Mostrar mensagens com a etiqueta Rádios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rádios. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Parabéns Rádio Nova

A Rádio Nova – emissora cristã de Cabo Verde – está de parabéns pelos seus 15 anos de vida.




Uma parceira do Luso Fonias que está neste projecto de encontro de vozes e culturas desde o início. Uma parceira que tudo faz para participar no programa e que, apesar de distante, tenta sempre estar em contacto e colaborar com a equipa de Portugal.




Parabéns ao Director, Pe. António Fidalgo, e a toda a equipa. Que a vossa entrega e dedicação se reflicta em muitos sucessos radiofónicos!









História da Rádio Nova




«Desde sempre os capuchinhos sonharam contribuir para o melhoramento da comunicação entre as ilhas. A primeira iniciativa de relevo que apareceu no início dos anos 60 foi a do Padre Pio Gotin com o boletim Repique do Sino, lido em Cabo Verde e na emigração, tanto pelo povo simples como por intelectuais.




Seguiu-se o Jornal Terra Nova, fundado em Abril de 1975, com incursões não somente na área religiosa como também na socio-política.




Entretanto, nos finais dos anos 70, os capuchinhos apresentam ao então Ministro da Justiça um pedido de criação de uma rádio, pedido esse que teve uma resposta negativa, tendo o ministro invocado o facto de as leis não permitirem a existência de rádios privadas, mesmo que fossem da Igreja.




Mas os capuchinhos não desistiram da ideia. Em 1977, tendo verificado que havia no ar sinais de mudança a nível de regime, começaram a trabalhar no projecto. Em 1990 o regime do partido único anuncia abertura política e em 1991 têm lugar as primeiras eleições livres e democráticas no país. Nenhum impedimento de ordem política ou jurídica impediam o projecto de avançar. Em 17 de Dezembro de 2002, a Rádio Nova mandou para o ar e para todas as ilhas os seus primeiros programas. 17 de Dezembro é, pois, uma data importante não só para os capuchinhos, como também para toda a Igreja e todo o nosso país, visto que pois foi nesse dia que surgiu a primeira rádio privada do período pós-independência.» Rádio Nova Online















Visite esta rádio em www.radionovaonline.com


domingo, 11 de novembro de 2007

Reportagem Fotográfica do IV Encontro das Rádios Lusófonas

Porquê um Encontro de Rádios Lusófonas?





Ir. Fátima Cavate, Directora Administrativa da Rádio Ecclesia (Angola)






Ir. Idalina Patia, Directora da Nova Rádio Paz e Vice-Presidente da ARCAMO (Moçambique)






António Pinelli, Presidente da Unda/Signis (Brasil)






Pe. António Fidalgo, Director da Rádio Nova (Cabo Verde) e Vice-Presidente da Direcção da VOX






Pe. Victorino Lucas, Director da Rádio Pax (Moçambique)






D. Abílio Ribas, Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe




«Foram dias de partilha, discussão, mas sobretudo dias de amizade, fraternidade e de ajuda mútua. A célebre frase que tanto se ouve em África, "estamos juntos", esteve presente neste Encontro. Estamos juntos neste caminhada, com dificuldades por ultrapassar, com sucesso por alcançar, mas estamos juntos.



Foram dias de reencontros, mas também de encontros. Dias de emoção. Pessoas que trabalham juntas há três anos, numa lógica de trabalho à distância proporcionada pelo programa radiofónico Luso Fonias que reúne diversas rádios de todo o espaço lusófono, puderam finalmente conhecer os rostos de quem semanalmente colabora neste programa.



Foram dias de conquistas. O Luso Fonias angariou mais duas rádios parceiras de Moçambique, a Nova Rádio Paz e a Rádio Pax, que não só vão começar a retransmitir o programa como vão colaborar na rubrica Vozes da Lusofonia.



Foram dias de incentivo e ânimo para continuar nesta luta constante por um mundo melhor, um mundo com menos desigualdades, um mundo com um Norte mais próximo do Sul, um mundo onde a comunicação seja a ponte entre vozes e culturas.»


Adelaide Elias,

Produtora do Luso Fonias




Para ler na íntegra a conclusão do IV Encontro das Rádios Lusófonas Católicas, clique aqui.


O lugar do comunicador cristão nos tempos de hoje

Por Pe. Tony Neves



A primeira reacção da hierarquia da Igreja aos novos media, à medida que eles apareceram e ganharam lugar na sociedade, foi negativa. Adivinhavam-se efeitos muito perversos e contrários ao Evangelho. Passado o choque do primeiro impacto, o Concílio Vaticano II espanta toda a gente com o documento ‘Inter Mirifica’, publicado em 1963, onde se diz que os meios de comunicação social são maravilhosos e possuidores de uma grande capacidade de amplificar os valores humanos e cristãos. Tudo mudou a partir daí. (…)

O ano da morte de João Paulo II (2005) é marcado por dois documentos sobre os media: ‘o Rápido Desenvolvimento’ e a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Aqui, J. Paulo II, pede que se estabeleçam pontes entre povos e pessoas e que se criem laços de solidariedade sem fronteiras entre os que já navegam pelas modernas tecnologias da informação e os que são info-excluídos.

Lutar contra a info-exclusão deverá uma das missões da Igreja nos tempos que se seguem. Em nome da justiça e do Evangelho. (…)



Media hoje – questões de fundo

1. Comunicação: realidade transversal (afecta tudo e todos)

2. A civilização do efémero – homem ligth

3. O alto risco da concentração mediática

4. O fabrico de figuras públicas. Quem não passa pelos media não existe

5. Sacrifícios no altar das audiências. As influências do tele-lixo

6. A toda-poderosa publicidade

7. A fachada dos media impressos e internet (capas e homepages): as novas vitrinas

8. Contra-programação e defesa do consumidor mediático

9. Media-pessimista ou media-optimista? Critérios, balizas e valores de fundo

10. Formar para a cidadania responsável / gerar motivações

11. Ao serviço do encontro de civilizações e de culturas

12. O risco de amplificar os gritos dos pobres e o poder de gerar ondas de solidariedade

13. Os media ao serviço dos direitos humanos. Que missão em tempo de guerra?

14. Circular na 'auto-estrada' -a Internet

15. Apostar na 'epikeia' - consciência como 'anti-vírus' com up-date (…)



Estamos num tempo marcado por dinamismos mundiais e é importante que os valores cristãos sejam propostos para contrariar os efeitos perversos da globalização.

Num mundo secularizado, a Igreja tem de ter a coragem de anunciar o Evangelho numa perspectiva de primeira evangelização. Há a convicção de que o Evangelho faz falta à humanidade.

Num mundo de tirania cultural, há que defender os povos que vêem as suas culturas ameaçadas pelos grandes interesses económicos e políticos.

Num mundo marcado pela opressão económica das grandes multinacionais e grupos, é urgente investir na solidariedade com os mais pobres e excluídos.

Num mundo onde o que conta é a produção, há que investir na pessoa e nos seus valores de fundo.

Numa sociedade mediática em que só existe quem passa pelos meios de comunicação social, há que investir na promoção de uma verdadeira comunicação que estabeleça pontes entre povos e pessoas.

Num mundo tão marcado pela violência e pela guerra, há que dar tudo por tudo para que a paz vença e se aposte nos sempre difíceis caminhos da reconciliação.




Para ler na íntegra o artigo da participação do Pe. Tony Neves no IV Encontro das Rádios Lusófonas Católicas, clique aqui.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Dez anos da VOX – Determinação com futuro







Seríamos tentados a ficar em contemplação do que foi a caminhada de arranque, estruturação e implantação da VOX – Associação Mundial das Rádios de Inspiração Cristã de Expressão Portuguesa. Mas, parece mais importante darmo-nos conta dos desafios que o futuro nos apresenta. Por isso, da reunião dos representantes das rádios associadas à VOX, em Carcavelos, entre 17 e 21 de Outubro, ressalta como muito positivo que se tenha decidido enfrentar a possibilidade de continuar o diálogo para que as rádios possam vir a trabalhar em comum, com a utilização do satélite. Inquestionavelmente, esta é uma decisão de enorme arrojo, para que nos lancemos num novo horizonte de solidariedade e partilha, nos caminhos da nova evangelização e da missão da Igreja nos dias de hoje. Na opinião do presidente da Unda/Signis -Brasil, conseguimos mais em resultados positivos, metas alcançadas, e projecção do futuro, do que a congénere brasileira, que tem cerca de 20 anos, conseguiu no mesmo espaço de tempo. É, pois, um enorme desafio, para nos lançarmos na continuidade da nossa caminhada, obedecendo à voz do Mestre que nos manda lançar as redes para o outro lado, e mar adentro.


A realização deste encontro foi, já por si, um dom precioso, com falta de apoio das entidades oficiais portuguesas, que deveriam estar sensíveis para o enorme alcance deste evento, conseguindo avanços de repercussões muito positivas, pelo esforço das rádios e associações dos diversos países lusófonos, atingindo consensos, partilhando projectos e enfrentado os obstáculos a vencer, com determinação. A interpelação do presidente da Direcção da VOX, de que “ninguém é tão pobre que não possa partilhar alguma coisa”, mexeu com os participantes, para que se pudesse realizar um verdadeiro encontro de entreajuda, e resultasse na ultrapassagem de “qualquer tentação miserabilista” que o representante da rádio mais pobre pudesse ter. “Só os pobres partilham, pois os ricos encontram montanhas de justificações para nada dar”, afirmou ainda.


A VOX, associação mundial das rádios de inspiração cristã de expressão portuguesa, tem consciência do contributo que as suas emissoras dão para a aldeia global; por isso, “saudamos os nossos povos e comunidades, a quem queremos servir, a partir dos valores humanistas e cristãos”, como se afirma nas conclusões finais. É assim que “percebemos a importância da integração de etnias, além dos emigrantes, mostrando que a linguagem da rádio tem de ser pluralista”, como refere outra conclusão. Incentivando à participação da Igreja Católica nos media, também requerem diálogo “com os respectivos serviços diocesanos”, para “encontrar apoio aos trabalhos de evangelização radiofónica”. Mas, para que não se fique em lindas intenções, foi designada uma equipa, de modo a elaborar “um projecto para possíveis patrocinadores do aluguer de seguimento espacial do satélite para funcionamento da rede”.


O envolvimento da Direcção da VOX, da FEC (Fundação Evangelização e Culturas), da Rádio Renascença, da Unda/Signis-Brasil, do Serviço Missionário Mundial da Signis, entre outros, é decisivo, para dar continuidade às decisões tomadas neste IV Encontro das Rádios Lusófonas Católicas. Todas as rádios e associações irão também fazer alguns trabalhos de casa, para que a sintonia seja o mais harmoniosa possível, pois esta reunião não deixou de apresentar também algumas mazelas e colocar o dedo nas feridas. De salientar ainda que estas rádios dialogam dum modo habitual, através da Internet, como grupo de rádios - VOX. O site http://www.vox-radios.pt/ permite igualmente a interactividade entre todos os membros.





Pe. Armando Duarte


Presidente da Direcção da Vox


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Rádios querem expandir lusofonia

Carcavelos acolheu IV Encontro Mundial das Rádios de Inspiração Cristã de Expressão Portuguesa







Carcavelos acolheu, de 17 a 21 de Outubro, o IV Encontro Mundial das Rádios de Inspiração Cristã de Expressão Portuguesa. Nas conclusões desta iniciativa, os participantes deixaram votos de que seja possível a implantação de uma rede via satélite, a partir de Lisboa, para a África, tendo como suporte gerador a FEC – Fundação Evangelização e Culturas e Rádio Renascença.

O documento, enviado à Agência ECCLESIA, fala da "importância da integração de etnias, além dos emigrantes, mostrando que a linguagem da rádio tem de ser pluralista" e defende o "crescimento da Igreja Católica nos media".

"As emissoras devem trabalhar em sintonia com os respectivos serviços diocesanos, de modo a encontrar iniciativas de apoio aos trabalhos de evangelização radiofónica", referem os participantes.

A iniciativa, promovida pela VOX - Associação Mundial das Rádios de Inspiração Cristã de Expressão Portuguesa , reuniu representantes da Rádio Nova Paz – Quelimane, Moçambique; Rádio Ecclesia – Luanda, Angola; Rádio Jubilar – S. Tomé e Príncipe, Rádio Nova – Cabo Verde; Rádio Pax – Beira, Moçambique; Rádio Renascença, Portugal; ARIC, Lisboa, Portugal; UNDA/SIGNIS – Brasil e representante da ARCAMO – Maputo, Moçambique.



Em breve, reportagem fotográfica e vídeos.



Não perca todos os pormenores deste IV Encontro das Rádios Lusófonas Católicas.

Rádios Católicas são a voz do povo

Experiências do encontro da Associação Mundial das Rádios de Inspiração Cristã de Expressão Portuguesa





Depois do período da guerra "tínhamos que consciencializar a população para a paz e a reconciliação" – disse à Agência ECCLESIA a Irmã Idalina, da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Visitação, diocese de Quelimane (Moçambique), e a trabalhar há nove anos na «Rádio Nova Paz» daquele país. Esta Emissora Católica de Moçambique é uma das participantes no Encontro da VOX – Associação Mundial das Rádios de Inspiração Cristã de Expressão Portuguesa - que decorreu em Carcavelos de 17 a 21 de Outubro. Este órgão de comunicação foi de extrema importância para "eliminar os ódios entre as pessoas" e as "imagens da guerra". E acrescenta: "fazemos programas virados para a reconciliação com o intuito de dar voz aos que não têm voz".


Noutro país lusófono, Angola, a «Rádio ECCLESIA» também forma e informa os angolanos. "Somos a voz do povo e a rádio mais escutada" - sublinhou Fátima Cavate, da direcção da «Rádio ECCLESIA». Como é independente "fazemos o papel de conselheira e um espaço onde as pessoas podem discutir aquilo que pensam" - afirmou Fátima Cavate. Um ombro amigo que ajuda "os mais sofredores".


Apesar de não conseguirem atingir grandes distâncias, este elemento da direcção da «Rádio ECCLESIA» conta que em Luanda (local onde são emitidos os programas) vive um quarto da população angolana. "O nosso pólo de interesse situa-se na capital" mas "gostávamos de abranger todo o território".


Cabo Verde está representado neste encontro pelo director da «Rádio Nova», o Pe. Capuchinho, António Fidalgo. Neste órgão desde a sua fundação (Dezembro de 1992), o Pe. António Fidalgo afirma que no início receberam apoios de "amigos italianos e da Rádio Renascença". Apesar de fazer uma avaliação positiva destes anos, o director sente alguns problemas na transmissão dos programas. Cabo Verde tem 10 ilhas (9 habitadas) mas a "orografia é muito complicada". "Tentamos vencer zonas de sombra em FM" - lamenta. Para além desta dificuldade, a «Rádio Nova» debate-se com "problemas financeiros". O governo "não apoia mas também não dificulta".



Evangelizar e educar as populações

O raio de acção da «Rádio Nova Paz» não é muito abrangente (cerca de 70 quilómetros) mas a Irmã Idalina salienta que "temos feito um bom trabalho". Os ouvintes "gostam de escutar a nossa programação abrangente e aberta". Mesmo sendo uma rádio católica, "fazemos muitos programas virados para a educação". O problema da SIDA em Moçambique tem ocupado muitas horas de emissão. Com o apoio do Governo e do núcleo provincial de luta contra a SIDA "consciencializamos muitas pessoas" - disse a Irmã Idalina. A visita a hospitais e centros de saúde é outra forma de auxiliarmos a população para este flagelo que "mata muitos moçambicanos".

Fátima Cavate referiu também que a «Rádio ECCLESIA» transmite muitos programas virados para a educação, sobretudo aqueles ligados às mulheres e crianças. "É uma rádio generalista com programas de formação e informação". "É uma rádio que faz falta a políticos e a religiosos". Como não recebem apoios estatais, Fátima Cavate disse "somos livres porque trabalhamos para o povo através do anúncio e da denúncia". E completa: "podemos dizer aquilo que o governo não diz e informamos as pessoas de coisas que o governo não informa".


O lugar da religião

A «Rádio Nova Paz» transmite o terço e eucaristia diariamente. "Uma forma de catequizar as pessoas" - admitiu a Irmã Idalina. Por sua vez, Fátima Cavate realça que a «Rádio ECCLESIA» também dá muito espaço à programação religiosa mas "de índole ecuménica". Com uma colaboração muito estreita com a Rádio Renascença e com a Rádio Vaticano, a emissora católica de Cabo Verde recebe o apoio dos bispos daquele país (um deles faz um programa) e sente-se "um instrumento de evangelização". E conclui o Pe. António Fidalgo: "Temos uma catequese infantil pela rádio".








Em breve, reportagem fotográfica e vídeos.



Não perca todos os pormenores deste IV Encontro das Rádios Lusófonas Católicas.

VOX aposta na rede de satélite

Os representantes das rádios lusófonas católicas estudam a possibilidade de "uma rede de satélite" para "facilitar os trabalhos e partilha de conhecimentos" - disse à Agência ECCLESIA António Pinelli, Presidente da Unda/Signis-Brasil. Reunidos em Carcavelos, de 17 a 21 de Outubro, os participantes destes órgãos de comunicação celebraram o 10º aniversário da VOX – Associação Mundial das Rádios de Inspiração Cristã de Expressão Portuguesa – e aprofundaram experiências.








O satélite "facilita a comunicação" entre as emissoras porque as interliga. Na conferência subordinada ao tema «Comunicação Via Satélite – A solidariedade em rádio», António Pinelli realça que no Brasil "temos uma extensão grande de cobertura de emissoras de rádio" e "propomos a integração de África nesta rede para facilitar os trabalhos e o crescimento cultural e formativo".

Nas questões financeiras, o Presidente da Unda/Signis-Brasil sublinhou que essa "é a grande dificuldade" mas "há hipóteses dos patrocinadores ajudarem". Com a constituição da rede de satélite "torna-se mais fácil evangelizar" e "despertar os países africanos para esta realidade". E acrescenta: "Não adianta trabalhar sozinho". É fundamental saber quem "pretendemos atingir" porque "depois aparecem os parceiros na evangelização" – frisou António Pinelli.

Por sua vez, o Pe. Armando Duarte, Presidente da Direcção da VOX, afirma que dez anos parecem "pouco mas já fizemos um grande caminho: Congregar as rádios lusófonas católicas". Apesar do lado positivo, o Pe. Armando Duarte lamenta que "o Governo português não tenha percebido o papel que estamos a desempenhar". "Não substituímos o Estado mas somos um parceiro privilegiado nas ligações aos países lusófonos" – disse à Agência ECCLESIA.

Na era da globalização, a rede de satélite permite uma maior proximidade entre os países e trocas de experiências. "Recebemos e damos" - salienta o presidente da direcção da VOX. Em África, a Rádio "é fundamental, muito mais que a televisão e a imprensa escrita". Através dela, as pessoas aprendem e recebem formação sobre vários temas: Alfabetização, Questões sociais, Democracia e Questões Sanitárias"
Além de representantes portugueses, em nome da Associação das Rádios de Inspiração Cristã, da Rádio Renascença e da Fundação Evangelização e Culturas, participaram neste encontro membros do Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.







Em breve, reportagem fotográfica e vídeos.

Não perca todos os pormenores deste IV Encontro de Rádios Lusófonas Católicas.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

VOX faz 10 anos e reúne rádios lusófonas

Com a passagem do 10º aniversário da criação da VOX – Associação Mundial das Rádios de Inspiração Cristã de Expressão Portuguesa –, realiza-se o IV Encontro das Rádios Lusófonas Católicas, em Carcavelos (Lisboa), de 17 a 21 de Outubro. Pensado inicialmente para ser realizado na Guiné-Bissau, a falta de apoios oficiais obrigou a que tentássemos o "milagre" da regularidade destes encontros, com a inovação dum Seminário Formativo.

Além de representantes portugueses, em nome da Associação das Rádios de Inspiração Cristã, da Rádio Renascença e da Fundação Evangelização e Culturas, participarão membros do Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.

Como temas e oradores, entre outras intervenções, estão agendados: "Comunicação via satélite, a solidariedade em rádio", a cargo de António Pinelli, da Unda/Signis – Brasil; "Dez anos da VOX – Balanço e perspectivas de futuro", sob apresentação do P. Armando Duarte, presidente da VOX; "A linguagem da rádio - perspectiva cultural pluralista", pelo Doutor Borges de Pinho, da RR; "O valor da palavra na comunicação", pelo Sr. António Sala (RR); "O lugar do comunicador cristão nos tempos de hoje", desenvolvido pelo P. Tony Neves; "A partilha e a entreajuda entre as rádios lusófonas", sob a responsabilidade do P. António Fidalgo, director da Rádio Nova (Cabo Verde).

Serão apresentados planos para o futuro das Rádios e da VOX e realizar-se-á uma Assembleia-geral, alguns participantes aproveitam para a participação em estágios e outros contactos.

Finalmente, espera-se a consolidação deste projecto, num verdadeiro plano de "evangelização sobre os telhados", com a partilha, entreajuda e solidariedade das rádios e associações, na correspondência a uma Igreja em estado de missão.



PROGRAMA

Quarta-feira – Dia 17

Chegada dos Participantes

19h00 – Alojamento – Jantar

21h30 – Abertura dos trabalhos – Direcção da VOX



Quinta-feira – Dia 18

9h00 – Comunicação Via Satélite – A solidariedade em rádio – António Pinelli – Presidente da Unda/Signis- Brasil

14h30 – A linguagem da rádio – Perspectiva cultural pluralista – Doutor Borges de Pinho

18h00 – Dez anos da VOX – Balanço e perspectivas para o futuro – Pe. Armando Duarte – Presidente da Direcção da VOX



Sexta-feira – Dia 19

9h00 – Propostas da FEC nomeadamente no que se refere a Moçambique

14h30 – Visita de estudo à Rádio Renascença

Conferência no auditório – O valor da palavra na comunicação – António Sala



Sábado – Dia 20

9h00 – O lugar do comunicador cristão nos tempos de hoje – P. Tony Neves

14h30 – Partilha e entreajuda entre as rádios lusófonas – P. António Fidalgo, Director da Rádio Nova de Cabo Verde com a participação de representantes das rádios de Angola, Moçambique e S. Tomé

21h00 – Assembleia-geral da VOX que terá como pontos principais a apresentação, pela direcção, do Plano de Actividades e Orçamento para 2008



Domingo – Dia 21

Até ao almoço – Missa – Tempo livre – No fim do almoço saída

Legislação preocupa rádios católicas

Existe em Portugal "um anticlericalismo” que obriga as rádios de inspiração cristã a “estarem atentas”, afirmou à Agência ECCLESIA Joaquim Sousa Queiroz, Presidente da direcção da ARIC - Associação de Rádios de Inspiração Cristã. A nova legislação foi um dos temas em debate este fim de semana no 19º Encontro Nacional de Rádios ARIC.

“Não é generalizado mas há pequenos sinais que pedem a nossa atenção”, acrescenta. As rádios nasceram ligadas a instituições da Igreja e “temos que ter isso em consideração”.

A lei das cotas que obriga a transmissão de 25% de música portuguesa é um dos exemplos apelidados de “graves intromissões nas nossas empresas que são rádios privadas”, afirma acrescentando que “aceitamos o facto de termos de respeitar as leis”. A lei que se refere à não concentração é considerada “prejudicial”, e para rádios ou imprensa regional católica “pode vir a causar sérios embaraços”, aponta. No entanto, a maior reclamação vai no sentido de alguma “intromissão na programação das rádios”.

“Legislação para ou contra as Rádios?” foi um tema “provocatório, tendo em conta o painel convidado”, acrescenta o Presidente da direcção da ARIC. A Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) que congrega 230 rádios com quem a ARIC desenvolve uma reflexão permanente, um representante da Entidade Reguladora que “nem sempre está bem conotada no meio” e um representante do Gabinete dos Meios de Comunicação Social, antigo instituto de Comunicação Social foram entidades que ajudaram a lançar linhas programáticas, “mais do que de actuação”, aponta.

O 19º encontro está integrado num plano traçado há dois anos, que prevê a reunião dos cerca de 70 associados que procuram, através da sua programação, passar os valores, enquanto associação cristã, de humanismo cristão.

A maioria das rádios associadas são de meios pequenos e por isso, uma das preocupações é “descentralizar estes encontros de análises e reflexão”. Com três temas de análise, os participantes valorizam também o espaço de convívio e contactos entre as várias rádios, onde se partilham experiências e “se dão trocas trabalho”, manifesta o Presidente da direcção.

As relações transfronteiriças são uma forma que as rádios encontram para trabalhar. “A troca de programas, experiências comerciais, emissões em cadeia, a própria informação” são alguns exemplos das trocas e experiências partilhadas.
A Comissão Nacional para a Protecção dos Jovens e Crianças em Risco entrou em contacto com a ARIC com o objectivo de pedir a colaboração de rádios locais para a protecção. O pedido foi analisado e encarado como “necessário”, encontrando espaço nas rádios locais “já que a prevenção é essencial e também porque é um problema que preocupa todos”. A disponibilidade das rádios foi demonstrada, sendo este “um exemplo do papel que as rádios podem ter”, sublinha Joaquim Sousa Queiroz.

Os três dias de reflexão foram encarados como um “debate interessante que nos dá pistas para podermos continuar a trabalhar e a estar atentos”. O que pretendem, é continuar a reflexão e análise “sem pretensões de tirar grandes conclusões para apresentar externamente, apenas deixar algumas ideias que nos levam a reflectir e a fazer”, sempre com atenção sobre o que se vai passando na área da comunicação.

O próximo encontro ficou marcado para Março de 2008, “possivelmente com o apoio de uma rádio de Tavira”, adianta.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Parabéns Rádio Canção Nova

Celebrar é próprio de quem ama, de quem se interessa pela vida e valoriza as conquistas vendo nelas o sinal verde para continuar a perseguir a meta.


A Rádio Canção Nova em Fátima, Portugal, celebra neste mês de Outubro o seu primeiro aniversário, é justo celebrarmos este sonho que se fez real.







Sonho dos portugueses? Sim, mas principalmente do padre Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova e apaixonado pela comunicação. A Exemplo do padre Landell de Moura, inventor da Rádio, o padre Jonas também percebeu logo cedo que a Palavra de Deus poderia chegar muito mais longe atingindo mais pessoas se utilizasse para isso os meios de comunicação social.


Os primeiros sinais da realização deste sonho surgiram em 1980, quando com muito esforço a Comunidade Canção Nova adquiriu sua primeira Emissora de Rádio no Brasil, com esta vieram outras que formam hoje a Rede Canção Novas de Rádio.



Em Portugal a Rádio Canção Nova iniciou as suas actividades em Outubro de 2006, na frequência 103.7.



«Atendendo ao Pedido do padre Jonas começamos a procurar uma Emissora de Rádio para comprarmos aqui em Portugal, mesmo sem o dinheiro necessário para isso. Acreditamos que o Senhor iria providenciar se esta fosse sua vontade, então demos os passos. Foi quando os antigos proprietários da Rádio ABC de Ourém sabendo desse nosso interesse, vieram nos oferecer a Rádio ABC, vimos nisso o sinal concreto de Deus e adquirimos a Emissora que hoje é a Rádio Canção Nova FM 103.7», afirma o administrador da Canção Nova em Portugal, José Carlos Veiga.


O Padre Jonas desde que conheceu Portugal e a Mensagem de Fátima, alimentou o sonho de adquirir uma Emissora de Rádio neste País, mas foi em Maio de 2006, durante a Celebração da Santa Eucaristia em Lisboa que ele afirma ter sentido a confirmação de Nossa Senhora de que era hora de dar passos concretos. Foi então que partilhou a inspiração com os membros da Comunidade depois com amigos benfeitores e o sonho partilhado se fez real há um ano.







Em actividades desportivas, sobretudo em eventos competitivos, celebrar o êxito faz parte do próprio espectáculo, envolvendo atletas, treinadores e também o público espectador. Numa Obra de Deus como é o caso da Canção Nova, celebrar as conquistas é fazer memória aos feitos do Senhor e reconhecer a sua acção, a sua misericórdia, rendendo-lhe o devido louvor.


Não há ninguém que não goste de ver o seu serviço reconhecido e esse sentimento ganha um sabor especial quando partilhado com outros que buscaram a mesma meta. É por esse motivo que a Canção Nova festeja o primeiro aniversário da FM 103.7 agradecendo a cada ouvinte, benfeitor, amigo e colaborador que de alguma forma contribui e continua a contribuir para que a Rádio Canção Nova seja o que é – Uma Obra de Deus.



A Rádio Canção Nova actualmente conta com a colaboração de seis pessoas nas suas 24h de programação 100% evangelizadora:




«Eu sou a Maria Dijanira, respondo actualmente pela direcção artística, sou locutora dos programas Sorrindo pra Vida (diariamente às 7h) e Mãos Unidas (diariamente às 13h15). A Rádio CN para mim é a concretização de um sonho que partilhado se tornou realidade. Parabéns a você!»



«Eu sou a Márcia Costa locutora dos programas Mensagens e Canções (diariamente às 20h), Interactivo CN (sábado às 12h) e o Vida em Movimento (domingo às 16h). A rádio CN para mim é um dos grandes sinais de que "Nada é impossível para Deus". Rádio Canção Nova, vitória de Deus pelas mãos de Maria.»



«Eu o sou Edésio Luís locutor da Hora da Misericórdia (diariamente às 15h). A Rádio Canção Nova para mim é o canal da bênção de Deus. Muito obrigado a todos. A paz de Jesus, o amor de Maria e a alegria do Espírito Santo esteja com você.
Paz e bem!»




Agenda

Não perca hoje a festa do primeiro aniversário da Rádio Canção Nova em Portugal, a partir das 20h no auditório do Shoping Fatimae em Fátima e com transmissão em directo pela TV e Rádio Canção Nova de Portugal.



20h – Concerto com o Grupo Musical Canção Nova

21h – Programa Mãos Unidas ao vivo pela Rádio e TV Canção Nova de Portugal

22h – Concerto com o Padre Borga e sua banda



Faça parte desta vitória e celebre com a Rádio Canção Nova!

Mais informações pelo telefone: 249 530 603




sábado, 21 de julho de 2007

Rádio Canção Nova

O Luso Fonias não pára de crescer!


É com grande alegria que anunciamos que o nosso programa também já é retransmitido pela Rádio Canção Nova. Com direcção de Dijanira Silva, esta rádio tem como lema “Canção Nova FM mais vida no seu coração”.





«A Rádio Canção Nova está em Portugal a partir de Fátima na frequência modulada 103.7 desde Outubro de 2006. Com programação católica e diversificada, voltada para a evangelização e valorização da dignidade humana, a emissora integra a Rede Canção Nova de Rádio que pertence ao Sistema Canção Nova de Comunicação, com sede principal em Cachoeira Paulista – São Paulo, Brasil.



A exemplo dos demais meios que o Sistema Canção Nova utiliza, a Rádio Canção Nova FM 103.7, é mantida pelas doações espontâneas dos sócios benfeitores e não trabalha com propagandas comerciais. A programação da emissora é dinâmica e interactiva 24h no ar, com programas das diversas categorias além de transmissões diárias da Santa Missa e Oração do Terço em directo do Santuário Nossa Senhora de Fátima.»



A transmissão do Luso Fonias pela Rádio Canção Nova realiza-se todos os Sábados pelas 19h. Consulte o site na lista de rádios retransmissoras no menu em antena.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Rádios em cooperação

Há oito anos que rádios dos vários países lusófonos cooperam no programa Luso Fonias. Estão unidas pelo mesmo objectivo e vontade de crescerem juntas.





O Luso Fonias Online pretende ser também um elo de união entre as diversas rádios parceiras neste projecto, ou seja pretende ser um espaço de partilha de peças jornalísticas ou de opinião que cada colaborador realize sobre o tema da semana do nosso programa ou no seu trabalho diário para a rádio ou outro órgão de comunicação do seu país.





O primeiro trabalho vem já no post a seguir… Comente!

terça-feira, 27 de março de 2007

Rádio Ecclesia online – De Angola para o mundo

É com grande alegria que anunciamos o início das emissões online da Rádio Ecclesia. Ainda em regime experimental, já é possível fazer chegar o sinal da Emissora Católica de Angola a todo o país e ao mundo usando as novas tecnologias.




segunda-feira, 19 de março de 2007

Rádio Jubilar

O Luso Fonias está de parabéns! Já é transmitido em São Tomé e Príncipe na Rádio Jubilar. Foi um processo complicado pelas dificuldades desta rádio, mas finalmente conseguimos. Finalmente conseguimos alargar o nosso elo a mais um país lusófono.

Por enquanto não podemos contar com a colaboração semanal da Rádio Jubilar, ouvir as vozes de São Tomé e Príncipe, mas esperamos que seja para breve. Estamos a trabalhar para isso! Desde já o nosso agradecimento pelo esforço e dedicação da direcção e equipa técnica desta rádio.

Mas as boas notícias não ficam por aqui… É com grande alegria que vamos poder relembrar o início das transmissões na Rádio Jubilar com a entrevista ao novo Bispo de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António dos Santos, num programa sobre os “Desafios aos pastores da lusofonia”. Ouça na secção em antena.