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sábado, 16 de outubro de 2010

Rede Fé e Desenvolvimento


Com base na Doutrina Social da Igreja, que incita à participação na transformação do mundo, a Fundação Evangelização e Culturas criou em 2009 a Rede Fé e Desenvolvimento. Esta Rede tem trabalhado com várias dioceses e movimentos da Igreja Católica, promovendo uma reflexão sobre os temas do Desenvolvimento e mobilizando esses grupos para serem mais activos na discussão de problemas globais, como o cumprimento dos Objectivos do Milénio ou as alterações climáticas.
Para nos explicar em que consiste a Rede Fé e Desenvolvimento, o Luso Fonias conta com a participação de Margarida Alvim, Coordenadora da Rede.

Na opinião do P. Tony Neves:

«A Rede Fé e Desenvolvimento nasceu para ajudar a Igreja e a sociedade a perceber a importância dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM) em que os Governos sem comprometem a reduzir a pobreza do mundo para metade até 2015. Trata-se de um projecto apoiado pela Campanha do Milénio das Nações Unidas, que pretende sensibilizar e mobilizar a Igreja Católica para as questões do desenvolvimento, actuando no mundo e em diálogo com as outras confissões religiosas e restante sociedade civil. Uma das últimas iniciativas foi a de acompanhar por dentro a Cimeira da ONU para a avaliação dos ODM, que se realizou em Nova Iorque a 27 e 28 de Setembro.
A Margarida Alvim, que coordena esta Rede criada no âmbito da Fundação Evangelização e Culturas, aceitou esta missão como um desafio, como explicou: ‘este trabalho contribui, mais uma vez, muito para o meu próprio desenvolvimento, como cidadã e como crente. Só tenho a agradecer a Deus e à FEC esta oportunidade. A Rede Fé e Desenvolvimento transporta-me para o Mundo’.
Trabalhar em Rede é hoje um imperativo. Ninguém faz nada sozinho e os problemas do mundo têm tal dimensão que só unindo esforços e corações se podem tentar resolver. Por isso, a Margarida Alvim acredita que a missão da Rede Fé e Desenvolvimento lança desafios à Igreja: ‘Ela deve ter uma voz mais activa e forte no exercício da sua cidadania. Porque tem autoridade para o fazer, porque faz parte da sua Missão e porque como crentes, temos a obrigação acrescida de intervir na construção de uma sociedade mais justa, e isso passa pelo acompanhamento das políticas, pela acção, pela sensibilização, pelo desmascarar injustiças, pelo fazer pontes’.
Percebemos, pelos resultados da Cimeira, que a Pobreza ainda está para durar e o objectivo de acabar com metade até 2015 será mais miragem que concretização. Mas não é tempo de cruzar os braços porque o grito dos pobres continua a ecoar bem alto e bem fundo nos nossos ouvidos de pessoas marados com o carimbo do Evangelho que nos obriga a partir ao encontro dos mais pobres».

Ouça este programa e os mais antigos na Telefonia
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terça-feira, 16 de outubro de 2007

O dia em que o mundo conheceu João Paulo II

Passam hoje 29 anos sobre o dia 16 de Outubro de 1978, data em que o mundo ficou a conhecer João Paulo II, o Papa que vinha da Polónia e que fugia a todas as previsões para a sucessão de João Paulo I, após pouco mais de um mês de pontificado.

Logo nas primeiras palavras, uma mensagem de força e de confiança: "não tenhais medo". O Papa com o nome estranho (na multidão houve quem pensasse que seria um africano) fala na primeira pessoa do singular em vez do plural: esta afirmação de identidade vem acompanhada de uma experiência histórica notável, atravessando guerras mundiais e a vivência sob um regime comunista, que fala ao coração de milhões de pessoas.

Tendo-se formado num contexto diferente dos Papas anteriores, João Paulo II viria a imprimir na Igreja um novo dinamismo, impondo ao mesmo tempo um maior rigor teológico e disciplinar.

O Papa polaco foi uma das figuras mais marcantes da história recente, na Igreja e no mundo, deixando atrás de si a herança de um longo Pontificado de 26 anos e meio.
Karol Wojtyla nasceu no dia 18 de Maio de 1920 em Wadowice, no sul da Polónia, filho de Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, e Emília Kaczorowsky, uma jovem de origem lituana.

Aos 9 anos de idade recebeu um duro golpe, o falecimento de sua mãe ao dar à luz a uma menina que morreu antes de nascer. Três anos mais tarde faleceu o seu irmão Edmund, com 26 anos, e em 1941 morre o seu pai.

Em 1938 foi admitido na Universidade Jagieloniana, onde estudou poesia e drama. Durante a II Guerra Mundial (1939- 1945) esteve numa mina em Zakrzowek, trabalhou na fábrica Solvay e manteve uma intensa actividade ligada ao teatro, antes de começar clandestinamente o curso de seminarista. Durante estes anos teve que viver oculto, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia.

Segundo relata o actual Pontífice, estas experiências ajudaram-no a conhecer de perto o cansaço físico, assim como a simplicidade, a sensatez e o fervor religioso dos trabalhadores e pobres.

As marcas no seu corpo começam a aparecer quando em Fevereiro de 1944 é atropelado por um camião alemão e é hospitalizado.

Ordenado sacerdote em 1946, vai completar o curso universitário no Instituto Angelicum de Roma e doutora- se em teologia na Universidade Católica de Lublin, onde foi professor de ética.

A forma filosófica, que integrava os métodos e perspectivas de fenomenologia na filosofia Tomistica, de gerir as questões que se lhe apresentavam no dia a dia, estão relacionadas com a sua "devoção" ao pensador Alemão Mas Scheler.

No dia 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do administrador apostólico de Cracóvia, D. Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do episcopado polaco. Participou no Concílio Vaticano II, onde colaborou activamente, de maneira especial, nas comissões responsáveis na elaboração da Constituição Dogmática Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes. Durante estes anos o então Bispo Wojtyla combinava a produção teológica com um intenso labor apostólico, especialmente com os jovens, com os quais compartilhava tantos momentos de reflexão e oração como espaços de distracção e aventura ao ar livre.

No dia 13 de Janeiro de 1964 faleceu D. Baziak e Wojtyla sucedeu-lhe na sede de Cracóvia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracóvia em Arquidiocese.

Durante este período como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, pela promoção do apostolado juvenil e vocacional, pela construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, pela promoção humana e formação religiosa dos operários e também pelo estímulo ao pensamento e publicações católicas. Representou igualmente a Polónia em cinco sínodos internacionais de bispos entre 1967 e 1977.

Em Maio de 1967, aos 47 anos, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI.

Em 1978 morre o Papa Paulo VI, e é eleito como novo Papa o Cardeal Albino Luciani de 65 anos que tomou o nome de João Paulo I.

O "Papa do Sorriso", entretanto, falece 33 dias após a sua nomeação e no dia 15 de Outubro de 1978, o Cardeal Karol Wojtyla é eleito como novo Papa, o primeiro papa não-italiano desde 1522, ano da eleição do holandês Adriano VI.




Homem de luta num mundo em mudança


O Papa que veio do Leste recebeu uma Igreja cujo governo atravessava uma certa crise, presa na tensão entre os avanços do Concílio e a perda de identidade perante a modernidade.

A enorme produção doutrinal do Papa deve, pois, ser lida à luz da necessidade de dar respostas pastorais a um mundo em mudança. João Paulo II sempre foi capaz de definir etapas mobilizadoras da Igreja e do mundo, na busca de uma identidade forte – visível na devoção mariana e na formulação de um todo doutrinal – que fosse capaz de sustentar o diálogo com outras confissões religiões.

A sensibilidade para as implicações na sociedade da acção da Igreja não inviabilizou que o Pontificado tivesse dado prioridade à acção pastoral, mesmo sem secundarizar a política. A ideia, explícita logo desde a primeira encíclica, é recentrar a mensagem cristã em Jesus, que revela ao homem o seu destino e a sua dignidade.

A “Redemptor Hominis” de João Paulo II revela-o atento à necessidade não só do diálogo ecuménico com todas as Igrejas cristãs, mas também com todas as religiões. Neste Pontificado há uma grande novidade: o Papa sabe que o mundo não se tornará completamente cristão ou católico, sabe que é necessário viver com os demais, sejam judeus, muçulmanos ou ateus, e isto é radicalmente novo na concepção da Igreja.

Esta novidade representou um ponto fundamental deste Pontificado, a consciência de que a experiência católica tem de conviver com outras, e é pela qualidade desse convívio que ela pode evangelizar.

Muitos falaram de um “Papa político”, alguém que lutou abertamente contra os regimes comunistas de Leste desde a sua primeira viagem à Polónia em 1979 e contra o capitalismo reinante na sociedade ocidental. A Igreja é desafiada a resistir, anunciar e mudar: os apelos do Papa em favor do Terceiro Mundo percebem melhor à luz destas premissas.

As profundas transformações ocorridas na Europa no final do segundo milénio e no início do terceiro tiveram em João Paulo II um dos principais protagonistas. No começo do pontificado de João Paulo II, a Europa, pelo Tratado de IALTA, continuava dividida em dois blocos por motivos ideológicos e geopolíticos. Começava a surgir, à época, o Sindicado Solidariedade, que ameaçava provocar instabilidade não só no interior da Polónia mas também em outros países do Leste Europeu.

O Papa apoiou e estimulou a chamada “Ostpolitik”, conduzida pelo seu Secretário de Estado, o Cardeal Agostinho Casaroli, e continuada pelo seu sucessor, o Cardeal Angelo Sodano. O processo culminou, no período do Presidente Gorbachev, em Março de 1990, com o restabelecimento das relações oficiais entre o Vaticano e a ex-União Soviética.

João Paulo II era um ardoroso defensor da “Grande Europa”, que se estende do Atlântico aos Urais. A “Grande Europa”, segundo ele, deve respirar com os dois pulmões, alimentar-se com a riqueza das duas tradições: a cristã-ocidental e a eslavo-ortodoxa.

Menos unânimes, mas igualmente firmes, foram as posições do Papa sobre os temas do matrimónio, da família, da defesa da vida desde a sua concepção até ao momento da morte natural ou da moral sexual. Essa acção, mesmo se contestada, apresenta João Paulo II como uma consciência crítica, em referência constante ao Evangelho.

Com o final da guerra fria, os medos da humanidade viraram-se para a guerra das civilizações, confrontos com motivações religiosas entre o mundo árabe e o Ocidente. O papel de João Paulo II, mesmo debilitado pela idade e a doença, voltou a ser fundamental. A campanha contra a guerra no Iraque foi o acto que simbolicamente congregou as iniciativas e apelos de paz de João Paulo II ao longo de 26 anos, nascidos da convicção de que o respeito pelos direitos humanos é o único caminho para os povos.






In www.agencia.ecclesia.pt

sábado, 13 de outubro de 2007

Os números e a globalização de Fátima

O culto a Nossa Senhora de Fátima está espalhado pelo globo. Ao nível de santuários, o continente americano é aquele que tem mais (106) e a Oceânia o que possui menos (5) A Europa aproxima-se a passos largos da centena (84) e África tem 26. Estes são alguns dados que a exposição «Fátima no mundo», a decorrer no Centro Pastoral Paulo VI (Fátima), mostra até ao próximo dia 6 de Janeiro. Esta iniciativa, integrada nas comemorações dos 90 anos das aparições mostra o eco mundial da Mensagem que ressoou na Cova da Iria, pela primeira vez, no longínquo 13 de Maio de 1917.


No domínio das estatísticas, este evento oferece aos visitantes outros dados curiosos. África (3); América (12); Ásia (1); Europa (1) tem dioceses cuja padroeira é Nossa Senhora de Fátima. Já ao nível de paróquias, a América está muito acima dos outros continentes. Tem cerca de 700, mais de metade que os restantes continentes.


Em todo o mundo existem 920 igrejas dedicadas a Nossa Senhora de Fátima. O continente europeu tem cerca de metade (458) e a América vem logo a seguir com 310 Igrejas. O último lugar do pódio pertence à Ásia com 89 igrejas.


A Mensagem de Fátima também chegou ao mundo do Ensino. Só na América existem mais de duas centenas de escolas dedicadas à Senhora que apareceu na Cova da Iria. A Europa e a África juntas contam com cerca de 150 escolas ligadas a Fátima. A Oceânia tem apenas 6 escolas.


Além destes dados, existem outros sinais da presença da Mensagem de Fátima em áreas tão diferentes como as actividades económicas e a comunicação social, as instituições de solidariedade social e a saúde, os monumentos e a toponímia. Actualmente, o Santuário de Fátima dispõe de 7415 registos, distribuídos pelos cinco continentes.


Na exposição estão patentes vários computadores onde o globo roda e sinaliza os locais onde a Mensagem de Fátima criou raízes.










Aparições, 90 anos de Fátima

A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.

Por volta do meio-dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.

Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70 000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência.
Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de quatro milhões.



Cronologia de Fátima

1916 - Primavera, Verão e Outono - Aparições do Anjo.

1917 - Nos dias 13 dos meses de Maio, Junho, Julho, Setembro e Outubro - Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria; em 19 de Agosto, nos Valinhos.

04-04-1919 - Morre o vidente Francisco Marto, em Aljustrel.

28-04-1919 - Início da construção da Capelinha das Aparições.

20-02-1920 - Morre a vidente Jacinta Marto, no Hospital de Dª Estefânia, em Lisboa.

13-10-1921 - É Permitida a celebração da Missa, pela primeira vez, junto à Capelinha das Aparições.

06-03-1922 - A Capelinha das Aparições é destruída, sendo restaurada um ano depois.

03-05-1922 - Provisão do Bispo de Leiria, mandando instaurar o processo canónico sobre os acontecimentos de Fátima.

13-10-1922 - Inicia-se a publicação da "Voz de Fátima".

26-06-1927 - O Bispo de Leiria preside, pela primeira vez, a uma cerimónia oficial na Cova da Iria, depois da bênção das estações da Via-Sacra, desde o Reguengo do Fetal (11 Kms).

13-05-1928 - Lançamento da primeira pedra da Basílica.

13-10-1930 - Pela Carta Pastoral "A Divina Providência", o Bispo de Leiria declara "dignas de crédito as visões das crianças na Cova da Iria" e permite oficialmente o culto de Nossa Senhora de Fátima.

13-05-1931 - Primeira Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria, feita pelo Episcopado Português, no seguimento da Mensagem de Fátima.

12-09-1935 - Trasladação dos restos mortais de Jacinta Marto, do cemitério de Vila Nova de Ourém para o de Fátima.

13-05-1942 - Grande peregrinação para assinalar o 25º aniversário das Aparições.

31-10-1942 - Pio XII, falando em português pela rádio, consagra o Mundo ao Imaculado Coração de Maria, com menção velada da Rússia, segundo o pedido de Nossa Senhora.

13-05-1946 - Coroação da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, da Capelinha das Aparições (coroa oferecida pelas mulheres portuguesas), pelo Cardeal Masella, Legado Pontifício.

01-05-1951 - Trasladação dos restos mortais de Jacinta Marto, do cemitério de Fátima para a Basílica do Santuário.

13-10-1951 - Encerramento do Ano Santo (Universal), em Fátima, pelo Cardeal Tedeschini, Legado Pontifício.

13-03-1952 - Trasladação dos restos mortais de Francisco Marto, do cemitério de Fátima para a Basílica do Santuário.

07-07-1952 - Consagração dos Povos da Rússi ao Imaculado Coração de Maria, pelo Papa Pio XII.

07-10-1953 - Sagração da Igreja do Santuário de Fátima.

12-11-1954 - O Papa Pio XII concede o título de Basílica menor à Igreja do Santuário.

13-05-1956 - O Cardeal Roncalli, Patriarca de Veneza, futuro Papa João XXIII, preside à peregrinação internacional aniversária.

01-01-1960 - Início do Sagrado Lausperene no Santuário de Fátima.

21-11-1964 - Ao encerrar a 3ª sessão do Concilio Ecuménico Vaticano II, o Papa Paulo VI anuncia diante dos 2.500 padres conciliares, a concessão da Rosa de Ouro ao Santuário de Fátima.

13-05-1965 - Entrega da Rosa de Ouro pelo Cardeal Fernando Cento, legado Pontifício, durante a Peregrinação Internacional Aniversária.

13-05-1967 - O Papa Paulo VI desloca-se a Fátima, no cinquentenário da 1ª Aparição de Nossa Senhora, para pedir a paz no mundo e a unidade da Igreja.

13-05-1977 - A Peregrinação do 60º aniversário da 1ª Aparição foi presidida pelo Cardeal Humberto Medeiros, Arcebispo de Boston, legado Pontifício.

10-07-1977 - Peregrinação a Fátima do Cardeal Albino Luciani, Patriarca de Veneza, depois Papa João Paulo I.

19-09-1977 - Elevação de Fátima à categoria de Vila.

12/13-05-1982 - O Papa João Paulo II vem em peregrinação a Fátima agradecer o ter escapado com vida, um ano antes, na Praça de S. Pedro, e, de joelhos, consagra a Igreja, os Homens e os Povos, com menção velada da Rússia, ao Imaculado Coração de Maria.

25-03-1984 - Na Praça de S. Pedro, no Vaticano, diante da Imagem de Nossa Senhora de Fátima ida expressamente da Capelinha das Aparições, João Paulo II faz, uma vez mais, a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, em união com todos os Bispos do Mundo.

12/13-05-1991 - O Santo Padre João Paulo II vem pela segunda vez a Fátima, como peregrino, no 10º aniversário do seu atentado na Praça de S. Pedro, no Vaticano, presidindo à Peregrinação Internacional Aniversária.

04-06-1997 - A Assembleia da República Portuguesa eleva a Vila de Fátima à categoria de cidade.

13-05-2000 - Beatificação de Francisco e Jacinta Marto, por ocasião da 3ª visita de João Paulo II a Fátima.

13-02-2005 - Falecimento da Ir. Lúcia.

02-04-2005 - Falecimento de João Paulo II.

19-02-2006 - Trasladação do corpo da Irmã Lúcia do Convento de Santa Teresa, em Coimbra, para a Basílica do Santuário de Fátima.










sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Números que impressionam

Hoje será inaugurada a nova Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, na presença do Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano e enviado especial de Bento XVI para a cerimónia.



A obra impressiona sob vários aspectos, com números para todos os gostos:


8633 - capacidade total da igreja (3175 + 5458),incluindo 76 lugares para pessoas com deficiência



9 - projectos arquitectónicos apresentados para a nova igreja



7,5 - metros de altura do crucifixo de bronze esculpido pela irlandesa Catherine Green, suspenso sobre o altar



13 - número total de portas, numa referência aos dias 13, das Aparições da Nossa Senhora



25 - idiomas utilizados nos painéis de vidro colocados na porta principal



500 - metros quadrados da área do mural em ouro e terracota, colocado atrás do altar



130 000 - metros cúbicos de volume total da igreja



15 - metros de altura média do edifício



5 - quilómetros de estacas utilizadas



7000 - toneladas de aço e metros cúbicos de betão branco



50 000 - metros cúbicos de betão cinzento



70 000 000 - de Euros, custo total estimado da obra



64 - metros quadrados, área total da porta de entrada



3 - capelas da Reconciliação, que servirão também para outras celebrações



64 - gabinetes/confessionários, para peregrinos portugueses e estrangeiros



120 - lugares para acólitos no presbitério da igreja



12 315 - metros quadrados, área da cobertura



1476 - metros quadrados de área do espaço de convívio e reunião para peregrinos, debaixo da igreja



38 516 - metros quadrados de área bruta de construção



125 - metros de diâmetro na zona da Assembleia



3075 - trabalhadores registados



296 - empresas envolvidas nos trabalhos



3500 - quilos de cada porta de entrada.









Nova Igreja de Fátima

Obra do arquitecto greco-ortodoxo Alexandros N. Tombazis combina a luz e a tecnologia



Sonhada há já 30 anos, a nova igreja da Santíssima Trindade será inaugurada esta Sexta-feira após quase quatro anos de obras, tornando-se o maior recinto público fechado do país. Tem forma circular, com 125 metros de diâmetro, e é sustentada por um grande pilar que suporta toda a cobertura e evita colunas no interior do templo. O projecto, desenhado pelo arquitecto greco-ortodoxo Alexandros N. Tombazis, combina a luz e a tecnologia, procurando respeitar a atmosfera de Fátima.

Com um volume de quase 130 000 metros cúbicos e uma altura média de 15 metros (a altura exterior ultrapassa levemente a actual colunata, permanecendo a torre da Basílica como o elemento dominante), a nova igreja de Fátima tem uma nave central de nove mil lugares sentados, configurada para duas capacidades diferentes: um primeiro espaço para 3175 pessoas, separado por um biombo, poder ser completamente aberto em caso de necessidade.

No altar está colocado sobre uma caixa de prata, o fragmento marmóreo retirado do túmulo de S. Pedro no Vaticano e oferecido pelo Papa João Paulo II.

Ao centro do Altar, está suspenso um grande crucifixo de bronze esculpido pela irlandesa Catherine Green, de 7,5 metros de altura, com características iconográficas próximas da arte bizantina: "um Cristo não tanto sofredor, mas sim um Cristo pascal, redentor, de Glória para a Santíssima Trindade", como explicou aos jornalistas o Reitor do Santuário.

No presbitério está ainda uma imagem da Nossa Senhora de Fátima esculpida em mármore branco de Carrara, com três metros de altura da autoria do italiano Benedetto Pietrogrande.

A parede atrás do altar é decorada por um grande painel que tem cerca de 500 metros quadrados, de ouro e terracota, da autoria do jesuíta esloveno, Pe. Marko Ivan Rupnik. A obra intitula-se “Chamamento Universal da Igreja”, relacionada com a Jerusalém Celeste de que fala o Apocalipse nos Capítulos 21 e 22.

O interior da igreja é iluminado pelo tecto, através de janelas viradas para Norte (sheds), dando prioridade à luz natural. Será possível mudar a iluminação, em diferentes lugares e com diferentes intensidades, com a ajuda de um sistema computorizado. Simbolicamente, a orientação dos sheds lança o olhar em direcção à Basílica já existente.











Exterior

O custo total da maior obra de construção civil deste tipo realizada em Portugal (só na primeira fase da construção foram utilizados mais de cinco quilómetros de estacas, sete mil toneladas de aço, 50 mil metros cúbicos de betão cinzento e mais de sete mil metros cúbicos de betão branco) deverá atingir os 70 milhões de euros, uma verba superior ao orçamento inicial, mas justificada por trabalhos a mais, alguns erros e actualização de preços.

Além das cerimónias religiosas, há espaços polivalentes que podem ser também utilizados para acolher grandes eventos que decorram em Fátima. Os espaços exteriores estão pavimentados com calçada portuguesa (cerca de 22 mil metros quadrados).

O edifício tem 13 portas: 12 laterais dedicadas aos Apóstolos, em bronze, e a porta central, de 64 metros quadrados, consagrada a Cristo, com simbologia teológica trinitária.

A porta é ladeada por dez painéis superiores de bronze – Mistérios do Rosário – da autoria do artista plástico português Pedro Calapez. É ladeada ainda, por duas grandes paredes de vidro, do autor canadiano Kerry Joe Kelly onde estão gravadas, em 25 idiomas quatro frases: "A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós"; "Os Céus proclamam a Glória de Deus; o Firmamento anuncia a obra das Suas Mãos"; "Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos, pois digo-vos que os seus Anjos, no Céu, vêem constantemente a face de meu Pai que está no Céu"; "Que é o homem para te lembrares dele, filho do homem para com ele te preocupares?".

No pórtico de entrada está uma escultura da cipriota Maria Luizidou, que conjuga anjos e sombras em volta do apelo "Venite Adorem – Vinde e Adoremos".

Para além da Cruz Alta do alemão Robert Schad, o espaço contará com estátuas dos Papas Pio XII, Paulo VI e além de D. José Alves Correia da Silva (primeiro Bispo depois da restauração da Diocese).

João Paulo II vai ter um lugar de destaque, com uma estátua e uma frase do Papa polaco a ficarem perto da entrada principal. As palavras inscritas são de uma oração à Santíssima Trindade, que o próprio fez na Capelinha das Aparições, ao iniciar a sua peregrinação em 1982.












Interior

A chamada "zona da reconciliação", junto à entrada do lado sul, é um local privilegiado para a confissão sacramental e a reflexão. Uma rampa assegura o acesso alternativo às escadas.

O piso inferior é adornado por um painel de azulejos da autoria de Álvaro Siza Vieira, constituindo “A Galilé dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo”. Este átrio dá acesso a várias capelas - Capela da Morte de Jesus, Capela do Sagrado Coração de Jesus e Capela do Sagrado Coração de Maria - bem como aos confessionários e sacristias.

O átrio conta com dois espelhos de água, um alusivo ao Baptismo (água a cair) e outro à Criação (água a jorrar). Entre estes dois espelhos há uma ligação de acesso ao espaço de convívio que adoptará o nome de Santo Agostinho, onde ocorrerão encontros de evangelização ou outros eventos congéneres.

A “zona da reconciliação” é composta por uma área para peregrinos portugueses, com salão-capela de 600 lugares sentados e 32 gabinetes/confessionários, e outra área para peregrinos estrangeiros, com 2 capelas de 120 lugares cada e 32 gabinetes/confessionários.

Um espaço será reservado para o Lausperenne (Adoração Eucarística), que assim deixa a capela junto à colunata sul.












Arte do mundo em Fátima

Vários artistas de renome internacional e de vários países estão responsáveis pela concretização das principais peças iconográficas da Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima.

Os responsáveis pela obra lembram que "sendo o Santuário de Fátima um local de carácter internacional, por onde passam anualmente peregrinos de várias dezenas de nacionalidades, o novo espaço pastoral procurará que também através das obras de iconografia possa transparecer esta mesma universalidade".

O Santuário consultou os directores dos principais museus de vários países para que indicassem nomes de artistas, que foram depois convidados a apresentar as suas propostas.











Das propostas que chegaram, foi feita a seguinte selecção:

1. Entrada Principal – Porta Principal – Painéis superiores laterais, de bronze - Autor: Pedro Calapez (Portugal)

2. Entrada Principal – Porta Principal – Painéis inferiores, de vidro - Autor: Kerry Joe Kelly (Canadá)

3. Escultura do Pórtico de Entrada – Autora: Maria Loizidou (Chipre)

4. Crucifixo Interior da Igreja – Autora: Catherine Green (Irlanda)

5. Imagem de Nossa Senhora de Fátima, no Presbitério da Igreja – Autor: Benedetto Pietrogrande (Itália)

6. Parede de Fundo do Presbitério da Igreja – Autor: P. Marko Ivan Rupnik (Eslovénia)

7. Painel de Azulejos no Átrio dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo – Autor: Arq. Álvaro Siza Vieira (Portugal)

8. Estátua do Papa João Paulo II, no Exterior da Igreja – Autor: Czeslaw Dzwigaj (Polónia)

9. Cruz Alta, no Exterior (no adro) da Igreja – Autor: Robert Schad (Alemanha)


















Há Festa em Fátima

Dedicação da igreja da Santísssima abre ciclo culminante das celebrações dos 90 anos das Aparições



A inauguração, esta tarde, da igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, dá início ao ciclo culminante das celebrações dos 90 anos das Aparições, na Cova da Iria.

Cerca de 40 Cardeais e Bispos de diversas nacionalidades acompanharão hoje o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, enviado pessoal de Bento XVI para presidir às cerimónias.

O Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, estará presente na dedicação da igreja, tendo sido ainda anunciadas as presenças de Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República, e do ministro da presidência, Pedro Silva Pereira.

A Peregrinação Internacional de Outubro deverá contar com centenas de milhares de peregrinos do país e de todo o mundo.



PROGRAMA GERAL


Dia 12 de Outubro

Congresso "Fátima para o Século XXI"



09h30 – O Sofrimento e as intervenções de Deus na História – P. Jacinto de Farias, scj

11h15 – O dom dos Pastorinhos à Igreja e ao mundo (no contexto da nova evangelização) – D. José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos

16.00 - Na Capelinha, saudação ao Legado Pontifício e aos peregrinos.

16.30 - Início da Dedicação da Igreja da Santíssima Trindade.

17.00 - Rito da Dedicação da ISST, com Eucaristia.

21.30 - Bênção das Velas, Rosário e procissão para o Altar do Recinto.

22.45 - Eucaristia no Recinto do Santuário.



Dia 13 de Outubro

0.00 às 7h00 - Vigília Nocturna, início na Igreja da Santíssima Trindade.

09.00 - Rosário na Capelinha.

10.30 - Concelebração Eucarística, Bênção dos Doentes, Procissão do Adeus.

15.00 - Igreja da Santíssima Trindade – Oratória "Fátima Sinal de Esperança para a Humanidade"

16h30 – cerimónia da bênção da Sala de Imprensa da Igreja da Santíssima Trindade. Presidirá ao acto o Legado Pontifício, o Cardeal Bertone.



Apresentação da versão portuguesa do livro "A última vidente de Fátima", do Cardeal Tarcisio Bertone.



Bênção da nova Cruz Alta do Santuário de Fátima.



Dia 14 de Outubro

09.00 - Rosário, na Capelinha

09.45 - Eucaristia, na Igreja da Santíssima Trindade

11.00 - Roma – Praça de S. Pedro – Oração do Ângelus de Bento XVI com palavras dirigidas aos peregrinos de Fátima – Transmissão em directo via TV.

15.00 - Igreja da Santíssima Trindade – Oratória "Fátima Sinal de Esperança para a Humanidade".



Durante os dias da Peregrinação estará patente ao público a exposição "Fátima no Mundo", no Centro Pastoral Paulo VI e a exposição "Salve Rainha, Mãe de Misericórdia", no Museu de Arte Sacra e Etnologia da Consolata.