sábado, 12 de março de 2011

10 Anos da FEC na Guiné-Bissau


O Luso Fonias do último sábado teve como tema os 10 anos de presença da FEC na Guiné-Bissau, que se comemoraram no passado dia 17 de Fevereiro.

A Rádio Sol Mansi, parceira do programa LusoFonias na Guiné-Bissau, preparou uma peça sobre esta celebração, que inclui também uma entrevista com Simão Leitão, Coordenador da FEC na Guiné-Bissau, sobre a sua participação no Fórum Social Mundial, que juntou em Fevereiro centenas de organizações da sociedade civil em Dakar, no Senegal. Tudo isto num trabalho preparado pelo jornalista José Mango.

No Em Poucas Palavras tivemos Margarida Alvim, coordenadora da Rede Fé e Desenvolvimento da FEC, que nos falou sobre o Workshop “Advocacia Social: uma forma de pôr em prática a Doutrina Social da Igreja” que a Rede em parceria com o Objectivo 2015 – Campanha do Milénio, vai realizar nos dias 19 de Março, em Lisboa e 9 de Abril, no Porto. A entrada é gratuita e o convite é dirigido a toda a gente interessada em contribuir de forma mais informada e activa em processos de mudança e transformação no desenvolvimento.

Oiça o programa aqui.

sábado, 5 de março de 2011

Censos 2011

O Luso Fonias do último sábado teve como tema os Censos 2011, o recenseamento geral da população portuguesa que vai ter lugar nas próximas semanas. Passados dez anos sobre o último recenseamento, vai ser feita uma nova recolha dos dados de todos os habitantes de Portugal e das suas habitações, e para nos falar dele contámos com o Coordenador deste recenseamento, Dr. Fernando Casimiro.

No "Em Poucas Palavras", foi apresentado o Concurso Blogue - Voluntariado para a Cooperação, lançado pela Plataforma das ONGD, com o apoio da Agência Lusa. Os destinatários são os alunos dos 5º ao 12º, que são desafiados a construir um blogue sobre Voluntariado e Cooperação, e a concorrer até 29 de Abril. Os vencedores serão anunciados n'Os Dias do Desenvolvimento, a 6 de Maio. Mais informações sobre o concurso neste link.


Para ouvir o Programa desta semana clique aqui.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

As ONGs em São Tomé e Príncipe


A FONG - Federação das Organizações Não-Governamentais em São Tomé e Príncipe foi criada em 2001 e tem actualmente 98 organizações associadas. Recentemente foi apresentado o livro “Estudo Diagnóstico das ONG em São Tomé e Príncipe”, que é o resultado de um diagnóstico feito em parceria entre a FONG e a ACEP, uma ONG portuguesa, com o financiamento da Cooperação Portuguesa. Este livro caracteriza quase uma centena de organizações não governamentais de São Tomé e Príncipe, desde o tipo de projectos que desenvolvem até à análise dos seus recursos humanos (pode comprar o livro neste link, ou descarregá-lo em pdf neste link).

Para nos falar sobre este diagnóstico, tivemos no Luso Fonias Carolina Cravo, que trabalha na Federação das ONG’s de São Tomé e Príncipe e foi uma das autoras deste estudo. Para ouvir esta entrevista clique aqui.

No Em Poucas Palavras contámos com a participação de Pedro Ferraz, responsável pela Bolsa de Voluntariado da Entrajuda que nos explica melhor o mais recente projecto desta entidade, o «Volunteerbook»: um projecto nas redes sociais para promover uma consciência colectiva da relevância social do Voluntariado. Para saber mais já sabe, só tem de ouvir o seu programa de todo o espaço lusófono!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Os media africanos na luta contra a SIDA



O Luso Fonias do último sábado foi dedicado à Rádio Sol Mansi, da Guiné-Bissau, que este ano ganhou 2 prémios, o de melhor órgão de comunicação social e o de melhor jornalista, no Concurso do Secretariado Nacional de Luta Contra a Sida.

Para nos falar destes dois prémios e sua importância, o Luso Fonias contou com a jornalista guineense, Anabela Bull da Sol Mansi, que nos preparou uma reportagem que não pode perder, com muitos convidados. 

Na rubrica Em Poucas Palavras, divulgámos o novo projecto de capacitação institucional promovido pela FEC em Angola, em parceria com a Cáritas de Angola, com o co-financiamento do IPAD.

Se não ouviu o programa em directo, pode ouvi-lo aqui.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Laços de Cooperação


A cidade de Faro está geminada com Bolama, na Guiné-Bissau, Praia, em Cabo Verde, e com a ilha do Príncipe. A cooperação com estes municípios assenta sobretudo nos domínios da educação, cultura e relações económicas.

Para nos falar das iniciativas de cooperação de Faro, o Luso Fonias conta com o testemunho de Natacha Alentejano, Adjunta do Presidente da Câmara Municipal de Faro.

Saiba mais sobre estes laços a favor do Desenvolvimento aqui.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Há 70 anos em Luta contra o Cancro


O cancro é uma das doenças com maior incidência em Portugal e no mundo, estando associado a importantes implicações a nível físico, psicológico e social. Ainda que nos últimos 30 anos, a consciência sobre como prevenir e combater esta doença tenha aumentado, o facto é que há muito a fazer. Quando se trata de uma doença que ainda pode matar, todos os esforços são necessários e nunca são nunca suficientes.
Para nos falar desta tão importante luta, convidámos Maria Luísa Afonso, Vice-Presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro. A Liga Portuguesa Contra o Cancro teve início no ano de 1931, e desenvolve desde então um notável trabalho na prevenção do cancro e promoção da saúde dos portugueses. Este ano comemora 70 anos de existência e vai promover, de Janeiro a Dezembro, de norte a sul do país, numerosas actividades socioculturais e científicas com o objectivo de mobilizar ainda mais portugueses para esta emergente Luta. Para ficar a saber mais sobre a doença, a instituição e as actividades que promove, ouça aqui, a entrevista integral.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ano Europeu do Voluntariado


O ano 2011 foi designado pela União Europeia como o Ano Europeu do Voluntariado, reconhecendo assim o contributo diário de milhões de voluntários nas mais diversas causas. O Voluntariado é uma forma de expressão da participação cívica, que põe em prática valores como a solidariedade e a não descriminação. A campanha do Ano Europeu irá salientar o compromisso de pessoas que, na sua vida diária, contribuem com a sua dedicação para um mundo melhor.

Este ano será preenchido com várias iniciativas em torno das actividades que promovam uma cidadania activa. O grande arranque está marcado para o próximo dia 3 de Fevereiro, com a realização da Volta do Voluntariado em Lisboa.

Para nos falar deste tema o Luso Fonias esteve à conversa com a coordenadora do Ano Europeu do Voluntariado, Fernanda Freitas.

Ouça o Programa neste link.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Os caminhos do Ecumenismo

Em Janeiro, a semana de 18 a 25 é dedicada à Oração pela Unidade dos cristãos. O ecumenismo é um movimento que visa restabelecer a unidade de todos os cristãos. Em 1910, várias igrejas e confissões protestantes, anglicanas e ortodoxas começaram a trabalhar pela unidade dos cristãos, e a Igreja Católica juntou-se a este caminho após o Concílio Vaticano Segundo. Em Portugal, tem havido não só um diálogo institucional entre as várias igrejas, mas também um diálogo frutuoso ao nível das bases comunitárias. Exemplo disso são as iniciativas promovidas pela Comissão Ecuménica do Porto, que têm juntado jovens de diferentes confissões cristãs. Para conversarmos sobre ecumenismo, o Luso Fonias juntou no Porto três representantes desta Comissão: o Reverendo José Jorge, do Conselho Português das Igrejas Cristãs; Sérgio Alves, da Igreja Lusitana, e Luís Leal, da Pastoral Juvenil da Igreja Católica.


Ouça este programa neste link
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sábado, 15 de janeiro de 2011

Heróis da Guiné-Bissau

Na semana em que se comemora na Guiné-Bissau o Dia dos Heróis Nacionais, a 20 de Janeiro, tivemos no Luso Fonias D. Pedro Zilli, bispo de Bafatá. De origem brasileira, D. Pedro foi para a Guiné-Bissau como sacerdote missionário em 1985 e foi ordenado bispo quando foi criada a diocese de Bafatá, a segunda do País, em 2001. Conhecedor da realidade guineense dos últimos anos, D. Pedro conversou sobre a situação do País e o trabalho da sua Diocese.

Na rubrica "Em Poucas Palavras", conhecemos o MIL - Movimento Internacional Lusófono, um movimento cultural e cívico que defende o reforço dos laços culturais, sociais, económicos e políticos entre os países lusófonos, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

sábado, 8 de janeiro de 2011

A Cáritas de Angola

No programa de hoje conhecemos o trabalho da Cáritas de Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Com presença em 165 países, a Cáritas é a maior rede católica a trabalhar na redução da pobreza e em defesa da justiça social. Tal como a Igreja Católica está fortemente implantada em todos os países lusófonos, também a Cáritas tem uma presença essencial nestes países, onde o seu trabalho atravessou os processos de independência, os tempos de guerra e deslocação de populações, e as catástrofes naturais.
Para nos explicar o que faz a Cáritas de Angola, tivemos no Luso Fonias a sua directora, a Irmã Marlene Wildner.

Na rubrica Em Poucas Palavras, Catarina Lopes falou-nos do seu livro "Recortes da História da Guiné-Bissau". Para saber mais sobre este livro e como o pode adquirir, veja este link.




Na opinião do P. Tony Neves:
Angola viveu 27 anos de desastrosa guerra civil. Foram os acordos de Lwena que puseram um ponto final nesta tragédia, no início de 2002, já lá vão quase dez anos. No período da violência generalizada, a Igreja foi a instituição que mais combateu a guerra e os seus efeitos. A tragédia humanitária que desabou sobre as populações angolanas foi, muitas vezes, amenizada com a intervenção solidária dos católicos, através do seu braço caritativo, a Caritas.
Nascida para combater a pobreza, esta organização internacional é uma imagem de marca da opção da Igreja pelo combate às desgraças, sejam estas provocadas pela intervenção humana, sejam elas causadas por catástrofes naturais. Havendo problemas, encontramos sempre a caritas na linha da frente, com o objectivo claro que combater os males e colocar-se ao lado das vítimas.
Angola tem uma dívida enorme á Caritas e á sua corajosa intervenção durante a guerra civil. A Caritas estava onde ninguém ousava estar, apoiava quem era abandonado por todos, corria os riscos de quem se punha nas frentes dos combates, por onde a morte passava e fazia razias.
Hoje, quase dez anos depois do cessar fogo, a Caritas mantém a sua missão de apoiar os mais pobres. Já não tem que fazer intervenção de ajuda humanitária, mas continua ser urgente apoiar os excluídos da sociedade e lançar projectos de educação para a cidadania e de desenvolvimento sustentável e sustentado. São novos os tempos que se vivem em Angola, a lançar desafios novos e a apelar a compromissos renovados. Ler os sinais dos tempos e abrir novas frentes de missão solidária é objectivo que a Caritas quis tomar a sério e está a tentar implementar, derrubando as resistências que sempre se colocam a quem ousa mudar.
Ontem como hoje, a credibilidade da Igreja joga-se muito neste teatro da dignificação das pessoas. A Caritas, como braço solidário, tem um papel de grande relevância social a desempenhar. Tem cumprido bem a sua missão e deve manter sempre acesa a chama da confiança que os mais pobres nela depositam.


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sábado, 1 de janeiro de 2011

Balanço de 2010 e lançamento de 2011

Em 2010 a FEC celebrou 20 anos ao serviço das populações mais carenciadas dos países lusófonos. Actualmente com projectos de cooperação na Guiné-Bissau e em Angola, a FEC coordena também em Portugal a Plataforma de Voluntariado Missionário e a Rede Fé e Desenvolvimento, e produz, em parceria com a Rádio Sim, o Programa Luso Fonias. Em 2010 o Luso Fonias teve 52 emissões com os mais variados temas, dando destaque às questões sociais do momento e trazendo vozes dos vários países lusófonos. Em 2011 o trabalho da FEC vai ser ainda mais intenso, e aqui no Luso Fonias continuaremos a chegar a sua casa todas as semanas. 
Para fazer connosco o balanço de 2010 e lançar ideias para 2011, tivemos no Luso Fonias Susana Réfega, Directora Executiva da FEC, e Tiago Tavares, um dos produtores do Luso Fonias.

Na opinião do P. Tony Neves:
Todos os anos começam com o Dia Mundial da Paz. Em tempo de crise anunciada e vivida por tantos, gostava de andar uns milhares de anos para trás e escutar de novo Isaías, um profeta que viveu num tempo crítico da história de Israel e foi uma luz de esperança. Com ele, o futuro ganhou direito de cidadania. Escutemos algumas das passagens mais apelativas: No capítulo 4, diz que os povos ‘(…) das espadas farão relhas de arado e das lanças forjarão foices’ (Is.4). Esta foi a frase escolhida para colocar à entrada do edifício-sede da ONU em Nova Iorque. Mais adiante está escrito: ‘o lobo habitará com o cordeiro e o leopardo deitar-se-à ao lado do cabrito; o novilho e o leão comerão juntos e um menino os conduzirá; a vaca pastará com o urso e as suas crias repousarão juntas; o leão comerá palha como o boi; a criancinha brincará na toca da áspide e o menino desmamado meterá a mão na caverna da serpente’(Is.11, 9).
Isaías escreveu ainda que, quando vier o Espírito do Alto, ‘no deserto habitará o direito e a justiça na pradaria. A paz será obra da justiça e o fruto da justiça será tranquilidade e segurança para sempre’ (Is.32, 15).
O Profeta fala da cicatrização de todas as feridas e da urgência de tomar atitudes radicais pela justiça e paz: ‘Se tirares da tua casa toda a opressão, o gesto ameaçador e o falar ofensivo; se deres pão ao faminto e saciares a alma do pobre, a tua luz brilhará na escuridão e as trevas tornar-se-ão como o meio-dia (…) Serás chamado reparador de brechas e restaurador de casas em ruínas’(Is. 58, 10-12).
Com o estímulo de Isaías, não cruzemos os braços mas ousemos construir um mundo de justiça e paz abraçados. Desejo a todos os ouvintes um 2011 cheio de Paz.



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sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal em Missão

Em tempo de Natal, fomos procurar saber como se vive a grande festa da família nos vários países lusófonos. Sara Reis esteve um ano em missão com os Leigos para o Desenvolvimento, em Benguela, Angola, e foi lá que passou o último Natal de 2009.
Regressada de Angola há pouco tempo, veio ao Luso Fonias para nos contar como foi essa experiência.



No Em Poucas Palavras tivemos uma mensagem de Natal deixada por Frei Hermínio Araújo, Franciscano.

No opinião do Pe. Tony Neves:
É Natal, é festa. Hoje, o Natal continua a ser a grande festa da família, uma festa de paz, de ternura, mesmo em tempo de crise.
Gostaria, neste momento, de elogiar os Bispos de Portugal que, atendendo à crise que o país e o mundo atravessam, ousaram falar numa só voz, o que acontece pela primeira vez na história, em tempo de Natal. Escreveram: ‘Apesar de tudo, e por vezes contra tudo, a esperança é possível, desde que queiramos construí-la seriamente, porque, tal como Bento XVI afirmou relativamente à caridade, também a esperança só pode ser construída na verdade: na aceitação das responsabilidades individuais e colectivas que estão na origem da crise, na coerência dos comportamentos políticos, sociais e económicos indispensáveis à sua superação e na afirmação da solidariedade, cuja bandeira tantas vezes se desfralda em vão.
É a esperança, assim fundamentada, que é preciso construir, manter e divulgar. O tempo de Natal convida a este anúncio da corresponsabilidade de todos e cada um para uma nova consciência do bem comum como força e coragem para a promoção da dignidade humana de todos os Portugueses. Que os pobres experimentem a ternura da Igreja em Portugal, através de gestos concretos de partilha e solidariedade. A aceitação positiva das privações é fundamental para ultrapassarmos a presente crise com esperança, contribuindo para o bem de toda a comunidade.
Celebrar o Natal é reviver a confiança que Deus põe na pessoa humana, em solidariedade total, sem fronteiras entre o céu e a terra. «Cristo é a nossa esperança» (1 Tm 1,1). Festejar o Natal de Cristo é fortalecer e dar futuro à esperança na sociedade, nas famílias, nos locais de trabalho, no coração de cada homem e mulher’ - assim disseram os Bispos de Portugal.
Queria aproveitar esta oportunidade para desejar a todos um Santo Natal com votos de que o Menino do Presépio ajude o mundo a abrir mais caminhos de solidariedade, de justiça e de partilha fraterna. Se este for o Natal mais complicado da sua vida, não desespere, abra o coração ao Menino de Belém. Santo Natal.


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sábado, 18 de dezembro de 2010

ODM: o que falta fazer?

No ano 2000, as Nações Unidas assumiram na Declaração do Milénio o compromisso de erradicar do mundo alguns dos seus piores males. Assim surgiram os 8 Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, também conhecidos pela sigla ODM, que cobrem temas como a fome e a pobreza extrema, a educação, a saúde, a igualdade de género, as doenças graves e o ambiente. Quando estamos a 5 anos da meta estabelecida para se alcançarem os 8 Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, os Estados-membros das Nações Unidas analisaram este ano o cumprimento dos objectivos e traçar novos caminhos para que eles possam ser alcançados até 2015.
Para fazer connosco o ponto de situação dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, tivemos no Luso Fonias Inês Campos, da Objectivo 2015.

No Em Poucas Palavras, divulgamos a nova associação Karingana Wa Karingana, que promove acções de apoio, solidariedade, cooperação e desenvolvimento junto dos países de expressão lusófona. A primeira acção desta associação é uma campanha de recolha de livros para Moçambique.

Na opinião do Pe. Tony Neves:

Desde 2000, quando aconteceu a Cimeira do Milénio, não se fala de outra coisa. Os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio são chamados para tudo ou quase, pelas melhores e pelas piores razões. Pela melhores, porque o combate mundial pelo desenvolvimento dos povos e contra a pobreza, merecem todo o apoio e preocupação. Pelas piores razões, porque, infelizmente, os ODM são, em muitos casos apenas uma bandeira que se mostra, mas as opções políticas e económicas dos países mais ricos não mostram muito interesse pela melhoria da qualidade de vida dos mais pobres.
Gostava de dar um exemplo concreto acerca da preocupação pelo sucesso dos ODM. Sol Sem Fronteiras é uma organização que concretiza projectos de desenvolvimento e voluntariado na África lusófona e no Brasil. Realizou recentemente, em Lisboa, a sua Assembleia-Geral e escolheu como título ‘Objectivos do Milénio – Balanço dos 10 anos’. Para abordar este tema, foi convidado o P. José Augusto Leitão, missionário do Verbo Divino, que coordena a Antena Portuguesa da Rede Fé e Justiça África-Europa.
Durante a conferência, este missionário apresentou o balanço da Cimeira da ONU que, em Nova Iorque, fez a avaliação da evolução do mundo nos últimos 10 anos, sobretudo nos que diz respeito o estado actual de cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio no mundo. Ficam na memória as palavras do P. José Augusto que diz que realizar os objectivos até 2015 será muito difícil, mas a sua existência e luta para que se cumpram é uma grande vitória, mas ao mesmo tempo uma grande luta em que nos devemos empenhar.
Traçar objectivos, metas e estratégias é muito importante na medida em que passamos a ter horizonte para onde caminhar e números a comparar. Estamos longe da redução da pobreza do mundo para metade. Mas fez-se um longo caminho na tomada de consciência de que a pobreza existe e não faz sentido. Há que a combater por todos os meios, em nome da justiça e da dignidade e direitos das pessoas.

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sábado, 11 de dezembro de 2010

O desafio das montanhas

No dia 11 de Dezembro comemora-se o Dia Internacional das Montanhas. As montanhas são cruciais para a vida na Terra: são fonte de água doce para metade da humanidade e são o habitat natural de muitas espécies. Mas as montanhas estão também ameaçadas pelas alterações climáticas, pela exploração excessiva e pela degradação ambiental. As comunidades das montanhas estão entre as populações mais pobres do mundo: cerca de 840 milhões de pessoas subnutridas vivem em regiões de montanha.
Foi precisamente para chamar a atenção para as consequências do aquecimento global nas montanhas e nas populações locais que surgiu o projecto Ice Care, fundado em 2009 por José Maria Abecasis Soares, que foi entrevistado no Luso Fonias. 

Na opinião do Pe. Tony Neves:
A montanha é um lugar fantástico. É lá que a natureza mostra a sua beleza mais diversificada. É um lugar, regra geral, distante dos grandes povoados. É um lugar que se vê de longe, rasgando os céus. É um desnível geográfico onde se sobe e se saboreia uma paisagem de sonho, com um panorama de cortar a respiração. É onde o ar parece mais fresco e mais puro... Enfim, o fascínio de subir à montanha é enorme e as fotos que de lá se fazem podem encher de horizonte e de beleza os olhos e os corações.
Mas, ás portas do natal, permitam-me que veja a montanha com outro olhar: o da fé. A Bíblia apresenta a montanha como um lugar onde Deus está mais presente. Ousar subir à montanha é correr o risco de escutar melhor a voz de Deus: foi assim com Moisés quando subiu ao Monte Sinai e de lá escutou Deus a segredar-lhe aos ouvidos o projecto de felicidade e salvação que ele gravou nas tábuas dos dez mandamentos. Foi assim que Pedro, Tiago e João viram Jesus a transfigurar-se no Monte Tabor. Foi também num Monte Calvário que Cristo mostrou que Deus ama o mundo ao morrer crucificado. Foi do alto de monte que Jesus enviou os discípulos em Missão, pelos caminhos do mundo, e viveu o grande momento da Ascensão. Então, para os cristãos, subir à montanha é partir ao encontro de um espaço de horizonte largo e de silêncio que permite ouvir melhor os apelos de Deus.
Dói o coração ver tantas montanhas varridas pelos incêndios. É a beleza que se apaga. É a biodiversidade que se destrói. É a riqueza que se queima. Preservar as montanhas é colaborar com Deus na manutenção da beleza da criação. É garantir melhores condições de sobrevivência para todos os seres criados. É respeitar o património riquíssimo que Deus legou à humanidade.
Em tempo de Advento, subamos às montanhas onde podemos ver melhor a vida das pessoas e ousemos partir ao encontro dos mais pobres que aguardam, com urgência, pela nossa solidariedade e espírito de partilha fraterna.

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sábado, 4 de dezembro de 2010

Presentes Solidários 2010

Pelo quinto ano consecutivo, a Fundação Evangelização e Culturas lança a campanha Presentes Solidários. Depois de no ano passado ter distribuído mais de 5000 presentes, este ano a FEC propõe mais 8 novos presentes, um para cada país lusófono. Cada um deles é um apoio concreto à educação, à saúde e ao bem-estar de crianças e idosos, à qualidade da água ou ao desenvolvimento rural em zonas carenciadas. Este ano a campanha conta com a ajuda de 8 figuras públicas que dão a cara por esta causa solidária.
Para nos explicar tudo sobre esta campanha, tivemos no Luso Fonias Emanuel Oliveira, Coordenador da Campanha, e o nadador Miguel Arrobas, um dos padrinhos dos Presentes Solidários deste ano. 

Na opinião do Pe. Tony Neves:
Não é uma fuga de uma informação confidencial, mas parece-me um dado relevante. A Comunidade Espiritana da Casa provincial, em Lisboa, reuniu a 2 de Dezembro e, entre outras decisões relevantes, optou por oferecer, neste Natal, os presentes solidários da Fundação Evangelização e Culturas. Ora, já na última página do jornal ‘Acção Missionária’ deste mês de Dezembro pode ler-se: ‘Quer ser solidário(a)? Quer ser original neste Natal? Então, alinhe nos Presentes Solidários que a Fundação Evangelização e Culturas propõe. A lógica é sempre a mesma: dar a duplicar, pois a prenda que dá aos seus amigos vai reverter a favor de um projecto de desenvolvimento num dos países do espaço lusófono.
A Educação apanha dois dos projectos: Angola terá uma Bolsa do Professor, para comprar manuais escolares para a região de Capelongo e Mulondo; a Guiné também vai ser contemplada, apoiando o trabalho da Comissão da Educação e Ensino da Diocese de Bissau.
A Saúde sai beneficiada no projecto da maleta de medicamentos a oferecer ao centro Nutricional e ao Infantário de Mecanhelas, no interior de Moçambique: medicamentos contra a malária e a diarreia e leite em pó, porque ali chegam mais de 400 bebés por ano.
Para os idosos vai o projecto de S. Tomé, com a oferta de uma cama àqueles que são abandonados pelas suas famílias e estão a ser a apoiados pela Diocese.
Os mais pobres de S. Amaro, em Cabo Verde, vão receber porcos para garantir apoio alimentar e potenciar o comércio local.
Timor vai ter um poço para garantir água potável à Casa de Formação que os Capuchinhos construíram para formar jovens agricultores, na diocese de Maliana.
Os povos indígenas do Roraima, no interior do Brasil, vão receber materiais de construção para casas de formação de líderes indígenas.
O Voluntariado Missionário, sempre a crescer em Portugal (em 2010 partiram 300), terá uma Bolsa para apoiar a formação dos que desejam partir em Missão.
Eu fiz a minha parte. Comprei presentes solidários e convidei outros a fazê-lo. Vá lá, faça o mesmo. É uma forma concreta de lutar contra a pobreza e de viver um Natal mais solidário.

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