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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Cantáki – As Vozes da Missão em CD

O CD Cantáki, editado pela Fundação Evangelização e Culturas, em conjunto com as entidades de Voluntariado Missionário, já está à venda! O Cantáki pretende ser um retrato cantado das vivências missionárias protagonizadas por leigos no terreno.

O álbum é composto por 14 temas, todos da autoria de diferentes entidades de Voluntariado Missionário, à excepção do Hino, generosamente oferecido por Henrique Silva, membro da Banda Terceira Margem. Esta compilação conta ainda com a participação especial de Tó Cruz, vencedor do Festival da Canção Portuguesa 1995.

Os lucros desta edição revertem a favor dos projectos de Voluntariado Missionário, incrementados pelas diversas entidades, nos países em desenvolvimento.






Como adquirir

Para adquirir o Cantáki basta entrar em contacto com as entidades de Voluntariado Missionário (ver no site da FEC em Voluntariado Missionário – Entidades em Portugal) ou enviar um e-mail para anapatricia.fonseca@fecongd.org com a sua morada e encomenda.


Custo por unidade: 9€


O Cantáki propõe:

1. Hino ao Voluntariado Missionário, Henrique Silva

2. Parte e vai, Diálogos – Leigos SVD para Missão

3. Ser missionário, Juventude Hospitaleira

4. Eu sou Teu, Guard’África

5. Qual é a Tua?, Juventude Doroteia

6. Formosa Mãe da Alegria, Leigos Missionários da Consolata

7. Leve-Leve, Grupo Bússola

8. Ele nos deu a vida, Fidesco

9. Juntos nos caminhos da missão, Leigos Boa Nova

10. Leigos em missão, Leigos para o Desenvolvimento

11. Rumo a Ti, Grupo de Jovens JMV da Paróquia do Catujal

12. Amar como Tu, Grupo Missionário da Paróquia da Ramada

13. São vidas, Jovens Sem Fronteiras

14. Mestre, onde moras?, MTA – Companhia Santa Teresa de Jesus





As Vozes da Missão: Adelaide Pinto; Ana Baptista Batalha; Ana Lucas; Ana Melo; Ana Santos; Ângela Crespo; Bárbara Martins; Carina Brito; Cláudio Gonçalves; Constança Santos; Daniela Barreira; Diana Nunes; Diogo Guimarães; Elizabeth Santos; Fátima Martins; Filipa Carvalho; Filipa Santos; Fernando Santos; Joana Barbado; João Pedro Silva; Hélio Bernardo; Ilde Cabral; Isabel Jacobetty; Ricardo Santos; Rui Antunes; Rui Fernandes; Sérgio Cabral; Tiago Marques.







O Voluntariado Missionário conta com o seu apoio!


domingo, 6 de janeiro de 2008

Dia da Infância Missionária

Despertar a consciência das crianças para as missões e para o conhecimento de novas realidades é um dos objectivos da iniciativa, celebrada por toda a Igreja



A simples troca de correspondência entre crianças de diferentes continentes é sintoma do despertar para novas realidades.

Esta interacção entre crianças portuguesas de uma escola de Lisboa e crianças guineenses foi efectivada em 2007, uma mais-valia conseguida pela Infância Missionária, que as Obras Missionárias Pontifícias dinamiza. Mas apenas um exemplo do que pode ser conseguido se a sensibilização da infância missionária foi dinamizada em todas as dioceses.

Hoje, dia 6 de Janeiro, celebra-se o Dia da Infância Missionária. Um assinalar da “importância deste trabalho para a Igreja em Portugal”, aponta o Pe. Manuel Durães Barbosa, Director das Obras Missionárias Pontifícias – OMP, à Agência ECCLESIA.

Para isso se aposta na divulgação de material preparado para esta data, para todas as dioceses, para que cada realidade “assuma esta obra de uma forma particular nas Escolas católicas e na catequese”.

Todos os anos é preparado um cartaz, calendários, horários escolares, um livro sobre a semana de oração com ilustrações para as crianças, o mealheiro missionário, o pai nosso missionário, entre outro material, descreve o Director da OMP.

Este ano no material, não foi incluída uma proposta para o programa da semana de oração para as crianças missionárias. Já a pensar no Congresso Missionário de 2008, a ter lugar em Setembro, “não houve tempo para preparar essa proposta”, reconhece o Pe. Durães Barbosa.



Trabalho Mundial

A Obra Pontifícia para a Infância Missionária afirma que esta dimensão da evangelização é decisiva e insubstituível no Terceiro Milénio. Uma tarefa destinada a todos cristãos e essencial na formação de crianças e educadores, na evangelização de outras crianças, das suas famílias e comunidades. É imprescindível também para a persecução de vocações missionárias, para a evangelização de não cristãos e para que as próprias crianças se envolvam na pastoral.

A Obra da Infância Missionária é destinada a pré adolescentes. “A criança está aberta a esta questão, desde que seja despertada para esta realidade, a par da solidariedade”, explica o director da OMP.

Despertar para a realidade de outras crianças nos cinco continentes é o objectivo principal desta proposta. Para isso são proposta na catequese iniciativas que visam a partilha da fé e a renúncia, durante o tempo do advento, para que na epifania – este ano celebrada a 6 de Janeiro - “sejam recolhidos os fundos”, enviados posteriormente para o Secretariado da Infância Missionária, sediado em Roma, que encaminha para as missões.



Sementes de missão

Muitos jovens que partem em missão reconhecem que há muito acalentavam a vontade de ser missionário. O Pe. Durães Barbosa acredita que cultivar estes ideais desde pequeno “favorece e estimula a participação e consciência em adulto”.

A infância missionária “é a obra número um das OMP”, sublinha o Director em Portugal, “procurando despertar a consciência de todos os baptizados”.

Este é um papel que cabe a professores, educadores, catequistas, “a todos”, enfatiza, pois só assim “se consegue uma eficaz sensibilização”.

Em muitos jovens “não resultará”, admite o Director da OMP, pois “muitos passam por uma fase de abandono da igreja”, mas acredita “que fica sempre qualquer coisa”.

O Pe. Durães Barbosa reconhece que este é um trabalho que deve ser dinamizado nas dioceses, uma tarefa nem sempre fácil e eficazmente desenvolvida. Mas o Director da OMP aponta que este ano, duas dioceses manifestaram a intenção de dinamizar e “implementar nas paróquias, através da catequese, a infância missionária”.

Este trabalho deve apostar numa forte “dinamização na catequese e nas escolas”. Este é o segredo para se conseguir um trabalho eficaz.

Muitos párocos, “entre muitos afazeres, têm de se preocupar com muitos movimentos”. O Pe. Durães Barbosa reconhece que “nem sempre há tempo para este trabalho de sensibilizar as crianças para a realidade de outros continentes”.

Este é um trabalho que, sem esquecer os sacerdotes, “é de leigos”. Mas “o padre tem de o dinamizar e impulsionar na sua paróquia”.

Em preparação está já o Congresso Missionário de 2008 que pretende envolver todas as dioceses. Informações sobre o programa em www.opf.pt/



terça-feira, 6 de novembro de 2007

Recordar Idalina Gomes

Um ano depois da morte da missionária portuguesa, os Leigos para o Desenvolvimento assinalam a data com celebrações eucarísticas







Faz hoje um ano que Idalina Gomes, uma leiga missionária portuguesa, e o Pe. Waldyr dos Santos, brasileiro, foram assassinados em Moçambique.




A missionária portuguesa encontrava-se ao serviço da Organização Leigos para o Desenvolvimento, que não querem deixar passar esta data. Assim, vão ser celebradas eucaristias nos vários núcleos regionais:

Lisboa, na Igreja do Colégio S. João de Brito, pelas 20h.

Em Coimbra, na Capela do CUMN - Centro Universitário Manuel da Nóbrega (Rua José Falcão 4 - Rua da Secretaria Geral, junto à Biblioteca Joanina), pelas 19h
No Porto, na Capela do CREU-IL - Centro de Reflexão e Encontro Universitário Inácio de Loyola (Rua Oliveira Monteiro, 562) , pelas 19h15.

Em Braga, na Capela do CAB - Centro Académico de Braga (Pç. da Faculdade, 16), pelas 19h15.

Os Leigos para o Desenvolvimento convidam a estar presentes e que se queiram associar através da oração.

No próximo Sábado, dia 10, será celebrada a Eucaristia, em Aguiar da Beira - de onde Idalina Gomes era natural - pelas 15h. A família da missionária estará presente e convida todos os que queiram unir-se a eles.




A Organização Leigos para o Desenvolvimento, toda sua edição do mês de Novembro, a Idalina Gomes. Hilário David, Presidente da direcção escreve na publicação que “um ano depois, queremos recordar uma vida que se deu totalmente aos outros. E ao recordá-la, tornamos presente o sentir e agir de tantos que já partiram ou que querem continuar a partir abraçando este projecto de ser LD”.

Idalina Gomes, uma leiga missionária portuguesa, encontrava há um ano, a trabalhar na Missão da Fonte Boa, situada numa zona remota da província de Angónia, a mais de 200 quilómetros de Tete, capital da província com o mesmo nome, junto da fronteira com o Malawi, quando foi assassinada a 6 de Novembro de 2006. Estava ao serviço da Organização “Leigos para o Desenvolvimento”.

A jovem missionária era natural de Aguiar da Beira. Morreu na sequência de um ataque levado a cabo por um grupo armado, na residência jesuíta onde se encontrava. Na ocasião foi ainda assassinado o Pe. Waldyr dos Santos, brasileiro de 69 anos, tendo ficado feridos outros dois religiosos.




Em julgamento

Os suspeitos do crime começaram a ser julgados em Agosto último.
Em tribunal, onde está a ser julgado o “Crime da Fonte Boa”, os seis arguidos ouvidos nas audiências negaram as acusações do Ministério Público (MP). Dois cidadãos do Malawi, também suspeitos de envolvimento no duplo homicídio, são julgados à revelia por se encontrarem a monte.

Os seis arguidos, terão cometido, em co-autoria, os crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio, ofensas corporais, furto qualificado e simples e de associação criminosa, segundo a acusação, citada pelo jornal moçambicano ‘Notícias’.
O MP considera como circunstâncias agravantes “o facto de o grupo ter agido de forma premeditada, por mais de duas pessoas, com recurso a arrombamento, em lugar sagrado e a coberto da escuridão da noite”, e realça ainda que estavam em “superioridade em relação às vítimas, considerando a idade, sexo e posse de arma”.