirmam.
Estou a ler um livro que segue na mesma linha. O Cardeal Dionísio Tettamanzi, Arcebispo de Milão e uma das figuras mais importantes da Igreja Católica na actualidade, escreveu uma obra que está a ser traduzida em muitas línguas, com o título ‘Não há futuro sem solidariedade. A crise económica e a ajuda da Igreja.
Em tempo de crise, escreve esta obra para ligar a solidariedade à sobriedade, apresentando propostas muito concretas aos católicos e a quantos o queiram ler.
À luz da doutrina Social da Igreja, lançou uma série de iniciativas solidárias em Milão (por exemplo o ‘Fundo Trabalho-Família’), que partilha com os leitores. Fala da solidariedade no mundo da economia e da finança, a partir da família, na empresa, com e pelos imigrantes.
Sugere que todos sejam o ‘Bom Samaritano’ do Evangelho.
Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Tribunal de Contas, no Prefácio, diz que este livro constitui ‘um motivo de reflexão e um apelo ás iniciativas de responsabilidade social’.
O filme americano que citei termina com um convite: ‘Nós somos a Igreja católica. Seja benvindo a sua casa’, para dizer que a Igreja é uma família onde todos são irmãos e têm lugar à mesa. O Cardeal Tetamanzi diz que a Igreja e a sociedade precisam da solidariedade para sobreviver. Ousemos escutar estas vozes.»





Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

2010 - Ano Internacional da Biodiversidade


Neste ano, as Nações Unidas convidam-nos a reflectir sobre a importância da diversidade de espécies vegetais e animais que povoam o nosso planeta. Perante as ameaças que provocam a extinção de muitas espécies, é necessário tomarmos consciência do que cada um de nós pode fazer para ajudar a preservar a natureza.

Para nos falar sobre “Biodiversidade”, o Luso Fonias contou com a participação de Susana Fonseca, Presidente da Direcção Nacional da Quercus.





Na opinião do P. Tony Neves:


«Quis a ONU que 2010 fosse também o Ano Internacional da Biodiversidade. Digo ‘também’ porque, como já aprofundamos num programa anterior, este ano é dedicado ao combate à pobreza e exclusão social.
A biodiversidade é uma das imagens de marca da riqueza que o nosso mundo tem. O Criador conseguiu pôr na natureza milhares e milhares de espécies que, ora vão evoluindo e ganhando direito á sobrevivência, ora vão sendo atacadas e desaparecem. Sempre que morre uma espécie, a natureza fica mais pobre. E, convencidos de que todas as espécies têm uma missão a cumprir, então a sua extinção leva a que algo fique por fazer.
A evolução das ciências da natureza, a par das facilidades de penetrar em espaços físicos difíceis de lá entrar (florestas equatoriais, fundos do mar, picos das altas montanhas...) permitiu aos cientistas reconhecer quase todas as espécies existentes sobre a face da terra. E mais: deu para eles perceberem a quantidade de espécies que, devido a numerosos factores, estão em vias de extinção. Com os meios de que hoje dispomos, também é possível elaborar estratégias que evitem o desaparecimento de algumas das espécies ameaçadas, sendo necessárias algumas medidas políticas, sobretudo de carácter ambiental. A reunião que congregou governantes do mundo inteiro em Copenhaga, queria levar os líderes políticos a decisões corajosas de carácter ecológico. Mas a verdade é que os interesses económicos têm esmagado a vontade políticas de trabalhar a favor de um planeta mais saudável. E, desta forma, a biodiversidade tem sido atacada, estando em perigo o futuro do próprio planeta.

Em Portugal, o caso mais típico de defesa de espécies em vias da extinção é a do lince da serra da Malcata, no interior norte. Em Angola, tenta-se preservar a palanca preta. Falamos de espécies animais de médio ou grande porte. Mas há que continuar a investir na defesa de todas as espécies, muitas delas quase invisíveis, mas com uma missão a cumprir.»





Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

A Religião na Sociedade


De uma forma mais ou menos activa, a religião está sempre presente na vida de qualquer indivíduo ou comunidade. Independentemente do credo professado, cada pessoa encontra nas diversas religiões determinados códigos de valores e de conduta e também orientações e propostas de caminhos para realizar a felicidade.

Para nos falar sobre “A Religião na Sociedade”, o Luso Fonias contou com a participação do Prof. Doutor António Matos Ferreira, Professor de História da Igreja da Universidade Católica Portuguesa e Director-Adjunto do Centro de Estudos de História Religiosa da mesma Universidade.





Na opinião do P. Tony Neves:


«A celebração do Dia Mundial da Religião acontece na semana em que os Cristãos rezam pela sua Unidade. Quando se fala dos novos contextos da Missão hoje, apresenta-se o diálogo entre Religiões e entre Confissões Cristãs como uma das prioridades missionárias. Num mundo onde Deus parece ter pouco lugar para estar e intervir, cabe às Religiões apostar na vivência e testemunho de uma espiritualidade que dê sentido à História e marque a diferença:
Num Mundo marcado pela violência e pela retaliação: optar pela Paz por qualquer preço (contra todas as guerras e violações dos direitos humanos).
Num Mundo marcado pelo individualismo: optar pelo sentido comunitário da vida e partilha dos bens. Nesta hora, há que partilhar em força com as vítimas do terramoto no Haiti e de outras tragédias.
Num Mundo marcado por algum racismo: optar pela vivência, desde crianças, em contextos de interculturalidade.
Num Mundo marcado por alguma xenofobia: optar pela defesa e compromisso em favor dos imigrantes, refugiados, deslocados, exilados.
Num Mundo marcado pelo lucro e pelo sucesso: optar pelos excluídos e pobres.
Num Mundo marcado pela construção de trincheiras entre o norte e o sul: optar por partir e/ou ajudar a partir rumo aos países mais desfavorecidos.
Num Mundo marcado pelo laicismo e secularismo: optar por colocar Deus no coração da História da humanidade.
Num Mundo marcado pela ganância do poder: optar por servir.
Num Mundo marcado por um norte rico que explora o sul pobre: optar por apoiar o desenvolvimento, através de projectos.

Assim, a Religião nunca será o ópio do povo, de que falou Marx, mas um caminho de fraternidade, justiça, paz e respeito pelos direitos Humanos. Deus faz falta à humanidade.»





Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social

2010 foi escolhido pela Comissão Europeia como o "Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social". Estas duas realidades continuam a marcar a vida de milhões de pessoas um pouco por todo o globo. Quer em países desenvolvidos, quer em países ainda em desenvolvimento, continuamos a assistir a situações alarmantes provocadas por estes factores.

Para nos falar sobre esta iniciativa da Comissão Europeia e de todo o trabalho que tem sido feito para combater a Pobreza e a Exclusão Social, o Luso Fonias contou com a presença da Dra. Maria José Domingos, do Núcleo Distrital de Lisboa da Rede Europeia Anti-Pobreza.



Na opinião do P. Tony Neves:

««2010 é o Ano Europeu do combate à pobreza e à exclusão social. Ainda mal começou e já correm rios de tinta sobre as diversas formas de pobreza que esmagam e alguns caminhos de solução para tão grave problema. Do muito que se escreveu, gosto da perspectiva apontada por Mário Silva, Director do Centro Padre Alves Correia, que apoia imigrantes pobres e excluídos em Lisboa. Ele escreveu: ‘A pobreza é um mal porque, antes de mais, é um atentado à dignidade da pessoa humana. Os países da União Europeia decidiram que o ano 2010 seria um ano de combate a este mal e estabeleceram como objectivos:
1 - Reconhecimento do direito das pessoas em situação de pobreza viverem com dignidade;
2 - Responsabilidade partilhada e participação das próprias pessoas;
3 - Coesão, sendo que a eliminação da pobreza e a inclusão dizem respeito a toda a sociedade;
4 - Compromisso político, a nível europeu e nacional.
Com certeza que serão várias as iniciativas que serão tomadas ao longo deste ano e todos iremos ouvir falar, muitas vezes, de pobres. Contudo, a pobreza, sobretudo os pobres, continuarão a sofrer, porque a sociedade (nós todos) lhe vai roubando a dignidade a que têm direito.
Os programas de combate à pobreza que Portugal tem encetado desde a sua integração europeia têm tido resultados tão diminutos, que mais não podemos afirmar que as taxas de pobreza se vão mantendo porque, se redução houve, ela é tão diminuta que não aparece, nem nos estudos, nem na realidade que todos constatamos.
Bruto da Costa, no seu último estudo, coloca o “dedo na ferida”. A pobreza continua a ser entendida no nosso país “como fenómeno residual e periférico”. O combate à pobreza tem que estar bem no centro das políticas públicas e terá de atingir os “factores estruturais que residem na sociedade dominante”.
Mário Silva conclui de forma provocadora: “Uma manufactura produz algodão e pobres”, dizia-se na época da revolução industrial. Será que ser pobre é um “destino” de muitos? Para vencer a privação de tantos (pobres), bastaria uma transferência de cerca de 3,5% dos rendimentos de poucos (não-pobres). Irá alguma vez tal coisa acontecer?»





Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O Prazer da Leitura

Ler e escrever são duas actividades básicas em qualquer sociedade. Através das páginas dos livros ou dos mais avançados recursos de comunicação, a escrita é sempre uma forma de encontro entre pessoas, culturas e saberes.

Para nos falar sobre o lugar que a escrita e a leitura ocupam no nosso quotidiano, o Luso Fonias contou com a participação da Escritora Alice Vieira, que está a comemorar 30 anos de carreira.



Na opinião do P. Tony Neves:

«O Dia Mundial da alfabetização deve levar-nos longe. Antes de mais, acho urgente partir em direcção aos contextos onde a escola não funciona e, por isso mesmo, a alfabetização ainda é uma miragem para milhões de pessoas. Apostar na lógica de uma escola para todos constitui um dos pilares do desenvolvimento á escala do mundo e não é por acaso que um dos objectivos do milénio para o desenvolvimento passa por aí.
Quero acreditar que todos os governos sérios do mundo apostam forte na educação. Sendo assim, com o apoio dos países mais ricos, a escola vai, em breve, chegar a todos, sem excepção e o mundo pode subir para um outro patamar de exigências no que à educação diz respeito.
Assim, numa sociedade já alfabetizada há que ir mais longe e mais fundo. Não deixa de ser estranho que as pessoas que mais meios educativos têm sejam as que apresentam índices de gosto pela leitura mais baixos. Basta olhar para as novas gerações da Europa e América do Norte que quase não lêem, entretidas como andam nas internets e jogos de computadores. Dizer que ‘não lêem’ não corresponde bem à verdade, pois têm que ler e escrever nas redes sociais, nos mails, nas sms, as regras dos jogos... mas notícias, reportagens, romances, textos académicos ficam quase só destinados a quem tem obrigação de os ler. E isto, quer queiramos quer não, é um atentado á cultura.
Muitos governos têm criado alguns mecanismos de incentivo á leitura, mas a criação do prazer de ler exige pedagogia e disciplina. A escola tem essa missão, embora as famílias não possam ser descartadas desta responsabilidade. As muitas feiras do livro provam que se publica muito, mas, excluindo os best sellers promovidos pelas máquinas publicitárias, não se investe muito dinheiro nestas obras de literatura. E, falta saber, se o que se compra é lido.
O decréscimo das tiragens de jornais e revistas de qualidade tem sido acompanhado pela subida em flecha das edições on-line. Nada de preocupante se os conteúdos outrora impressos hoje circulassem on-line e fossem lidos nos écrans dos computadores. Em relação ás novas gerações, parece que o computador serve mais para entrar nas redes sociais do que para se formarem e informarem. Criar o prazer de ler constitui, assim, um grande desafio para os governos, para as Escolas e para as famílias. Convém não atrasar numa resposta que abra mais portas à educação e à cultura.»





Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

domingo, 3 de janeiro de 2010

Pobreza e Justiça Climática

As alterações climáticas afectam todos, mas não de forma igual. Os custos sociais e económicos das alterações climáticas são muito mais pesados para os países em desenvolvimento e o seu impacto é crescente. Nestes países, não só existe uma maior vulnerabilidade às alterações climáticas, como existe uma maior dificuldade de adaptação ao impacto destas alterações.

As alterações climáticas são mais do que uma questão ambiental, são uma questão dNuno Lacastae justiça e igualdade global.

É preciso começar a pensar nas alterações climáticas em termos do seu impacto nas pessoas, das suas implicações sociais, económicas e humanas.

Para nos falar de “Pobreza e Justiça Climática” esteve em estúdio o Dr. Nuno Lacasta, coordenador da Comissão para as Alterações Climáticas, director do Fundo Português de Carbono e negociador nacional na Cimeira das Nações Unidas sobre as alterações climáticas que decorreu em Copenhaga de 7 a 18 de Dezembro.



Na opinião do P. Tony Neves:

«O Dia Mundial da Paz, a 1 de Janeiro, remete-nos para um ambiente de ecologia total, com a paz com Deus, com todas as pessoas, com a natureza. Ora, a Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas, realizada em Copenhaga, na Dinamarca, de 7 a 18 de Dezembro foi mais uma frustração para quem as questões ecológicas são decisivas para o presente e futuro da humanidade. As Igrejas estão conscientes da gravidade deste problema e, a 13 de Dezembro, quando a reunião estava a meio, os sinos repicaram em nome de mais Justiça Climática. Elas têm alertado para o problema de justiça global que está em jogo: as emissões de gases de efeito de estufa (como o CO2) têm origem sobretudo nos países desenvolvidos, mas o efeito nefasto das alterações climáticas atinge muito mais duramente os países mais pobres. O controlo das alterações climáticas é exigido pelo Papa Bento XVI quando, na sua encíclica ‘Caridade na Verdade’ pede que todos se empenhem mais na defesa da justiça e na solidariedade com os mais pobres do mundo. Alterar o actual estado de coisas é dar mais uma oportunidade às gerações futuras e aos povos mais vulneráveis. A Igreja está sensível a esta problemática, trabalhando pela questão ecológica em diversas frentes. Assim, cito o caso da Confederação Internacional para o Desenvolvimento e Solidariedade (CISDE) que, em conjunto com a Cáritas Internacional lançou, para 2008 e 2009, uma campanha política com o nome de ‘Pobreza e Justiça Climática’ sob o slogan ‘vamos criar um clima para a justiça’. Esta campanha esteve focada nas duas conferências das Nações Unidas sobre as alterações climáticas agendadas para este período e que configuraram uma oportunidade para pressionar os governos a assumir um compromisso justo e efectivo para um acordo global. Em Portugal, foi precisamente a Fundação Evangelização e Culturas, produtora deste programa, quem assumiu a responsabilidade de promover este campanha. Termino com a referência tão repetida de que Deus perdoa sempre, as pessoas perdoam às vezes, mas a natureza nunca perdoa. Corremos o risco de pagar muito caro as ofensas que lhe continuamos a fazer. Há que mudar atitudes. Os governos têm de tomar a sério a luta pela defesa de um clima saudável.»





Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Presépios da Lusofonia

Diana e Rui Antunes
Em tempo de Natal, fomos procurar saber como se vive a grande festa da família nos vários países lusófonos. Em estúdio estiveram dois Leigos Missionários da Consolata que se casaram em Julho de 2008 e partiram em missão, para Moçambique, em Dezembro do mesmo ano, a Diana e o Rui Antunes. Não deixe de ouvir a experiência deste jovem casal.




Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia

(menu do lado direito)